A situação no Rio de Janeiro realmente embaralha o tabuleiro político para 2026 — e abre uma disputa interessante dentro do Partido Liberal.
A inelegibilidade de Cláudio Castro, confirmada no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral, cria um vácuo importante porque ele era um nome forte do grupo governista no estado. Mesmo tendo renunciado, a Corte entendeu que houve irregularidades (como uso político de contratações), o que manteve a punição — algo que costuma acontecer quando há indícios de tentativa de evitar sanções.
Dentro do PL, o movimento agora é típico de partidos com lideranças fortes: a decisão tende a ser centralizada. O senador Flávio Bolsonaro aparece como principal articulador no estado, o que faz sentido, já que ele é o nome mais influente do bolsonarismo fluminense.
Sobre os possíveis candidatos:
- Carlos Jordy tenta se consolidar como opção mais ideológica e fiel ao bolsonarismo.
- Altineu Côrtes surge como “coringa”, podendo ser deslocado conforme a estratégia eleitoral.
- Márcio Canella já teria uma das vagas praticamente garantida, o que aumenta a disputa pela segunda.
O pano de fundo é estratégico: o Rio tem um dos maiores eleitorados do país e é um dos principais redutos do bolsonarismo. Controlar as candidaturas ao Senado ali significa influência nacional relevante.
Se quiser, posso te explicar quais são as chances reais de cada um ou como funciona essa decisão interna dentro do PL — porque não é só política, tem cálculo eleitoral pesado por trás.
A inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro abriu uma disputa interna no PL por uma vaga ao Senado no Rio de Janeiro nas eleições de 2026. Segundo a coluna de Letícia Casado, do UOL, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reorganizou o cenário político e fortaleceu a corrida entre nomes ligados ao bolsonarismo. Com uma das vagas ao Senado já prometida ao prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, a segunda posição passou a ser alvo de articulações. O deputado Carlos Jordy, que segue a trajetória bolsonarista desde 2018, tenta viabilizar sua candidatura, enquanto Altineu Côrtes é visto como uma “peça coringa”, podendo disputar diferentes cargos. Nos bastidores, a palavra final deve partir do senador Flávio Bolsonaro. Um dirigente do partido afirmou: "Quem vai decidir os nomes para o Senado é o Flávio Bolsonaro". O estado concentra cerca de 13 milhões de eleitores, sendo um dos principais redutos do bolsonarismo. A reviravolta ocorreu após o avanço do julgamento no TSE. Mesmo após renunciar, Castro foi condenado e ficou inelegível. A Corte entendeu que houve uso político de contratações em órgãos públicos, reveladas em reportagens do UOL. A defesa do ex-governador nega irregularidades, enquanto aliados ainda avaliam medidas judiciais para tentar mantê-lo na disputa.
