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“Devemos nos preparar para o pior”, diz Celso Amorim após agressões dos EUA e de Israel contra o Irã

Publicada em: 03/03/2026 06:17 -

 

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou em entrevista à GloboNews que o Brasil deve agir com cautela diante da escalada de tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel no Oriente Médio.

Segundo Amorim, o cenário é de forte instabilidade e pode evoluir de maneira preocupante. “Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, declarou.

Ao explicar o que considera como “o pior”, o embaixador citou o risco de ampliação do conflito para além das fronteiras imediatas da região. Ele destacou que o aumento vertiginoso das tensões pode provocar um alastramento do confronto, mencionando o histórico do Irã de fornecer apoio e armamentos a grupos xiitas e outras organizações na região.

Amorim informou ainda que conversaria ao longo do dia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já que até o momento da entrevista os dois ainda não haviam tratado do tema desde o início da nova escalada militar.

No sábado (28), o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota classificando a intensificação das hostilidades como uma grave ameaça à paz, após os primeiros ataques que deram início à atual fase do confronto.

De acordo com o governo iraniano, os bombardeios atribuídos aos Estados Unidos e a Israel atingiram a cúpula do poder no país e resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei. A função de líder supremo é a mais alta autoridade política e religiosa do Irã, criada após a Revolução Islâmica de 1979, concentrando amplos poderes institucionais. Desde 1989, o cargo era exercido por Khamenei, sucessor de Ruhollah Khomeini.

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