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Com Flávio, Caiado e Zema, direita tenta mostrar unidade em ato contra Lula, Moraes e Toffoli

Publicada em: 02/03/2026 06:27 -

A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou neste domingo (1º) atos em diversas capitais do País pedindo a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso sob acusação de envolvimento na trama golpista. As manifestações também tiveram críticas ao governo federal e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

📍 Avenida Paulista, em São Paulo

Em São Paulo, o ato ocorreu na Avenida Paulista, na altura do Masp. Segundo estimativa do Monitor de Debate Político da Universidade de São Paulo (USP) e da ONG More in Common, o público foi de 20,4 mil pessoas.

Estiveram presentes:

  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência

  • Romeu Zema (Novo)

  • Ronaldo Caiado (PSD)

  • Nikolas Ferreira (PL-MG)

  • Silas Malafaia

  • Ricardo Nunes (MDB)

  • Valdemar Costa Neto

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro participou por vídeo, diretamente dos Estados Unidos.

Discurso e clima político

O ato foi marcado por:

  • Defesa de anistia a Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023

  • Críticas ao STF e aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli

  • Ataques ao governo Lula

  • Tentativa de demonstrar unidade entre lideranças da direita

Flávio Bolsonaro afirmou que seu pai “subirá a rampa do Planalto em janeiro de 2027”, repetindo o lema “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

Ronaldo Caiado declarou que, caso eleito presidente, seu primeiro ato seria conceder anistia — embora constitucionalmente a anistia seja prerrogativa do Congresso Nacional (o presidente pode conceder indulto).

Nikolas Ferreira elevou o tom contra Lula e Moraes, e manifestantes entoaram palavras de ordem como “Fora, Lula” e “Fora, Moraes”.

📉 Comparação com atos anteriores

  • Setembro do ano passado: 42,2 mil pessoas na Paulista

  • Junho: 12,4 mil participantes

  • Agora: 20,4 mil

O ato também explorou politicamente os desdobramentos do caso Banco Master, envolvendo reportagens que citaram relações indiretas com familiares de ministros do STF.

🇧🇷 Atos em outras capitais

Também houve manifestações em:

 

  • Brasília

  • Rio de Janeiro

  • Salvador

  • Porto Alegre

  • Curitiba

     

