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Mato Grosso do Sul deve ser um dos maiores beneficiados com o Novo Acordo Mercosul-UE

Publicada em: 11/02/2026 06:08 -

 

Mato Grosso do Sul desponta como uma das protagonistas do novo grupo apelidado de “onças brasileiras” — Estados que combinam crescimento acelerado, eficiência produtiva e boas condições sociais para aproveitar oportunidades no comércio internacional.

Segundo relatório da Futura Inteligência (Apex Partners), revelado pelo Valor Econômico, o Estado é apontado como o que tem maior potencial de ampliar ganhos com o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Embora atualmente exporte proporcionalmente menos para o bloco europeu do que a média nacional, o perfil da pauta exportadora sul-mato-grossense é considerado altamente estratégico.

Enquanto o Brasil destina 14,3% de suas exportações à União Europeia, os Estados classificados como “onças” — Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Goiás — registraram 12,9% em 2025. A diferença está na composição dessas vendas: 67,4% das exportações dessas unidades federativas para a UE são provenientes da agroindústria, contra 23,8% no restante do país. Com a possível redução de tarifas para produtos como farelo de soja, carnes e café, a competitividade tende a aumentar de forma significativa.

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) reforça o cenário positivo, apontando o Centro-Oeste como a região que mais deve se beneficiar do acordo, especialmente nos setores de soja e proteína animal. De acordo com o pesquisador Flávio Ataliba, Mato Grosso do Sul já opera em padrões sanitários e fitossanitários compatíveis com as exigências internacionais, o que coloca o Estado em posição favorável.

Entre os principais desafios estão a ampliação da rastreabilidade da produção e o fortalecimento do compliance ambiental — exigências consideradas centrais pelo mercado europeu e que demandarão aprimoramento contínuo da cadeia produtiva.

As projeções do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que o acordo pode elevar o PIB brasileiro em 0,46% até 2040 — impacto quatro vezes superior ao estimado para a própria União Europeia (0,1%).

Apesar de resistências políticas dentro da Europa, especialmente de produtores rurais franceses e poloneses, o ambiente no Brasil é de expectativa positiva. O texto do acordo já está no Congresso Nacional, e a previsão é que a proposta avance na pauta legislativa nas próximas semanas, abrindo caminho para que Estados como Mato Grosso do Sul ampliem sua presença no mercado europeu.

Classificado como uma das "onças brasileiras", o Estado lidera grupo de elite que promete crescimento acima da média nacional; redução de tarifas e eficiência produtiva são as garras para conquistar o Velho Continente Esqueça os "tigres asiáticos". O novo fenômeno econômico atende pelo nome de "onças brasileiras" e Mato Grosso do Sul é um dos protagonistas desse grupo de elite. Um relatório da Futura Inteligência (Apex Partners), revelado pelo Valor Econômico, aponta que, embora o MS ainda exporte menos para a Europa do que a média nacional, o Estado é o que possui o maior potencial de "dar o bote certeiro" e lucrar com o histórico acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

E o Estado não está sozinho nessa caçada. Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Goiás, também integram um bloco selecionado por apresentarem crescimento econômico acelerado, IDH elevado e uma eficiência governamental que os coloca em um patamar superior ao restante do país. Enquanto o Brasil destina 14,3% de suas exportações para a UE, as "onças" registraram 12,9% em 2025. No entanto, a força bruta está na composição: 67,4% do que esses Estados vendem para os europeus vem da agroindústria, contra apenas 23,8% no restante do Brasil. Com a queda das tarifas para produtos como farelo de soja, carnes e café, a competitividade sul-mato-grossense deve disparar. O FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) confirma o otimismo. O Centro-Oeste é a região que mais deve colher os frutos desse tratado, especialmente nos setores de soja e carne. Segundo o pesquisador Flávio Ataliba, o MS já joga na "primeira divisão" em termos de padrões sanitários e fitossanitários.

O grande desafio agora é a rastreabilidade e o compliance ambiental, exigências inegociáveis do mercado europeu que exigirão uma evolução constante da produção local. Impacto real: o PIB em movimento As projeções do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) são ambiciosas: o acordo tem o poder de injetar um crescimento de 0,46% no PIB brasileiro até 2040. Para se ter uma ideia, esse ganho é quatro vezes superior ao projetado para a própria União Europeia (0,1%). Apesar da resistência política de produtores franceses e poloneses, o "clima de jogo" no Brasil é de aceleração. O texto já está nas mãos do Congresso, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, planeja colocar a proposta em votação logo após o Carnaval, abrindo caminho para que as "onças" finalmente conquistem o território europeu. 

 

 
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