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Arauco entra na fase mais intensa das obras em Inocência e projeta operação em 2027

Publicada em: 15/02/2026 08:22 -

Projeto de R$ 25 bilhões intensifica obras, amplia empregos e mantém previsão de operação para 2027

A construção da fábrica de celulose da Arauco Brasil, em Inocência (MS), entrou na fase de maior intensidade. O canteiro de obras reúne atualmente cerca de 9,2 mil trabalhadores e deve atingir 14 mil no pico das atividades, previsto para os próximos meses.

Com investimento estimado em R$ 25 bilhões, o empreendimento é considerado o maior projeto industrial em execução no país no setor de base florestal. A conclusão das obras e o início das operações estão previstos para o fim de 2027.

A unidade terá capacidade para processar aproximadamente 800 cargas de eucalipto por dia e ocupará uma área de cerca de seis quilômetros quadrados. Na fase operacional, a previsão é de geração de aproximadamente 800 empregos diretos na planta industrial, além de cerca de 6 mil postos indiretos ligados à cadeia florestal e a serviços associados.

O projeto reforça a consolidação de Mato Grosso do Sul como principal polo brasileiro de celulose. Com a entrada em operação da nova fábrica, a capacidade instalada do Estado deverá saltar de 7,6 milhões para 11 milhões de toneladas anuais. Mato Grosso do Sul já abriga plantas industriais relevantes em Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo.

A mobilização concentrada de trabalhadores tem ampliado a demanda por moradia e serviços urbanos em Inocência, município que passa por um processo acelerado de transformação demográfica e econômica.

Ferrovia

Paralelamente ao avanço físico da fábrica, a Arauco iniciou a implantação de um ramal ferroviário de aproximadamente 45 quilômetros, que conectará a planta industrial à Ferrovia Norte Brasil (Malha Norte).

Com investimento estimado em R$ 1,2 bilhão, a ferrovia permitirá o escoamento integral da produção por via ferroviária até o Porto de Santos, principal corredor exportador do país. O ramal é a primeira linha curta estruturada no Brasil sob o modelo de autorização regulado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A solução logística foi desenhada para reduzir custos operacionais, ampliar a previsibilidade do transporte e diminuir a dependência do modal rodoviário. A integração entre base florestal, planta industrial e malha ferroviária posiciona o projeto como um dos mais estruturados do setor, em um momento de expansão da capacidade brasileira de celulose voltada ao mercado externo.

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