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Michelle decide não fazer campanha para Flávio Bolsonaro e amplia ruído no PL

Publicada em: 15/02/2026 08:10 -

A decisão atribuída a Michelle Bolsonaro adiciona um novo elemento de tensão ao campo bolsonarista num momento estratégico para a direita.

Pelos relatos publicados pelo Estadão, o gesto dela é menos um rompimento formal e mais uma sinalização política: não entrar na campanha presidencial de Flávio neste momento. Isso tem alguns efeitos importantes:

1. Impacto simbólico dentro do bolsonarismo

Michelle se tornou, nos últimos anos, um dos nomes mais populares entre o eleitorado conservador — especialmente entre mulheres evangélicas. Sua ausência ativa na campanha pode:

  • Enfraquecer a narrativa de unidade familiar;

  • Alimentar disputas internas no PL;

  • Reforçar especulações sobre alternativas a Flávio.

Ao mesmo tempo, o fato de ela não fazer ataques públicos preserva a imagem de coesão mínima.

2. Disputa de liderança no pós-Bolsonaro

O pano de fundo é a reorganização do bolsonarismo após o enfraquecimento político e jurídico de Jair Bolsonaro. Existem três polos visíveis:

  • Flávio Bolsonaro → herdeiro político direto e candidato escolhido pelo pai.

  • Tarcísio de Freitas → visto por parte da direita como nome competitivo e mais “palatável” ao centro.

  • Michelle Bolsonaro → figura com forte apelo eleitoral próprio e potencial para Senado ou até chapa presidencial.

O episódio do vídeo de Tarcísio e a curtida no comentário sobre “novo CEO” foram lidos como sinais políticos, ainda que indiretos.

3. Estratégia pessoal de Michelle

Se ela realmente disputar o Senado pelo DF, faz sentido concentrar energia:

  • Na própria eleição;

  • Em preservar capital político;

  • Em evitar desgaste em brigas internas.

Manter postura discreta pode ser uma forma de:

  • Não romper com a base bolsonarista;

  • Não fechar portas futuras;

  • Se posicionar como alternativa viável em 2026 ou além.

4. O que pode acontecer

O cenário ainda é fluido. Três possibilidades principais:

  1. Reaproximação pública → pedido de desculpas e foto de unidade.

  2. Neutralidade estratégica → Michelle foca no Senado e evita a disputa presidencial.

  3. Realinhamento interno → fortalecimento de uma ala que defenda Tarcísio ou outro nome.


No fundo, o episódio revela algo maior: a disputa pela liderança do bolsonarismo está aberta. Sem Jair Bolsonaro plenamente ativo, a definição de quem encarna o projeto político da direita passa a ser uma negociação — e Michelle é peça central nesse tabuleiro.

 

Se quiser, posso analisar também como isso impacta a disputa no DF ou a correlação de forças dentro do PL.

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