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Governistas acionam Alcolumbre para reverter quebra de sigilo do filho de Lula pela CPMI do INSS

Publicada em: 27/02/2026 06:52 -

 

A crise na CPMI do INSS ganhou novos contornos após a aprovação dos requerimentos que autorizam a quebra de sigilo de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, e do Banco Master. A decisão provocou forte reação da base governista e levou parlamentares a recorrerem ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Confusão na comissão

O anúncio do resultado pelo presidente da CPI, Carlos Viana, gerou tumulto no colegiado, com troca de acusações, empurrões e suspensão da sessão. Governistas alegam que houve irregularidade na contagem dos votos e classificaram o procedimento como fraudulento.

Segundo a base aliada, 21 membros estavam presentes na votação simbólica e, na verificação visual, 14 teriam votado contra os requerimentos. Já Viana argumentou que apenas sete dos que se manifestaram eram titulares da comissão — número insuficiente para alterar o resultado.

Recurso à Presidência do Senado

Após a confusão, senadores governistas se reuniram com Alcolumbre na Residência Oficial para pedir a anulação da deliberação. Em nota, a Presidência do Senado informou que o recurso é um direito dos parlamentares e que o pedido será analisado após ouvir a oposição e a Advocacia da Casa.

Entre os críticos da condução da votação está a senadora Soraya Thronicke, que afirmou que houve “flagrante delito” e prometeu medidas contra o que chamou de fraude.

Defesa do governo e pedido de “equilíbrio”

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, declarou que a base recorrerá da decisão e defendeu que outros requerimentos também sejam pautados. Segundo ele, havia maioria governista no momento da votação.

Wagner afirmou não haver objeção a eventual depoimento de Fábio Luís, mas questionou a ausência de outros nomes na lista de oitivas, defendendo equilíbrio na condução da CPI. Ele também saiu em defesa do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando o que classificou como padrão modesto da família.

Próximos passos

Nos bastidores, governistas avaliam que há tempo para reverter a decisão antes que as quebras de sigilo produzam efeitos práticos, já que a chegada de eventuais documentos à comissão pode levar algumas semanas.

A análise do recurso por parte da Presidência do Senado deverá definir os próximos desdobramentos da crise, que acirrou ainda mais o clima político na CPMI do INSS, em meio à disputa entre base e oposição.

 
 
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