A forte chuva que atingiu Três Lagoas, a 323 quilômetros de Campo Grande, provocou alagamentos, prejuízos e revolta entre moradores na madrugada desta terça-feira (24). O temporal registrou 45,8 milímetros de chuva, ventos de 53 km/h e 890 raios, segundo dados divulgados pelas autoridades.
No bairro Jardim Alvorada, famílias enfrentaram a segunda enchente em menos de dois meses. Casas foram invadidas pela água, móveis ficaram destruídos e eletrodomésticos foram perdidos novamente.
Alex Caldeira, de 35 anos, relata que chegou à casa da mãe, na Rua E, ainda durante a madrugada, e encontrou a água já subindo. “Foi o tempo de chegar aqui que estava subindo a água e chegou no padrão”, contou. Segundo ele, a mãe passou mal ao ver a residência sendo novamente alagada. Após tentar contato com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros sem retorno, ele conseguiu auxílio com uma viatura da Polícia Militar para o socorro.
Em janeiro, a família já havia perdido geladeira, fogão e outros bens. Com doações, conseguiram recomeçar, mas a chuva desta madrugada trouxe novos prejuízos. Além dos móveis, a água comprometeu a única fonte de renda da moradora, que vendia gelinhos para complementar o sustento da casa. Com a geladeira danificada, toda a produção foi perdida.
Revoltados, moradores colocaram móveis destruídos no meio da Avenida Capitão Olinto Mancini, como forma de protesto e para chamar a atenção das autoridades para um problema que, segundo eles, é antigo e recorrente em períodos de chuva intensa.
Acumulado de chuva
Além dos 45,8 milímetros registrados nesta terça-feira, já havia chovido 23,2 milímetros no dia anterior. Somados, os dois dias acumulam 63,2 milímetros de precipitação.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram residências completamente alagadas e até estabelecimentos comerciais, como um salão de beleza na região central, invadidos pela água. Apesar dos prejuízos materiais e de carros arrastados pela enxurrada, o Corpo de Bombeiros informou que não houve registro de feridos.
A reportagem tentou contato com a prefeitura e com a Defesa Civil, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto para manifestação.
Quem quiser ajudar a família pode entrar em contato pelo telefone: (67) 99107-6093.
