📌 Resumo do caso
O PL decidiu lançar Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina, ao lado do senador Esperidião Amin (PP), na chapa que terá Jorginho Mello (PL) candidato à reeleição ao governo. Com isso, a deputada Caroline de Toni (PL-SC) ficou fora da disputa ao Senado pelo partido.
Sem espaço na legenda e sem interesse em tentar a reeleição à Câmara, De Toni deve se filiar ao partido Novo, que já se comprometeu a lançá-la candidata ao Senado. A saída do PL deve ser formalizada nos próximos dias.
A decisão rachou o bolsonarismo em Santa Catarina e escancarou o atrito entre Michelle Bolsonaro e Carlos Bolsonaro. Michelle publicou apoio público à deputada nas redes sociais — gesto interpretado por aliados do PL como uma afronta direta a Carlos.
Apesar do clima tenso, aliados tentam minimizar o racha e afirmam que os candidatos bolsonaristas manterão apoio mútuo, mesmo em partidos diferentes.
🔍 Bastidores e impacto político
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⚠️ Conflito interno no bolsonarismo
A relação entre Michelle Bolsonaro e os filhos do ex-presidente, especialmente Carlos e Flávio, é descrita como ruim. O apoio público de Michelle a De Toni reacendeu essa disputa. -
🗳️ Aposta estratégica do PL
A escolha por Esperidião Amin é vista como essencial para ampliar a base da chapa de Jorginho, que mira uma coligação mais robusta em 2026 com PP e MDB. -
📈 Força eleitoral de De Toni
Aliados da deputada estão confiantes: ela teve votação expressiva no estado e Carlos Bolsonaro enfrenta rejeição entre eleitores catarinenses por ser visto como “forasteiro”. -
🔄 Arranjo eleitoral possível
Mesmo com o Novo indicando o vice de Jorginho, o partido avalia lançar De Toni ao Senado em candidatura isolada, modelo autorizado pela Justiça Eleitoral em 2022. -
👀 Outros atores no jogo
O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), surge como adversário no campo da direita e pode atrair Esperidião Amin caso o senador se sinta desprestigiado.
