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Não haverá paz para irmãos, filhos, mulheres, tias e primos de Lula, Moraes e Dino em 2026

Publicada em: 01/01/2026 01:07 -

1. O ponto mais grave: ameaça a familiar

Aqui não há ambiguidade possível. Convocar cerco, perseguição ou intimidação contra a filha de um ministro do STF é ameaça direta, não é “opinião”, “retórica” nem “liberdade de expressão”. Isso:

  • configura incitação à violência;

  • tenta criar terror psicológico;

  • replica métodos históricos do fascismo clássico, que sempre usou familiares como alvos para atingir o poder institucional.

Esse ponto é criminal, moralmente indefensável e precisa ser tratado como tal — independentemente de quem seja o ministro.

2. A crítica à grande imprensa: há um padrão histórico

O texto acerta ao identificar um método recorrente do jornalismo político brasileiro, sobretudo em momentos eleitorais decisivos:

  • Quando o alvo central é “difícil” (Lula, Moraes, STF), desloca-se o foco para:

    • cônjuges

    • filhos

    • irmãos

    • relações laterais

  • Não para informar o público, mas para produzir desgaste simbólico, criar suspeição difusa e manter o tema vivo.

Esse método foi usado:

  • contra Marisa Letícia (triplex),

  • contra os netos de Lula (pedalinhos),

  • contra Janja,

  • agora contra familiares de Moraes.

Isso não é teoria conspiratória — é análise de prática jornalística reiterada.

3. A falsa simetria com os filhos de Bolsonaro

O texto também toca num ponto relevante: não há equivalência automática entre os casos.

  • Filhos de Bolsonaro:

    • são figuras públicas,

    • exercem ou exerceram mandatos eletivos,

    • movimentaram dinheiro público,

    • respondem a investigações concretas.

  • Filhos ou familiares de ministros e presidentes sem função pública não são agentes políticos.

Misturar isso é uma estratégia retórica para legitimar ataques indevidos.

4. O silêncio sobre o golpe e o 8 de janeiro

Aqui a crítica é forte e difícil de rebater:

  • Não houve jornalismo investigativo robusto independente sobre:

    • o planejamento do golpe,

    • o papel dos militares,

    • o financiamento,

    • a cadeia de comando.

  • A imprensa majoritária reagiu ao que saiu dos inquéritos, mas não liderou a apuração.

Isso ajuda a explicar por que o foco escapa para parentes: é uma pauta mais fácil, menos perigosa e mais “rentável” em cliques.

5. O risco para 2026

O alerta final do texto é plausível:

  • Criminalizar Moraes,

  • desgastar Lula pelas bordas,

  • relativizar o golpismo derrotado em 2022,

  • reacender o discurso econômico alarmista,

tudo isso cria o ambiente emocional que a extrema direita precisa quando não tem projeto nem liderança viável.

Em resumo

 

  • Ameaças a familiares são linha vermelha absoluta.

  • Há sim um padrão de ataque indireto via parentes no jornalismo político brasileiro.

  • A falsa equivalência com os Bolsonaro não se sustenta tecnicamente.

  • A imprensa falhou em investigar o golpe com profundidade.

  • O clima descrito no texto não é delírio, mas um risco real para 2026.

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