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Três lagoas - MS: escola do Sesi pode ser destinado ao município e abrigar a Apae

Publicada em: 22/03/2026 08:05 -

 

A proposta envolvendo o antigo prédio do SESI em Três Lagoas é um daqueles casos em que política pública, estrutura ociosa e demanda social se encontram de forma bem clara.

O imóvel, desativado desde 2016, pode finalmente ganhar uma função relevante ao ser destinado à APAE — uma instituição que há anos enfrenta limitações de espaço para atender seus mais de 300 alunos. Na prática, isso resolveria dois problemas ao mesmo tempo: dar uso a um patrimônio parado e melhorar significativamente o atendimento educacional especializado na cidade.

A articulação política, liderada por figuras como Antônio Empeke Júnior e com მონაწილეობ de Paulo Corrêa e FIEMS, indica que há alinhamento institucional — o que costuma ser metade do caminho para esse tipo de solução avançar.

O ponto mais delicado continua sendo jurídico. A decisão da Vara da Fazenda Pública, assinada pela juíza Aline Beatriz de Oliveira Lacerda, foi favorável ao entendimento de que o imóvel pertence de forma definitiva ao SESI (via permuta legal lá de 1968). Isso, na prática, abre caminho para a doação ao município — já que a própria entidade pode decidir repassar o bem, desde que respeite sua finalidade social.

Se essa transferência se concretizar, o impacto pode ser ainda maior do que parece à primeira vista:

  • A APAE ganharia uma estrutura ampla e pronta, destravando um gargalo histórico.
  • O prédio atual da instituição poderia virar um Centro de Educação Infantil, ampliando vagas — uma demanda constante em municípios em crescimento.
  • A cidade deixaria de ter um espaço avaliado em mais de R$ 6 milhões parado e degradando.

O único “porém” é o reexame obrigatório pelo Tribunal de Justiça, que ainda pode confirmar ou modificar a decisão. Até lá, o projeto segue dependente desse último passo jurídico.

No geral, é uma iniciativa que faz bastante sentido do ponto de vista de política pública — especialmente porque reaproveita estrutura existente em vez de depender exclusivamente de novos investimentos. Se sair do papel, tende a ter um impacto social bem concreto em Três Lagoas.

 
 
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