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Ministros do STF defendem prisão domiciliar para Bolsonaro

Publicada em: 01/02/2026 09:56 -

Articulação no STF fortalece discussão sobre prisão domiciliar de Bolsonaro

A movimentação para a transferência de Jair Bolsonaro para prisão domiciliar ganhou força nos últimos dias e passou a envolver atores além de Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Segundo apuração da colunista Malu Gaspar, de O Globo, ministros do Supremo Tribunal Federal têm atuado nos bastidores para facilitar o diálogo sobre o tema.

Entre eles está Gilmar Mendes, que teria ajudado a aproximar Michelle Bolsonaro do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Gilmar também teria conversado diretamente com a ex-primeira-dama e, de forma reservada, manifestado simpatia pela concessão da domiciliar, ressaltando que a decisão cabe exclusivamente a Moraes. Outro ministro citado é Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro ao STF em 2020, que teria reforçado ao relator seu apoio à medida.

Preocupação com saúde e estabilidade institucional

Nos bastidores políticos e jurídicos, cresce a preocupação com a possibilidade de agravamento do estado de saúde do ex-presidente e com os impactos institucionais que isso poderia gerar. Interlocutores próximos a Bolsonaro avaliam que o STF poderia ser responsabilizado politicamente caso ocorram complicações médicas durante o período de prisão.

Fontes ouvidas pela coluna afirmam que ministros do Supremo, representantes do Governo do Distrito Federal e aliados políticos do ex-presidente compartilham do temor de que um encarceramento prolongado reacenda tensões políticas e mobilize sua base de apoio. Para esse grupo, a prisão domiciliar seria uma alternativa para reduzir conflitos e evitar novos desgastes públicos.

A decisão final, no entanto, permanece sob responsabilidade exclusiva do ministro Alexandre de Moraes, que segue analisando o caso.

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