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Movimentos políticos de Tarcísio animam partidos de centro

Publicada em: 22/01/2026 08:10 -

1) Versão resumida (hard news)

Movimentos recentes do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), têm alimentado especulações sobre uma possível candidatura presidencial em 2026. Partidos de centro veem no governador um nome competitivo e interpretam gestos, como o adiamento de encontros com Jair Bolsonaro (PL), como sinais de um distanciamento estratégico do ex-presidente.

Segundo apuração do analista da CNN Matheus Teixeira, aliados afirmam que Tarcísio nunca escondeu o desejo de disputar o Planalto, embora evite declarações públicas. O anúncio de que Bolsonaro apoiará o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato provocou reações ambíguas do governador, que mencionou risco de fragmentação da direita, mas reiterou apoio ao filho do ex-presidente.

Um episódio que reforçou as especulações foi uma publicação da esposa de Tarcísio, sugerindo que o Brasil precisava de um “novo CEO”, em referência ao governador, curtida por ele nas redes sociais.

Nos bastidores, o dilema envolve decidir entre manter a aliança com o bolsonarismo e disputar a reeleição em São Paulo ou romper para liderar uma candidatura de centro em 2026, vista por aliados como alternativa tanto a Lula quanto ao bolsonarismo.


2) Versão editada e mais analítica (com subtítulo)

Gestos de Tarcísio animam centro e reacendem debate sobre 2026

Os recentes movimentos políticos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), têm sido interpretados por partidos de centro como sinais de que ele pode estar pavimentando uma candidatura presidencial em 2026. Entre os gestos observados está o adiamento — visto por analistas mais como cancelamento — de encontros com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), padrinho político de sua eleição em 2022.

De acordo com apuração do analista de Política da CNN Matheus Teixeira, embora Tarcísio evite declarações públicas sobre o tema, o desejo de chegar ao Palácio do Planalto nunca foi exatamente um segredo entre aliados. O cenário ganhou novos contornos após Bolsonaro anunciar apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, movimento que provocou reações ambíguas do governador paulista.

Inicialmente, Tarcísio demonstrou preocupação com uma possível fragmentação da direita, mas afirmou que apoiaria o filho do ex-presidente. Ainda assim, episódios recentes reforçaram especulações sobre um distanciamento gradual do bolsonarismo, como a publicação feita por sua esposa nas redes sociais defendendo que o Brasil precisava de um “novo CEO” — referência direta ao governador, curtida por ele próprio.

Nos bastidores, o cálculo político é delicado. Tarcísio construiu sua carreira eleitoral com apoio decisivo de Bolsonaro, mas hoje desfruta de capital político próprio, sustentado por avaliações positivas de seu governo à frente do maior estado do país. Aliados argumentam que, mesmo em caso de reeleição em São Paulo, o apoio de Bolsonaro a uma eventual candidatura presidencial futura é incerto.

Além disso, ponderam que uma votação expressiva de Flávio Bolsonaro em 2026, mesmo sem vitória, poderia consolidá-lo como principal líder da oposição, reduzindo o espaço para Tarcísio no futuro. Partidos de centro, por sua vez, apostam que existe espaço para uma candidatura que se apresente como alternativa tanto ao bolsonarismo quanto ao presidente Lula — e veem no governador paulista o nome mais viável para ocupar esse vácuo.

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