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“Marionete de Lula”: Ricardo Nunes ofende Simone Tebet após ministra fechar com o PSB

Publicada em: 22/03/2026 08:01 -

A movimentação envolvendo Simone Tebet marca uma reconfiguração importante no tabuleiro político paulista — e também nacional. A saída dela do MDB para o PSB não é apenas partidária, mas estratégica: ela se alinha de forma mais clara ao campo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e fortalece o projeto de Fernando Haddad ao governo de São Paulo.

O que está por trás da mudança

No São Paulo, o MDB está hoje mais próximo de forças ligadas ao governador Tarcísio de Freitas, o que tornava praticamente inviável a permanência de Tebet no partido se ela quisesse disputar o Senado numa chapa alinhada ao governo federal. A filiação ao PSB resolve esse impasse e ainda amplia o palanque de Haddad.

Impacto político imediato

A reação do prefeito Ricardo Nunes mostra o tamanho do impacto: ele perde uma figura de peso nacional dentro do MDB e ainda vê Tebet migrar para um campo adversário. O tom crítico adotado por Nunes indica que a disputa em São Paulo tende a ficar mais acirrada e polarizada.

Possíveis cenários para a chapa

A formação da chapa de Haddad ainda está em aberto e pode ganhar diferentes configurações:

  • Tebet + Marina Silva: o PSB tenta atrair Marina Silva para compor como segunda candidata ao Senado, o que daria forte apelo ambiental e progressista.
  • Tebet + Alckmin: há chance de Geraldo Alckmin disputar o Senado, formando uma dupla com grande experiência política.
  • Alckmin como vice: Lula já sinalizou preferência por manter Alckmin como vice-presidente, o que abriria espaço para outra composição no Senado.

O papel de Lula

A fala de Lula mostra que a decisão final passa por articulação direta entre ele, Haddad e Alckmin. O objetivo é montar a chapa mais competitiva possível para enfrentar o grupo ligado a Tarcísio.

Leitura geral

Esse movimento tem três efeitos principais:

 

  1. Fortalece Haddad com uma candidata ao Senado competitiva;
  2. Enfraquece o MDB paulista, que perde protagonismo;
  3. Consolida o PSB como peça-chave na base de Lula para 2026.
  4. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, acertou sua saída do MDB e filiação ao PSB para concorrer ao Senado na chapa encabeçada por Fernando Haddad (PT) ao governo paulista. Na semana passada, em conversa com jornalistas durante participação no Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, em Campo Grande (MS), ela já havia confirmado que seria candidata, mas não havia confirmado a mudança partidária. Contudo, sua saída era inevitável, uma vez que o diretório emedebista no estado é dominado por lideranças de oposição ao governo Lula e alinhadas ao governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos). A formalização da entrada de Tebet no PSB, segundo a Folha de S. Paulo, está marcada para o final da próxima semana e já é tratada como uma grande vitória pela legenda. Nas redes sociais, o perfil oficial do partido comemorou a chegada da nova filiada, destacando o peso político da aliança para o cenário nacional. “Sua decisão honra o nosso partido e engrandece um grupo político que almeja construir o futuro do país”. Ricardo Nunes ataca Simone Tebet O impacto da aliança atingiu em cheio o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que demonstrou incômodo com a saída de Simone Tebet da sigla. “Nunca imaginei que uma pessoa da envergadura dela aceitaria ser marionete de Lula aqui”, disse ele neste sábado (21). O prefeito também tentou rebater a afirmação do pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, que afirmou que Tebet possui mais raízes em São Paulo do que o atual governador. “Ela tem toda a vida feita no Mato Grosso do Sul. Foi prefeita lá, senadora, assim como o pai (Ramez Tebet). Já Tarcísio não tinha raízes políticas em nenhum local. Trabalhou em todo o Brasil e serviu até no Haiti. É outra conjuntura”, buscou justificar Nunes. O PSB, presidido pelo prefeito do Recife e pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos, trabalha também para filiar a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede). O objetivo da legenda é que Marina ocupe a segunda vaga ao Senado na chapa de Fernando Haddad, que ainda tem a posição de vice indefinida. Alckmin na chapa de Haddad? Existe ainda a possibilidade do outro nome na chapa do Senado de Fernando Haddad ser do atual vice-presidente, Geraldo Alckmin, também do PSB. Em evento realizado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em que foi anunciada a pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre o futuro político de seu vice-presidente. “Conversei com o Alckmin nessa semana e falei: companheiro Alckmin o que que você quer ser?”, disse Lula. “Haddad, pedi pra ele conversar com você porque o que falei é que ficarei imensamente feliz de ter o Alckmin como vice outra vez. É um companheiro que aprendi a gostar, de muita lealdade, um companheiro com muita competência de trabalho e um executivo extraordinário. Ele só me ajuda”, observou. Lula sugeriu em seu discurso na ocasião que Alckmin e Haddad devem conversar para decidir qual seria o melhor destino para o ex-governador paulista. “Se ele for meu vice, estou tranquilo, mas o Haddad precisa de uma chapa para ganhar. E eles não tem candidato para ganhar da gente. Não sei se o Geraldo vai ser candidato ao Senado. A vaga de vice está aberta para ele”, afirmou Lula. Caos Alckmin se candidate ao Senado junto com Tebet, o cargo de vice provavelmente ficaria com o PT e também existe a hipótese de Marina Silva retornar à legenda e formar a chapa com Haddad.
     
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