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Morte de corretora: veja o momento em que síndico e filho são presos por suspeita de crime

Publicada em: 28/01/2026 13:49 -

Histórico de conflitos com síndico antecede morte de corretora em Caldas Novas

Vítima havia registrado ao menos 12 boletins de ocorrência; síndico e filho foram presos

A morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, encontrada nesta quarta-feira (28) em Caldas Novas, no sul de Goiás, foi precedida por um longo e documentado histórico de conflitos com o síndico do condomínio onde ela morava e possuía outros imóveis. O síndico foi preso pela Polícia Civil e é apontado como uma das figuras centrais da investigação. O filho dele também foi detido.

Os desentendimentos começaram em janeiro de 2025, quase um ano antes do desaparecimento da corretora, e envolveram disputas administrativas, acusações criminais e uma escalada de conflitos que terminou de forma trágica.

O primeiro embate formal ocorreu quando a administração do condomínio notificou Daiane sob a alegação de que um de seus apartamentos estaria sendo utilizado como marcenaria, em desacordo com as normas internas. A corretora negou a irregularidade e passou a afirmar que era alvo de perseguição por parte do síndico.

Com o agravamento da situação, o síndico chegou a convocar uma assembleia com o objetivo de expulsar Daiane do condomínio. A medida, no entanto, foi suspensa por decisão judicial, que impediu qualquer sanção administrativa naquele momento.

Além de residir no prédio, Daiane era proprietária de outros seis imóveis no mesmo condomínio, todos alugados. Segundo relatos anexados às investigações, o síndico teria ameaçado e pressionado inquilinos, criando um ambiente de intimidação indireta com o objetivo de forçar a saída da corretora.

Ao longo de 2025, Daiane registrou ao menos 12 boletins de ocorrência contra o síndico, com denúncias de perseguição reiterada, ameaças e agressões físicas. Parte desses registros resultou em investigações formais e em uma denúncia apresentada pelo Ministério Público antes mesmo de seu desaparecimento.

Em dezembro, Daiane desapareceu dentro do próprio condomínio. Imagens de câmeras de segurança mostram a corretora circulando pelas áreas comuns, mas ela não foi mais vista após descer ao subsolo do prédio.

Com a localização do corpo, a Polícia Civil intensificou as apurações e passou a tratar o histórico de conflitos como um dos principais eixos da investigação. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre a dinâmica do crime nem informaram se outras pessoas podem ter participado.

 

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