Operação prende policiais ligados ao bicheiro Rogério de Andrade no Rio
Uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu 15 policiais militares que faziam parte do esquema de segurança do bicheiro Rogério de Andrade, na região de Bangu, na zona oeste do Rio. A ação aconteceu nesta terça-feira (10).
No total, a Justiça expediu 20 mandados de prisão, sendo 18 contra integrantes do grupo, incluindo policiais militares e penais da ativa e aposentados, além de um policial civil aposentado. Um dos PMs investigados está foragido.
Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), os agentes protegiam pontos de exploração ilegal de jogos de azar, recebendo vantagens para garantir o funcionamento das atividades do grupo criminoso.
Os investigados vão responder por:
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Organização criminosa armada
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Corrupção ativa e passiva
Os mandados foram cumpridos em cidades da região metropolitana do Rio, como Belford Roxo, Duque de Caxias, Nilópolis e São João de Meriti, além da Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), onde Rogério de Andrade já está preso.
Os policiais presos foram levados para a unidade prisional da Polícia Militar em Niterói.
Rogério de Andrade foi preso em 2024, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, e responde na Justiça pelo assassinato do contraventor Fernando Ignácio, ligado à família do histórico bicheiro Castor de Andrade, seu tio.
As corporações informaram que abriram processos administrativos e sindicâncias internas para investigar o envolvimento de seus agentes.
Uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu 15 policiais militares suspeitos de fazer parte da segurança do bicheiro Rogério de Andrade, um dos principais nomes do jogo do bicho no estado. A ação ocorreu na terça-feira (10) e faz parte de investigações contra a organização criminosa ligada ao contraventor.
O que aconteceu
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A Justiça expediu 20 mandados de prisão preventiva contra integrantes do grupo.
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Entre os alvos estão policiais militares, policiais penais e um policial civil aposentado.
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Até o momento, 15 pessoas foram presas, além do próprio Rogério de Andrade, que já estava detido em presídio federal.
O que diz a investigação
Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Rio:
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Os agentes formavam um núcleo de segurança armado do bicheiro na região de Bangu, zona oeste do Rio.
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Eles protegiam pontos de exploração ilegal de jogos de azar, como máquinas caça-níqueis e bancas de jogo do bicho.
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O grupo também utilizaria corrupção para garantir que as atividades ilegais funcionassem sem fiscalização policial.
Crimes investigados
Os denunciados devem responder por:
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Organização criminosa armada
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Corrupção ativa e passiva
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Uso da função pública para favorecer a organização criminosa.
Quem é Rogério de Andrade
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Ele é considerado um dos principais chefes do jogo do bicho no Rio de Janeiro.
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É sobrinho de Castor de Andrade, histórico líder da contravenção no estado.
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Está preso desde 2024, acusado de mandar matar o rival Fernando Iggnácio, também ligado ao jogo do bicho.
Onde ocorreram as prisões
Os mandados foram cumpridos em várias cidades da região metropolitana do Rio, como:
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Rio de Janeiro
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Belford Roxo
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Duque de Caxias
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Nilópolis
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São João de Meriti
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Mangaratiba.
Os policiais presos foram levados para a unidade prisional da Polícia Militar em Niterói e podem enfrentar processos administrativos que podem levar à expulsão da corporação.
✅ Resumo: a investigação aponta que policiais — alguns da ativa e outros aposentados — teriam formado uma espécie de “guarda privada” para proteger os negócios ilegais do bicheiro Rogério de Andrade, garantindo que o esquema funcionasse sem interferência policial.
