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Acusado pela morte de Marielle afirma estar com câncer e pede prisão domiciliar

Publicada em: 14/02/2026 13:05 -

O pedido da defesa de Robson Calixto para converter a prisão preventiva em domiciliar com base em alegados problemas graves de saúde — incluindo exames que indicariam “alta probabilidade” de câncer — será analisado à luz de critérios legais bastante objetivos.

📌 O que diz a lei sobre prisão domiciliar por motivo de saúde?

O Código de Processo Penal (art. 318) prevê a possibilidade de substituição da prisão preventiva por domiciliar quando:

  • o preso estiver extremamente debilitado por motivo de doença grave;

  • houver necessidade comprovada de tratamento médico que não possa ser oferecido adequadamente no sistema prisional;

  • existirem laudos médicos consistentes que demonstrem risco concreto à saúde.

No entanto, a Justiça costuma exigir:

  • laudos médicos detalhados e atuais;

  • comprovação de que o tratamento é inviável no sistema penitenciário;

  • avaliação do risco processual (fuga, obstrução de investigação etc.).


⚖️ Fatores que o juiz deve considerar no caso

Como Calixto é apontado nas investigações como intermediário entre os supostos mandantes (os irmãos Brazão) e os executores do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o Judiciário também deve avaliar:

  • Gravidade do crime (duplo homicídio com forte repercussão nacional e internacional);

  • Risco à instrução criminal;

  • Possibilidade de interferência no andamento do processo;

  • Existência de estrutura médica adequada no sistema prisional ou possibilidade de tratamento externo com escolta.


🏥 Sobre o argumento da saúde

O simples indício ou suspeita de câncer não garante automaticamente a prisão domiciliar. Normalmente, é necessário:

  • diagnóstico confirmado;

  • indicação médica de tratamento imediato;

  • comprovação de que o sistema prisional não pode fornecer esse atendimento.

Em muitos casos, a Justiça opta por permitir tratamento médico fora do presídio com escolta, sem converter a prisão em domiciliar.


📍 Contexto do caso

 

O assassinato de Marielle Franco, ocorrido em março de 2018 no Rio de Janeiro, permanece como um dos casos criminais mais emblemáticos do país. As investigações apontaram a participação de executores já presos e avançaram posteriormente sobre suspeitas de mandantes e intermediários.

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