Comissão da Alerj cobra informações de contratos do governo do Rio com Banco Master
Publicada em: 04/04/2026 08:25 -
Os dois requerimentos apresentados na Alerj pelo deputado Flávio Serafini colocam foco direto em possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e recursos da RioPrevidência.
No primeiro pedido, direcionado ao presidente da RioPrevidência, Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso, a comissão quer acesso integral aos contratos firmados com a corretora Planner. O ponto central é esclarecer como foram feitos aportes que chegam a cerca de R$ 970 milhões em títulos ligados ao Banco Master. A preocupação é que esses investimentos possam ter sido realizados em ativos de alto risco — os chamados “créditos podres” — sem cobertura do FGC, o que pode resultar em prejuízos diretos aos servidores públicos estaduais.
O caso também envolve nomes como Maurício Quadrado, que teve ligação com a corretora e posteriormente se associou a Daniel Vorcaro, figura central nas investigações sobre o banco.
Já o segundo requerimento mira a Secretaria de Transformação Digital do estado, comandada por Feu Braga. O objetivo é entender por que processos relacionados ao caso foram retirados da consulta pública no sistema SEI e colocados sob sigilo absoluto desde janeiro de 2025. O deputado solicita:
- Quantos processos foram ocultados
- A lista com seus números
- Os critérios e justificativas para o sigilo
No conjunto, as iniciativas indicam duas frentes de apuração:
- Risco financeiro — investigar se houve má gestão ou aplicação inadequada de recursos previdenciários.
- Transparência — apurar possíveis restrições indevidas ao acesso público de informações.
Se quiser, posso te explicar melhor o que são esses “créditos podres” e por que eles representam tanto risco nesse tipo de investimento.
Dois requerimentos de informação sobre o Banco Master foram abertos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) pela Comissão de Servidores Públicos. Os pedidos, apresentados pelo deputado Flávio Serafini, presidente da comissão, são voltados à RioPrevidência e à Secretaria de Transformação Digital do Estado do Rio de Janeiro. No primeiro, a solicitação é para que o atual presidente da RioPrevidência, Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso, seja notificado a enviar as íntegras de todos os contratos firmados entre a autarquia e a corretora Planner, que teve Maurício Quadrado como sócio até 2020 — ele se associou a Daniel Vorcaro no Banco Master e posteriormente deixou o banco. A medida busca esclarecer os termos e condições dos aportes que somam R$ 970 milhões. O fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro foi o que mais investiu em títulos do Master, instituição liquidada pelo Banco Central e suspeita de operar créditos podres, sem qualquer garantia do FGC, o que poderia gerar prejuízos aos servidores. Comissão da Alerj cobrou informações de contratos com Banco Master Foto: Zô Guimarães/Alerj/Divulgação Já o segundo requerimento é direcionado ao secretário de Transformação Digital do Estado do Rio de Janeiro, Feu Braga. O deputado do PSOL pediu informações sobre a quantidade de processos sobre o caso que, desde janeiro de 2025, foram retirados da pesquisa pública do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e colocados em sigilo absoluto. Ex-presidente da RioPrevidência atribui à corretora Planner aportes de R$ 510 milhões no Master PF mira aportes do RioPrevidência no Master e investigado joga mala com R$ 429 mil pela janela Rombo da Rioprevidência é 500 vezes maior que perdas de fundo com o Master A intenção é entender a extensão e os critérios utilizados para a retirada desses processos do sistema público. Além disso, Serafini exige a lista com os números dos processos sigilosos e os motivos que justificaram sua exclusão do SEI.