🔎 O que aconteceu
Uma crise pública entre PT e PDT explodiu após o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmar que teria recebido do PT o compromisso de apoiar candidaturas pedetistas aos governos de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná.
Segundo Lupi, o aval teria sido dado durante reunião com Edinho Silva, presidente do PT, como parte da aliança nacional para a reeleição do presidente Lula.
Pouco depois, o PT desmentiu oficialmente a versão, afirmando que:
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a reunião tratou exclusivamente da reeleição de Lula;
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não houve definição sobre palanques estaduais;
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decisões regionais seguem sob responsabilidade dos diretórios estaduais.
⚠️ Onde a crise pegou mais forte
📍 Minas Gerais
A reação mais dura veio de Alexandre Kalil (PDT), pré-candidato ao governo mineiro:
“Eleição é um saco. No meu palanque só sobe quem eu quiser”.
O PT em MG está rachado, com três caminhos em disputa:
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apoiar Kalil (PDT);
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lançar candidatura própria;
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apoiar Rodrigo Pacheco (PSD), nome preferido de Lula.
📍 Rio Grande do Sul
O impasse se repete:
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Juliana Brizola (PDT) × Edegar Pretto (PT)
Apesar do discurso de diálogo, ninguém abre mão da cabeça de chapa, travando a aliança estadual.
🧠 Leitura política
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Lupi tentou cravar acordos regionais antes da hora, pressionando o PT publicamente.
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O PT reagiu para conter desgaste interno e evitar a ideia de imposição nacional.
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O episódio expõe a fragilidade da aliança PT–PDT fora do plano nacional.
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A estratégia de Lula depende de palanques amplos, mas os estados viraram campo minado.
