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Três Lagoas - MS: ICMS do gás tira R$ 110 milhões de Três Lagoas em 2025, mas prefeitura diz 'segurar as contas.

Publicada em: 12/02/2026 06:14 -

Três Lagoas enfrentou em 2025 uma perda significativa de arrecadação: cerca de R$ 110 milhões em ICMS, devido a mudanças na tributação dos gases importados da Bolívia que entram em Mato Grosso do Sul. Mesmo com esse impacto, o município conseguiu fechar o ano sem déficit, segundo o prefeito Cassiano Maia (PP).

 

O prefeito afirmou que o equilíbrio foi possível graças a uma política rigorosa de controle fiscal, baseada principalmente em:

  • Não ampliar despesas sem garantia real de receita;

  • Monitoramento constante dos gastos públicos;

  • Equilíbrio entre custeio da máquina pública e investimentos;

  • Evitar cortes drásticos em áreas essenciais;

  • Prevenção à criação de passivos futuros.

“O objetivo foi atravessar esse período de queda de arrecadação sem comprometer serviços nem criar passivos para o futuro”, destacou.

Financiamento internacional de US$ 36 milhões

Com as contas organizadas, o município está na fase final para contratar um financiamento internacional de US$ 36 milhões (cerca de R$ 180 milhões) junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF).

A operação ainda precisa de:

  • Aval do Tesouro Nacional;

  • Aprovação do Senado Federal.

Essas etapas são obrigatórias para que municípios brasileiros tenham acesso a crédito externo. Segundo o prefeito, apenas cidades com alto nível de solvência conseguem autorização, já que os juros internacionais são mais atrativos do que os praticados no mercado brasileiro.

Se aprovado, o valor será liberado em parcela única e destinado principalmente a obras estruturantes, com impacto no desenvolvimento urbano e econômico da cidade.

Plano de Carreira dos servidores

Outro tema em análise é o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores municipais. A prefeitura aguarda a conclusão de um estudo técnico — contratado na gestão anterior — que avaliará o impacto financeiro da proposta.

A administração informou que o projeto só será enviado à Câmara Municipal quando houver segurança de que a medida não comprometerá o equilíbrio fiscal no longo prazo.

“A valorização do servidor é importante, mas precisa caminhar junto com a responsabilidade fiscal”, concluiu o prefeito.

 

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