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CPI do Crime Organizado vai quebrar sigilo de empresa ligada a Toffoli

Publicada em: 19/02/2026 06:36 -

📌 O que está sendo pedido

O relator da CPI, Alessandro Vieira, apresentou requerimento para:

  • Quebra de sigilo bancário

  • Quebra de sigilo fiscal

  • Quebra de sigilo telemático

da empresa Maridt Participações S.A., da qual Toffoli e seus irmãos são sócios.

O pedido inclui:

  • Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)

  • Informações da Meta (WhatsApp)

  • Informações da Google

  • Dados de operadoras telefônicas

A votação está prevista para 25 de fevereiro.


🏦 Conexões citadas na investigação

O requerimento menciona supostas ligações da Maridt com:

🏝️ Resort Tayayá (PR)

Localizado em Ribeirão Claro (PR), o empreendimento é citado no documento como parte das conexões financeiras investigadas.

🏦 Banco Master

A CPI aponta o Banco Master como um dos eixos centrais da apuração, envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro e movimentações financeiras atípicas.

Segundo Vieira, a investigação da CPI está estruturada em quatro frentes:

  1. Emendas parlamentares

  2. Operação Carbono Oculto (citada como envolvendo PCC e fintechs)

  3. Fraudes no INSS

  4. Banco Master


⚖️ Convites e possíveis convocações

A comissão também deve votar:

  • Convite a Alexandre de Moraes

  • Convite a Dias Toffoli

Convites não obrigam comparecimento.

Já as convocações obrigatórias analisadas incluem:

  • O advogado Paulo Humberto Barbosa (ligado ao Resort Tayayá)

  • O economista Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e CEO do Banco Master


🔎 Argumento do relator

No texto do requerimento, Alessandro Vieira afirma que haveria indícios de que a empresa poderia funcionar como estrutura de fachada para ocultação de beneficiários de transações financeiras relevantes.

Ele também criticou nota assinada por ministros do STF sobre o afastamento de Toffoli do chamado “Caso Master”, classificando o posicionamento como contraditório.


🏛️ Contexto institucional

O caso ocorre em meio a:

  • Tensões entre Legislativo e Judiciário

  • Pressões políticas envolvendo investigações financeiras

  • Debate sobre limites de atuação de CPIs quando envolvem membros do STF

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado Federal deve quebrar o sigilo fiscal da empresa Maridt Participações S.A., que tem como sócio o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. O requerimento foi apresentado pelo relator da CPI, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e conta com o apoio do presidente do colegiado, Fabiano Contarato (PT-ES). Segundo a reportagem do Metrópoles, tanto parlamentares governistas quanto da oposição concordam com a medida que deve ser aprovada pela comissão. A CPI investiga possíveis vínculos entre organizações criminosas e estruturas empresariais suspeitas de movimentações financeiras atípicas, com foco em eventuais esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes. A votação do pedido está prevista para o dia 25 de fevereiro. O pedido inclui dados bancários, fiscais e telemáticos O requerimento encaminhado por Alessandro Vieira solicita informações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão que costuma produzir relatórios para CPIs do Congresso. O documento pede a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa, o que pode revelar a origem dos recursos recebidos e os destinatários de transferências financeiras realizadas ao longo dos anos.

Além do Coaf, o senador também solicita informações às empresas de tecnologia Meta, controladora do WhatsApp, e Google, bem como às operadoras telefônicas. No texto do requerimento, Vieira argumenta que há indícios de irregularidades envolvendo a empresa. “A análise minuciosa das atividades dessa empresa revela uma anomalia econômica e social inequívoca, sugerindo que a pessoa jurídica não passa de uma estrutura de fachada para ocultar o real beneficiário de vultosas transações financeiras”, diz um trecho. O documento também menciona conexões com outros empreendimentos e operações financeiras. “A necessidade da quebra de sigilo torna-se ainda mais premente quando se observa a conexão direta da Maridt com o resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), e o fundo de investimentos Arleen, este último ligado diretamente à teia fraudulenta do Banco Master”, afirma o texto, citando o Resort Tayayá e o Banco Master. A CPI também deve votar convites aos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Mesmo que aprovados, os convites não obrigam os magistrados a comparecer. Já as convocações obrigatórias em análise são as do advogado Paulo Humberto Barbosa, atual proprietário do resort Tayayá, e do economista Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e CEO do Banco Master. Banco Master e conexões investigadas Entre os assuntos sob apuração está a empresa Maridt, da qual Dias Toffoli e seus irmãos são sócios. Segundo o relator, a empresa teria realizado negócios relacionados ao Banco Master, um dos eixos da investigação parlamentar.

Vieira explicou que a CPI trabalha com quatro grandes frentes ligadas ao crime organizado: emendas parlamentares, e a Operação Carbono Oculto — que, segundo ele, envolve o PCC e fintechs —, fraudes no INSS e o Banco Master. “Quando você olha mais de perto, você percebe que está tudo entrelaçado em duas pontas: na ponta da lavagem de dinheiro, onde você tem Master, Reag, etc, e na ponta da infiltração política e judicial do crime organizado”, afirmou o senador. Pressão institucional e críticas ao STF O relator avaliou que a apuração enfrenta obstáculos por envolver agentes com influência política e econômica. “São bilhões de reais e figuras muito poderosas nos Três Poderes da República”, declarou. Ele também mencionou pressões direcionadas à Polícia Federal. “Os recados que estão sendo enviados para a Polícia Federal são terríveis, são duríssimos”, disse. Ao comentar a nota assinada por dez ministros do STF sobre o afastamento de Toffoli do Caso Master, solicitado pelo próprio ministro, Vieira criticou o posicionamento. “A nota publicada por dez ministros do Supremo é um vexame porque diz que Toffoli não pode continuar como relator, mas ao mesmo tempo ela é imaculada e intocável”, afirmou.

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