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Pai de adolescente investigado pela morte de Orelha diz: ‘Se ele fez alguma coisa e ficar provado, ele tem que responder’

Publicada em: 02/02/2026 08:01 -

Caso Orelha: investigação sobre morte de cão comunitário avança em Florianópolis

Um caso que mobilizou o país. Orelha era um cão comunitário cuidado por moradores da Praia Brava, em Florianópolis. No início de janeiro, ele foi encontrado agonizando e não resistiu aos ferimentos. A investigação aponta que o animal foi vítima de agressão, e a polícia apura o possível envolvimento de adolescentes. O programa Fantástico teve acesso ao depoimento de um porteiro e conversou com delegados responsáveis pelo caso.

Na quinta-feira (29), dois dos quatro adolescentes apontados como suspeitos retornaram dos Estados Unidos. Segundo as famílias e a polícia, eles participavam de uma viagem escolar previamente programada. Ainda no aeroporto, investigadores apreenderam os telefones celulares, cumprindo mandados de busca e apreensão.

“Os celulares estão em posse da Polícia Científica, que realiza a extração de todas as informações dos quatro aparelhos para verificar se há novos elementos de prova”, afirmou o delegado da Delegacia de Adolescentes em Conflito com a Lei, Renan Balbino.

A não divulgação das identidades dos suspeitos gerou questionamentos nas redes sociais. No entanto, por se tratarem de menores de 18 anos, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proíbe a divulgação de imagens ou informações que possam identificá-los.

“A educação que eu e minha esposa damos ao nosso filho não é de passar a mão na cabeça. Se ele fez algo e isso ficar provado, tem que responder. Mas até agora são apenas acusações, sem provas apresentadas. Queremos justiça tanto quanto qualquer outra pessoa”, declarou o pai de um dos adolescentes.

O advogado Rodrigo Duarte da Silva, que representa duas das famílias, afirmou esperar celeridade na apuração. “Esperamos que os depoimentos sejam colhidos o quanto antes, que a verdade venha à tona e que os adolescentes sem qualquer responsabilidade sejam publicamente inocentados. Caso algum deles tenha contribuído, ainda que minimamente, que seja responsabilizado na medida da sua culpabilidade.”

Investigação

A polícia já ouviu mais de 20 testemunhas e analisa cerca de mil horas de imagens de câmeras de segurança instaladas na Praia Brava.

Questionados sobre registros visuais da agressão, os delegados foram categóricos: não há imagens do momento exato nem testemunhas presenciais. Segundo a delegada responsável, a investigação se baseia em um conjunto de indícios convergentes.

 

“O desafio é reunir as peças desse quebra-cabeça para esclarecer exatamente o que aconteceu”, afirmou.

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