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Alckmin resiste a plano do PT e sinaliza que não quer disputar eleição em São Paulo

Publicada em: 07/02/2026 08:03 -

1) Avaliação geral

Pontos fortes

  • Boa costura entre São Paulo, chapa presidencial e negociações nacionais

  • Uso correto de fontes indiretas (“segundo a apuração”, “aliados avaliam”)

  • Contextualiza bem o papel do PSB, do MDB e do entorno de Lula

  • Fecha com um gancho político claro: Alckmin não aceita ser “plano B”

O que pode melhorar

  • repetições conceituais (resistência de Alckmin, pressão do PT, papel de Haddad)

  • Alguns parágrafos podem ser fundidos para ganhar ritmo

  • O texto cresce muito no meio e perde um pouco de tensão narrativa

  • Dá pra deixar o Lula mais claramente como árbitro e estrategista, não só como “cobrador”


2) Sugestões editoriais objetivas

  • Antecipar o “recado” de Alckmin logo no começo como eixo do texto

  • Reduzir repetições sobre:

    • “papel em São Paulo”

    • resistência de Haddad

  • Enxugar o trecho histórico (PSDB/interior paulista) mantendo só o que explica a decisão

  • Dar mais clareza à função política da fala de Lula (pressão calculada)


3) Versão revisada e enxugada

Alckmin resiste a plano paulista e tensiona rearranjo da chapa de Lula

O vice-presidente Geraldo Alckmin tem sinalizado a aliados que não pretende disputar um cargo eletivo em São Paulo caso venha a ser descartado como vice na eventual chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação, segundo apuração publicada por O Globo, é que há pressão de um núcleo do PT para que ele aceite uma candidatura majoritária no estado, mas o vice não estaria disposto a voltar ao tabuleiro eleitoral paulista.

O movimento ocorre num momento em que a permanência de Alckmin na chapa voltou ao debate, após Lula admitir publicamente, pela primeira vez, a possibilidade de mudanças na vice. A hipótese se conecta à tentativa do PT de atrair o MDB para uma composição nacional, com nomes como o da ministra do Planejamento, Simone Tebet, passando a circular como alternativa em diferentes arranjos políticos.

Pessoas próximas a Alckmin afirmam que ele não deseja retornar à disputa em São Paulo, apesar de sua trajetória profundamente ligada ao estado, que governou por quatro mandatos. No entorno do vice, a leitura é que a pressão para deslocá-lo para o cenário paulista faz parte de uma negociação mais ampla, voltada à reorganização da chapa presidencial e à ampliação de alianças no centro político.

Ainda assim, aliados ressaltam que Alckmin mantém disposição para ouvir Lula. A relação entre os dois, construída a partir da campanha de 2022, é descrita como marcada por lealdade e diálogo direto. Ex-adversários históricos, Lula e Alckmin se aproximaram naquele processo eleitoral, quando o então ex-tucano foi peça-chave da estratégia petista para ampliar alianças e derrotar Jair Bolsonaro.

Enquanto o vice sinaliza resistência, auxiliares avaliam que seria mais factível convencer Fernando Haddad a disputar o governo paulista do que persuadir Alckmin a abrir mão da vice. O problema é que o ministro da Fazenda tem reiterado que não deseja concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, apesar de ser visto pela cúpula do PT como o nome mais consolidado para o estado.

Nesse contexto, petistas próximos ao presidente interpretam que Lula, ao citar publicamente Alckmin, Haddad e Simone Tebet, também buscou reduzir o isolamento de Haddad diante das pressões para que assuma uma candidatura em São Paulo. O tema já foi abordado por integrantes do governo, como Camilo Santana, Gleisi Hoffmann e a própria Tebet.

A discussão ganhou força após declaração de Lula ao UOL, na qual afirmou que quadros centrais do governo teriam “um papel a cumprir” em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. A fala foi lida como uma tentativa de manter opções abertas, ao mesmo tempo em que estabelece uma cobrança política aos principais aliados.

Nos bastidores, a reabertura do debate sobre a vice ocorre no momento em que o PT tenta atrair o MDB para uma eventual “dobradinha” nacional. Movimentos desse tipo costumam exigir concessões na montagem da chapa, alimentando especulações sobre mudanças. Parte dos aliados de Lula, contudo, aposta na manutenção do arranjo atual e avalia que uma troca na vice só avançaria diante de uma alteração relevante do cenário nacional.

Dentro dessa lógica, cresce também a ideia de que Alckmin poderia desempenhar um papel central na campanha paulista, sem disputar um cargo, atuando como coordenador da estratégia no estado e como ponte com setores empresariais e políticos ligados à sua trajetória.

Aliados do vice sustentam ainda que São Paulo mudou desde que ele deixou o governo, em 2018. O enfraquecimento do PSDB e a transformação do interior paulista, hoje mais associado ao bolsonarismo, aparecem como fatores centrais para explicar sua resistência a uma nova disputa. A avaliação é que há forte rejeição ao PT em parcelas relevantes do estado, especialmente fora da capital.

No PSB, partido de Alckmin, o entendimento é que Lula teria dificuldades políticas para sugerir o “escanteamento” do vice. O presidente da legenda, João Campos, é candidato ao governo de Pernambuco e deve enfrentar Raquel Lyra, do PSD, também próxima de Lula, num cenário que demanda coesão e força nacional do partido.

Assim, os bastidores se organizam em torno de dois caminhos: manter Alckmin como vice e insistir numa solução paulista com Haddad, ou aprofundar a negociação com partidos do centro, reabrindo o debate sobre a vice e redesenhando a engenharia política nacional.

Por ora, o recado mais concreto é o transmitido pelo próprio vice a seus aliados: se não for mantido na chapa presidencial, não pretende migrar automaticamente para uma candidatura em São Paulo. A posição tensiona a estratégia de setores do PT e reforça a centralidade de Lula como árbitro final de uma equação que cruza alianças nacionais, disputas estaduais e cálculos eleitorais no principal estado do país.

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