📌 Resumo do caso
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O governo dos Estados Unidos, sob liderança de Donald Trump, criou um “Conselho da Paz” voltado inicialmente para a Faixa de Gaza, com a proposta de também atuar em conflitos globais.
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Segundo o enviado especial Steve Witkoff, mais de 20 países (até 25) já aceitaram o convite.
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Entre os que confirmaram publicamente estão: Israel, Egito, Azerbaijão, Kosovo, Emirados Árabes Unidos, Bielorrússia, Marrocos, Hungria, Canadá e Argentina.
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O Conselho prevê:
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Trump como presidente vitalício
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Taxa de adesão de US$ 1 bilhão por país
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Recursos sob controle direto do presidente dos EUA
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50 países e a União Europeia receberam convite, incluindo o Brasil.
🌍 Reação internacional
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Rússia: ainda não se manifestou oficialmente.
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China: evitou responder se aceitará e reforçou a defesa do sistema multilateral da ONU, da qual é membro permanente do Conselho de Segurança.
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Países europeus relevantes ainda não aderiram, o que limita o peso institucional da iniciativa.
🇧🇷 Situação do Brasil
O governo brasileiro não respondeu ao convite e tenta ganhar tempo.
Principais dúvidas do Itamaraty:
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Qual é o objetivo real do Conselho?
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Para onde vai a contribuição de US$ 1 bilhão?
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Os recursos seriam usados na reconstrução de Gaza ou em outra agenda?
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Qual o grau de autonomia dos países-membros?
Cálculo político:
Pontos a favor de aceitar ou dialogar:
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Mostrar relação institucional com Trump mais sólida que a de Bolsonaro
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Evitar desgaste diplomático com os EUA
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Reforçar imagem de pragmatismo internacional
Riscos:
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Desalinhamento com o Brics, especialmente China e Índia
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Enfraquecimento da defesa histórica do Brasil pelo multilateralismo via ONU
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Associação a uma iniciativa vista como unilateral e personalista
🧠 Análise geopolítica
Especialistas avaliam que o Conselho:
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Representa uma tentativa dos EUA de retomar protagonismo global em meio à percepção de perda de hegemonia
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Tem forte viés pró-Israel e pode redefinir a governança de Gaza sem consenso internacional
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É visto como uma iniciativa de caráter centralizador e pouco transparente, fora das instituições tradicionais
Como definiu o professor Gustavo Menon, trata-se de uma estratégia de reposicionamento global dos EUA, com traços colonialistas e foco em áreas historicamente influenciadas por Washington, incluindo a América Latina.