    SÃO PAULO E BRASÍLIA – A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou neste domingo, 1.º, uma série de atos pelo País. Os manifestantes defenderam a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso pela trama golpista, e fizeram críticas ao governo federal e aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Em São Paulo, a manifestação ocorreu na avenida Paulista, na altura do Masp. O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, chegou acompanhado do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), outro pré-candidato ao Planalto, do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do pastor Silas Malafaia. Também compareceu à manifestação o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD. Além deles, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), participaram do ato. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, discursou aos manifestantes por transmissão em vídeo. O Monitor de Debate Político, da Universidade de São Paulo (USP), e a ONG More in Common estimam um público de 20,4 mil pessoas. Em setembro do ano passado, pouco depois da prisão domiciliar de Bolsonaro, 42,2 mil apoiadores estiveram na Paulista num ato da direita. Em junho, com a presença do ex-presidente, 12,4 mil pessoas foram à principal avenida do Brasil pedindo anistia aos presos do 8 de Janeiro. Os manifestantes pediram anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos demais condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, embora esse não tenha sido um dos motes da convocação dos protestos nas redes sociais. Nos últimos dias, o ato foi convocado sobre o bordão genérico de “Acorda, Brasil”, com foco em grudar Lula e STF ao caso do Banco Master. Os apoiadores de Bolsonaro levaram à Paulista bonecos infláveis, em uma releitura do “pixuleco”, usado em manifestações contra o PT. Desta vez, eram representações de Bolsonaro. Em uma delas, estavam escritos os dizeres “Falem por mim” na boca de um boneco do ex-presidente. Foi a primeira aparição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um evento do tipo desde o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência, em dezembro. O pré-candidato chegou com segurança reforçada ao evento e usou um colete à prova de balas. O ato serviu ainda para mostrar unificação da direita. Flávio citou Caiado, Zema e Nikolas em seu discurso. Flávio ainda fez um aceno a mulheres, parte do eleitorado que é mais resistente ao bolsonarismo, e criticou Lula. “Quero compartilhar com vocês o que disse para o meu pai agora quarta-feira”, disse Flávio ao público na Avenida Paulista, em São Paulo. “Eu falei ‘pai, em janeiro de 2027, você vai pessoalmente subir aquela rampa do Planalto junto com o povo brasileiro’”, complementou. O senador terminou o pronunciamento de 15 minutos relembrando o “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, lema do pai. Por que Flávio Bolsonaro usou colete em ato na Avenida Paulista Ato com Flávio Bolsonaro na Paulista teve 20,4 mil pessoas, diz Monitor da USP Em transmissão de vídeo, Eduardo defendeu a anistia de Bolsonaro, que, segundo ele, será possível com a eleição de Flávio e de senadores e deputados da direita. “A eleição é só uma ferramenta. O caminho mais rápido para a gente poder levar justiça, que vai ser traduzida em anistia, se Deus quiser, com a eleição do Flávio Bolsonaro presidente e uma bancada de senadores e deputados federais fortes e valentes”, complementou. Minutos antes, Caiado prometeu anistiar Bolsonaro, caso seja eleito para comandar o País. “Flávio Bolsonaro, saiba que eu, e ao meu lado o governador de Minas Gerais (Romeu Zema), estamos com o mesmo objetivo. Aquele que chegar lá, o primeiro ato será anistia plena, geral e irrestrita no 1º de janeiro de 2027?, disse o governador de Goiás. A anistia é concedida pelo Congresso, enquanto o presidente da República pode conceder indulto. Sem mencionar nomes, em seu discurso, Zema fez críticas indiretas “àqueles que estão lá em Brasília e se consideram acima de todas as leis”. “Nós não ficaremos passivos, quietos, assistindo. Não vamos permitir. O Brasil está indignado, inconformado com tudo isso que tem acontecido. Eles têm medo da nossa voz, e é por isso que estamos aqui hoje, e vamos continuar quantas vezes for necessário. Ninguém no Brasil é intocável”, afirmou o governador de Minas. Ricardo Nunes enalteceu Flávio e Jair Bolsonaro no discurso, além de justificar a ausência do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que viajou à Alemanha. “O time está sendo montado. E agora a gente vai entrar em jogo para ganhar de lavada e poder fazer uma grande vitória, da verdadeira democracia, da liberdade e do avanço do Brasil e do combate à corrupção”, afirmou Nunes. Ovacionado pelos manifestantes, Nikolas Ferreira fez críticas a Lula, afirmando que eles estão na rua neste domingo por “Fora, Lula” e foi acompanhando pelo coro “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”. Também discursou contra Alexandre de Moraes, afirmando que o destino do ministro é a cadeia, e o público entoou “Fora, Moraes”. Ele também puxou o grito “Fora, Toffoli”. “Um recado aos nossos inimigos: nós estamos apenas começando. Acorda!”, disse. A oposição usa os desdobramentos do caso Master contra o STF e o governo federal. As fraudes do banco liquidado em novembro de 2025 pelo Banco Central vêm proporcionando desdobramentos que acertaram cheio a mais alta Corte do País. O Estadão mostrou a ligação de um empreendimento de familiares de Dias Toffoli com fundos ligados ao Master, enquanto o jornal O Globo revelou um contrato de R$ 129 milhões entre o banco e o escritório da esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci. A pedido do deputado federal, foi feito um minuto de silêncio pelas vítimas das chuvas em Minas Gerais. Ele também retomou a palavra, após o discurso de Flávio, para enaltecer a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. “Quero pedir um reconhecimento para aquela que está sofrendo de ver o seu marido preso injustamente, que está fazendo marmitas, que hoje não pôde estar aqui, eu peço uma salva de palmas para Michelle Bolsonaro”, disse, se dirigindo ao público. Os discursos começaram por volta das 14h. Todos eles se referiram à manifestação como um ato pedindo a liberdade de Bolsonaro e dos presos do 8 de Janeiro. Iniciaram, em ordem, os deputados estaduais Danilo Campetti (Republicanos) e Tenente Coimbra (PL). O primeiro deputado federal a falar foi Paulo Bilynskyj (PL-SP). “Nós vamos honrar Jair Messias Bolsonaro. Essa energia vamos levar para o Brasil inteiro. Pela última vez, vamos seguir firmes, fortes e honrar o nosso presidente”, disse Bilynskyj. Ele foi sucedido no discurso pelos deputados estaduais Paulo Mansur (PL) e Capitão Telhada (PP), todos de São Paulo. Em ato na Paulista, Caiado promete anistia a Bolsonaro e Zema critica quem se considera acima da lei Flávio diz que Bolsonaro vai subir a rampa em 2027, repete bordão do pai e faz críticas a Lula Nikolas e Malafaia sobem tom contra Moraes e chamam ministro do STF de ‘ditador de toga’ e ‘panaca’ A deputada estadual Valéria Bolsonaro (PL) disse estar certa de uma vitória do senador Flávio Bolsonaro na eleição presidencial deste ano. “Assim nós vamos conquistar nossas liberdades, nossas famílias de volta, afirmou. Em seguida, celebrou a invasão dos Estados Unidos à Venezuela, que levou à deposição do ditador Nicolás Maduro e ida à prisão em solo americano, e o ataque com bombas ao irã, que matou o aiatolá Ali Khamanei. “O Trump já ajudou acabando com dois. Só falta mais um, e vamos conseguir. Com toda a certeza”, disse. O deputado Guilherme Derrite (PP-SP) celebrou a aprovação do projeto de lei antifacção, de autoria do governo federal e alterado por ele, na relatoria na Câmara. “Aprovamos o PL Antifacção onde líderes de facções vão cumprir pena direto no sistema penal federal sem direto ao auxílio-reclusão”, afirmou. “Este ano, em 2026, aquele que comemorou, que foi o mais votado nos presídios não vai comemorar mais. Acabamos com o direito ao voto direto do presídio. Chega de bandido votar, porque a gente sabe em quem eles votam.” Também discursaram outras figuras relevantes do bolsonarismo no Congresso Nacional, como o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), da oposição na Casa, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), e o deputado Gustavo Gayer (PL-GO). Houve manifestações também em outras capitais do Brasil, como Brasília, Rio, Salvador, Porto Alegre e Curitiba. 

 

 

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