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Após operação da PF contra quebra de sigilo de familiares de ministros do STF, CPI do crime mantém votação para ouvir esposa de Moraes

Publicada em: 18/02/2026 05:55 -

 

A operação da Polícia Federal (PF) que apura possíveis quebras de sigilo bancário e fiscal de parentes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) intensificou o clima de tensão entre os Poderes em Brasília. A investigação busca identificar se houve acesso ilegal a dados financeiros protegidos por garantias constitucionais, sem a devida autorização judicial.

Segundo informações preliminares, a apuração envolve a coleta de documentos, registros bancários e dados fiscais de familiares de ministros da Corte. A suspeita é de que terceiros teriam obtido informações sigilosas sem ordem judicial, o que configuraria violação da legislação brasileira. A Constituição Federal, em seu artigo 5º, inciso X, assegura a inviolabilidade da intimidade e da vida privada, enquanto a Lei Complementar nº 105/2001 estabelece que a quebra de sigilo bancário depende de decisão judicial fundamentada.

No âmbito da investigação, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e escritórios de advogados ligados aos investigados. As diligências correm sob sigilo, mas a apuração pode revelar eventuais falhas em mecanismos de controle e proteção de dados sensíveis.

Paralelamente, a Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado (CPI do Crime), instalada na Câmara dos Deputados, decidiu manter na pauta a votação de um requerimento que pode convocar a esposa do ministro Alexandre de Moraes para prestar depoimento. Parlamentares autores do pedido alegam a existência de contradições entre declarações anteriores e documentos obtidos pela comissão.

A CPI do Crime investiga possíveis relações entre organizações criminosas e interferências em processos judiciais. Para parte dos deputados, ouvir a esposa do ministro poderia contribuir para esclarecer vínculos societários e eventuais conexões ainda não detalhadas. Já críticos da iniciativa veem na medida um agravamento do embate institucional entre Legislativo e Judiciário.

A expectativa é de que a votação sobre a convocação ocorra ainda nesta semana. O desfecho poderá aprofundar ou amenizar o atual cenário de tensão entre os Poderes, enquanto a investigação da PF segue em andamento para apurar possíveis violações ao sigilo bancário e fiscal garantido pela Constituição.

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação para apurar possíveis quebras de sigilo bancário e fiscal de parentes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em meio a essa investigação, a Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado (CPI do Crime) decidiu manter a votação que pode convocar a esposa de Moraes para prestar depoimento. A decisão da CPI do Crime ocorre em um contexto de tensão entre o Legislativo, o Judiciário e a Polícia Federal, enquanto as autoridades buscam esclarecer eventuais irregularidades envolvendo garantias constitucionais de sigilo. A operação da PF teve como alvo inicialmente a coleta de documentos, registros bancários e outros dados financeiros de parentes diretos de ministros do STF, sob a suspeita de que terceiros estariam obtendo informações sem autorização judicial. A investigação examina indícios de quebras de sigilo sem prévia autorização, prática vedada pela legislação brasileira. A PF chegou a cumprir mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e escritórios de advogados ligados aos investigados. Apesar do sigilo que envolve as diligências, sabe-se que a medida visa identificar eventuais criminosos que acessaram ilegalmente contas bancárias e arquivos fiscais de figuras públicas do Judiciário. No Brasil, o sigilo bancário e fiscal é protegido constitucionalmente pelo artigo 5º, inciso X, e pela Lei Complementar nº 105/2001, que estabelece regras rígidas para a requisição de dados financeiros. Qualquer quebra de sigilo depende de ordem judicial fundamentada, emitida por juiz competente. Por esse motivo, a atuação da PF neste caso despertou atenção sobre eventuais falhas em controles internos no Judiciário e sobre a necessidade de reforço nos mecanismos de fiscalização. A investigação também pode lançar luz sobre como informações sensíveis podem ser desviadas para interesses políticos ou econômicos.

Enquanto isso, a CPI do Crime, instalada na Câmara dos Deputados, analisa a possibilidade de ouvir a esposa de Moraes em audiência pública. A manifestação será incluída na pauta de votação dos membros da comissão. O requerimento para convocação foi apresentado por parlamentares que apontam supostas contradições entre depoimentos anteriormente obtidos e documentos agora em posse da CPI do Crime. A comissão investiga, entre outros temas, a atuação de organizações criminosas e possíveis interferências em processos judiciais, e entende que o depoimento pode esclarecer relações íntimas e societárias de membros do STF. A decisão da CPI do Crime ressalta o ambiente de disputa institucional entre Poderes. De um lado, a PF busca comprovar ilegalidades relacionadas a quebra de sigilo. De outro, a comissão parlamentar questiona a transparência e a coerência de depoimentos, acusando a defesa de moraes de omitir informações. Para o Legislativo, é fundamental que a CPI do Crime endosse o convite à esposa de Moraes para garantir a apuração ampla dos fatos. A expectativa é de que a votação ocorra ainda nesta semana, e o resultado definirá se o depoimento será agendado oficialmente. 

 
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