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Anúncio precipitado de Lupi gera novo atrito entre PT e PDT

Publicada em: 06/02/2026 07:22 -

🔎 O que aconteceu

Uma crise pública entre PT e PDT explodiu após o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmar que teria recebido do PT o compromisso de apoiar candidaturas pedetistas aos governos de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná.

Segundo Lupi, o aval teria sido dado durante reunião com Edinho Silva, presidente do PT, como parte da aliança nacional para a reeleição do presidente Lula.

Pouco depois, o PT desmentiu oficialmente a versão, afirmando que:

  • a reunião tratou exclusivamente da reeleição de Lula;

  • não houve definição sobre palanques estaduais;

  • decisões regionais seguem sob responsabilidade dos diretórios estaduais.


⚠️ Onde a crise pegou mais forte

📍 Minas Gerais

A reação mais dura veio de Alexandre Kalil (PDT), pré-candidato ao governo mineiro:

“Eleição é um saco. No meu palanque só sobe quem eu quiser”.

O PT em MG está rachado, com três caminhos em disputa:

  • apoiar Kalil (PDT);

  • lançar candidatura própria;

  • apoiar Rodrigo Pacheco (PSD), nome preferido de Lula.

📍 Rio Grande do Sul

O impasse se repete:

  • Juliana Brizola (PDT) × Edegar Pretto (PT)
    Apesar do discurso de diálogo, ninguém abre mão da cabeça de chapa, travando a aliança estadual.


🧠 Leitura política

  • Lupi tentou cravar acordos regionais antes da hora, pressionando o PT publicamente.

  • O PT reagiu para conter desgaste interno e evitar a ideia de imposição nacional.

  • O episódio expõe a fragilidade da aliança PT–PDT fora do plano nacional.

  • A estratégia de Lula depende de palanques amplos, mas os estados viraram campo minado.

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