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Lula culpa indicado por Bolsonaro por caso Master: “todas as falcatruas foram feitas por ele”

Publicada em: 21/03/2026 07:23 -

mudança de estratégia política e de comunicação do que necessariamente o “fim” de uma era — embora a comparação com o “Lulinha paz e amor” faça sentido como referência histórica.

Naquele período (principalmente na eleição de 2002), Luiz Inácio Lula da Silva adotou um tom conciliador para reduzir resistências do mercado e de adversários. Já no cenário atual, o contexto é outro: polarização alta, disputas narrativas constantes e pressão por responsabilização em casos sensíveis.

Sobre o episódio que você citou:

  • Lula atribui responsabilidade ao período em que o Banco Central era presidido por Roberto Campos Neto.

  • Ele conecta o caso ao governo de Jair Bolsonaro, tentando fixar uma narrativa de origem política do problema.

  • A crítica se baseia na alegação de que o Banco Central do Brasil teria ignorado alertas da Polícia Federal sobre o Banco Master.

Aqui entram alguns pontos importantes para analisar com mais frieza:

1. Disputa de narrativa
Esse tipo de fala faz parte de uma tentativa de definir quem “é dono do problema”. Em casos com potencial escândalo financeiro, isso costuma acontecer rapidamente entre governo e oposição.

2. Papel do Banco Central
O BC é uma instituição técnica e formalmente independente. Se houve falha, ela precisa ser comprovada com investigações, documentos completos e, possivelmente, responsabilização legal — não apenas declarações políticas.

3. Gravidade das acusações
Falar em “rombo de R$ 50 bilhões” e ignorar alertas da Polícia Federal é sério. Isso exige:

  • auditorias,

  • apuração do Ministério Público,

  • e eventualmente CPI ou investigação judicial.

4. Mudança de postura do Lula
De fato, há um Lula mais combativo hoje. Isso pode ser explicado por:

  • ambiente político mais agressivo,

  • necessidade de mobilizar base,

  • antecipação de disputas eleitorais.

 

Resumo direto:
Não é exatamente que acabou o “Lulinha paz e amor” — é que o contexto atual incentiva um Lula mais confrontador. Mas as acusações que ele faz precisam ser tratadas com cautela e verificadas em instâncias oficiais antes de serem tomadas como fato consolidado. 

Parece que acabou a era “Lulinha paz e amor”, de se evitar atacar os adversários e apenas exaltar as conquistas econômicas e sociais. Lula partiu para o ataque e expôs quem ele vê como responsável pelo caso do Banco Master. O presidente fez duras críticas contra o ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e o associou ao escândalo do Banco Master. De acordo com o petista, foi o Banco Central sob a gestão de Campos Neto que exaltou o Master como instituição bancária e que, desde então, começaram as falcatruas. A fala do ex-torneiro mecânico acontece em discurso em celebração de lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad no estado de São Paulo, ocorrido em São Bernardo do Campo (SP), berço político do ex-sindicalista. Luiz Inácio ressaltou que o Banco Central sob o comando de Campos Neto foi avisado pela Polícia Federal sobre as irregularidades no Banco Master, mas cruzou os braços e disse que estava tudo certo com a instituição. Lula detona Isso porque documentos obtidos e publicados pelo SBT News, nesta quarta-feira (19), expõem que o Banco Central, durante a gestão de Roberto Campos Neto, ignorou alertas críticos da Polícia Federal sobre o Banco. Em julho de 2024, a PF mandou um ofício à autarquia declarando suspeitas. A resposta do BC, contudo, foi de analisar e arquivar as denúncias. “Eles [a oposição] tentam empurrar esse caso do Banco Master para o PT. Banco Master é obra do Bolsonaro e do Roberto Campos. E nós não deixaremos pedra sob pedra para a gente apurar tudo o que fizeram, dando um rombo de 50 bilhões. Se a gente não tomar cuidado, vão tentar dizer que somos nós. É uma obra deles. Esse banco nasceu em 2019”, disse Lula. 

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