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Racha na direita: Nikolas entra em conflito novamente com bolsonaristas sobre foco de ato

Publicada em: 17/02/2026 06:04 -

Lideranças da direita mais radical convocaram um ato para 1º de março, inicialmente pensado como uma grande mobilização contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, o que seria um movimento de unificação acabou expondo divisões internas no campo bolsonarista.

📌 O foco do conflito

O embate envolve principalmente o deputado federal Nikolas Ferreira e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

🔹 Posição de Nikolas

Nikolas defende que o ato tenha como pautas centrais:

  • Impeachment de ministros do STF

  • “Fora Lula”

  • Inclusão de ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli entre os alvos

  • Derrubada do veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria

Segundo ele, o impeachment deveria ser condição básica para apoiar a manifestação. O deputado argumenta que a defesa dessa medida já vem sendo feita há anos por setores do bolsonarismo e cobra coerência dos aliados que agora evitam essa pauta.

🔹 Posição de aliados de Bolsonaro

Uma ala mais próxima da família Bolsonaro prefere priorizar:

  • Anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro

  • Liberdade irrestrita para Bolsonaro

  • Pressão política com foco eleitoral mais estratégico

Nomes como Mário Frias, Gil Diniz, Lucas Bove e o vice-prefeito paulistano Coronel Mello Araújo passaram a divulgar o ato sob esse enfoque.

🎯 Divergência estratégica

A avaliação de parte do grupo bolsonarista é que insistir no impeachment de ministros do STF neste momento poderia ser politicamente contraproducente. O argumento é que uma eventual saída de um ministro abriria espaço para indicação presidencial — o que beneficiaria Luiz Inácio Lula da Silva, já que cabe ao presidente indicar novos integrantes da Corte.

Nikolas, por outro lado, acusou aliados de incoerência e de mudarem o discurso por conveniência.

🔎 O que o episódio revela

O episódio expõe:

  • Disputa por protagonismo dentro do bolsonarismo

  • Divergências sobre estratégia eleitoral

  • Conflito entre mobilização ideológica e cálculo político

 

O ato do dia 1º de março, que deveria simbolizar unidade, acabou se tornando também um termômetro das tensões internas no campo conservador.

Líderes da extrema direita anunciaram protesto para o dia 1º de março para surfar na onda de ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas o que era para ser um momento alto para movimentar apoiadores em um ano eleitoral, aprofundou divisões internas no campo bolsonarista e colocou em lados opostos o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e aliados de Jair Bolsonaro (PL).

 O conflito gira em torno das prioridades políticas do ato: enquanto Nikolas defende que a manifestação tenha como bandeira central o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e críticas ao presidente Lula (PT), uma ala bolsonarista prefere concentrar esforços na anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro e na liberdade do ex-presidente.

 A divergência se tornou pública após Nikolas lançar a mobilização sob o lema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”, incluindo o ministro Dias Toffoli entre os alvos. Parte do bolsonarismo, no entanto, avalia que insistir agora no impeachment de integrantes do STF não seria estratégico, especialmente às vésperas do calendário eleitoral. Segundo essa leitura, uma eventual saída de um ministro abriria espaço para indicação presidencial, o que poderia beneficiar Lula politicamente.

Nos dias seguintes ao anúncio, parlamentares alinhados à família Bolsonaro passaram a divulgar a manifestação com outro enfoque, priorizando a pauta da anistia e da liberdade irrestrita para Jair Bolsonaro. Fizeram convocações nesse sentido nomes como Mário Frias, Gil Diniz, Lucas Bove e o vice-prefeito de São Paulo Coronel Mello Araújo.

A divergência estratégica provocou reações públicas. No domingo (15), Nikolas criticou a posição de aliados bolsonaristas: “Se impeachment de ministros não é válido agora, por que estão há 3 anos pedindo o do Moraes? [...] Até para criar narrativa, precisa de um mínimo de coerência. Patético a tentativa de esconder isso das pessoas”.

 Um dia antes, o deputado já havia reforçado que a defesa do impeachment deveria ser condição para apoiar o protesto: “Não acredite em ninguém que convoque para a manifestação do dia 01/03 e não peça o impeachment de ministros do STF e Fora Lula”.

Segundo ele, outro objetivo central da mobilização é derrubar o veto presidencial ao projeto conhecido como PL da Dosimetria, que considera a medida mais eficaz para alcançar a liberdade dos presos do 8 de janeiro e de Bolsonaro.

Do outro lado, aliados do ex-presidente rejeitam a acusação de blindagem a ministros do Supremo. Gil Diniz reagiu com críticas indiretas ao parlamentar mineiro: “Muitos aqui parecem ter esquecido dos presos que estão nas masmorras, estão eufóricos com o alcance do algoritmo, parece que engajamento, like e compartilhamento são tudo que importa com ‘hype’ da vez!”.

Horas depois, publicou nova mensagem: “Não acredite em nenhum alpinista político (pequeno ou grande) que cresceu com o apoio do Presidente Jair Bolsonaro e não tem por prioridade nesse momento a Anistia Geral e Irrestrita para todos os presos políticos!”. 

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