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EUA afirmam que até 25 países já aderiram ao Conselho de Paz comandado por Trump

Publicada em: 21/01/2026 10:56 -

📌 Resumo do caso

  • O governo dos Estados Unidos, sob liderança de Donald Trump, criou um “Conselho da Paz” voltado inicialmente para a Faixa de Gaza, com a proposta de também atuar em conflitos globais.

  • Segundo o enviado especial Steve Witkoff, mais de 20 países (até 25) já aceitaram o convite.

  • Entre os que confirmaram publicamente estão: Israel, Egito, Azerbaijão, Kosovo, Emirados Árabes Unidos, Bielorrússia, Marrocos, Hungria, Canadá e Argentina.

  • O Conselho prevê:

    • Trump como presidente vitalício

    • Taxa de adesão de US$ 1 bilhão por país

    • Recursos sob controle direto do presidente dos EUA

  • 50 países e a União Europeia receberam convite, incluindo o Brasil.


🌍 Reação internacional

  • Rússia: ainda não se manifestou oficialmente.

  • China: evitou responder se aceitará e reforçou a defesa do sistema multilateral da ONU, da qual é membro permanente do Conselho de Segurança.

  • Países europeus relevantes ainda não aderiram, o que limita o peso institucional da iniciativa.


🇧🇷 Situação do Brasil

O governo brasileiro não respondeu ao convite e tenta ganhar tempo.

Principais dúvidas do Itamaraty:

  • Qual é o objetivo real do Conselho?

  • Para onde vai a contribuição de US$ 1 bilhão?

  • Os recursos seriam usados na reconstrução de Gaza ou em outra agenda?

  • Qual o grau de autonomia dos países-membros?

Cálculo político:

Pontos a favor de aceitar ou dialogar:

  • Mostrar relação institucional com Trump mais sólida que a de Bolsonaro

  • Evitar desgaste diplomático com os EUA

  • Reforçar imagem de pragmatismo internacional

Riscos:

  • Desalinhamento com o Brics, especialmente China e Índia

  • Enfraquecimento da defesa histórica do Brasil pelo multilateralismo via ONU

  • Associação a uma iniciativa vista como unilateral e personalista


🧠 Análise geopolítica

Especialistas avaliam que o Conselho:

  • Representa uma tentativa dos EUA de retomar protagonismo global em meio à percepção de perda de hegemonia

  • Tem forte viés pró-Israel e pode redefinir a governança de Gaza sem consenso internacional

  • É visto como uma iniciativa de caráter centralizador e pouco transparente, fora das instituições tradicionais

 

Como definiu o professor Gustavo Menon, trata-se de uma estratégia de reposicionamento global dos EUA, com traços colonialistas e foco em áreas historicamente influenciadas por Washington, incluindo a América Latina.

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