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PSB costura acordos com o PT para consolidar alinhamento nacional em 2026

Publicada em: 13/04/2026 05:55 -

🧩 Estratégia nacional

  • PT e PSB querem manter a aliança que sustenta o governo atual.
  • Geraldo Alckmin deve continuar como vice na chapa.
  • O objetivo é construir palanques estaduais alinhados para evitar conflitos regionais que prejudiquem a campanha nacional.

🤝 Acordos entre os partidos

  • PSB apoiará candidatos do PT em 6 estados.
  • PT apoiará candidatos do PSB em 4 estados.
  • Em outros 6 estados, há grande chance de acordo.
  • Em alguns casos, ambos podem apoiar candidatos de uma terceira legenda.

⚠️ Estados com possíveis conflitos

Há divergências em quatro locais:

  • Espírito Santo – disputa entre apoio do PSB e candidatura do PT.
  • Paraná – PSB pode ficar neutro; PT tende a apoiar outro partido.
  • Distrito Federal – possível confronto direto entre candidatos próprios.
  • Maranhão – cenário mais incerto, com divisão política local.

➡️ Mesmo nesses casos, a tendência é evitar confronto direto (inclusive com neutralidade).


🌎 Situação por região

Nordeste (base forte de Lula)

  • Alinhamento quase total.
  • Destaque para:
    • João Campos (PSB) em Pernambuco
    • Apoio a vários governadores do PT
  • Exceção: Maranhão (instável)

Sudeste

  • Minas Gerais: possível candidatura de Rodrigo Pacheco
  • Rio de Janeiro: apoio a Eduardo Paes
  • São Paulo: apoio a Fernando Haddad

Norte

  • Ainda indefinido em vários estados
  • Destaques:
    • Apoio conjunto no Pará
    • Candidatura própria do PSB no Acre com apoio do PT

Centro-Oeste

  • Indefinição em Goiás
  • Tendência de alianças em MT e MS

Sul

  • Apoio conjunto no RS
  • Candidatura própria do PSB em SC

🎯 Objetivos políticos

Do PT

  • Garantir a reeleição de Lula
  • Manter base ampla no Congresso

Do PSB

  • Fortalecer presença nacional
  • Eleger João Campos em Pernambuco
  • Ampliar bancada na Câmara (meta: 25 a 30 deputados)

🧠 Conclusão

A movimentação não é só eleitoral, mas estratégica:

  • Criar uma coalizão nacional coesa
  • Minimizar disputas locais
  • Ampliar força política conjunta

Ao mesmo tempo, o acordo mostra que, embora exista alinhamento geral, as realidades estaduais ainda impõem desafios que exigem negociação constante.

 PSB e PT avançam na construção de um amplo arranjo político para as eleições de 2026, com o objetivo de preservar um alinhamento nacional em torno da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, publicada nesta segunda-feira, 13 de abril, as duas legendas vêm negociando acordos estaduais para manter a parceria que sustenta a atual chapa presidencial, agora reforçada pela confirmação de Geraldo Alckmin na vaga de vice. A articulação envolve a montagem de palanques comuns nos Estados e a redução de atritos regionais. De acordo com a reportagem, o PSB apoiará candidatos do PT a governador em seis unidades da federação, enquanto o PT embarcará em projetos do PSB em quatro Estados. Em outras seis unidades, o entendimento é considerado provável. Há ainda cenários em que as duas siglas deverão caminhar juntas em torno de candidatos de uma terceira legenda. O movimento, porém, não elimina completamente as tensões. Há ao menos quatro unidades da federação em que PSB e PT ainda podem divergir: Espírito Santo, Paraná, Distrito Federal e Maranhão. Mesmo nesses casos, a tendência, segundo as tratativas em curso, é buscar saídas negociadas, inclusive com a possibilidade de neutralidade por parte do PSB, para evitar um choque frontal com o PT.

No Espírito Santo, a tendência atual é que o PSB apoie Ricardo Ferraço, do MDB, enquanto o PT mantenha a candidatura própria de Helder Salomão. Ainda assim, o partido de Alckmin discute internamente abrir mão desse apoio a Ferraço, justamente para preservar o entendimento nacional com os petistas. No Paraná, o quadro também exige acomodação. O PT deve apoiar Requião Filho, do PDT, enquanto o PSB resiste à composição da chapa. Nesse cenário, a legenda socialista avalia anunciar neutralidade na disputa pelo governo. Para o Senado, no entanto, a expectativa é de convergência em torno da candidatura da petista Gleisi Hoffmann. No Distrito Federal, a situação é ainda mais delicada. O PSB trabalha com a possibilidade de candidatura própria de Ricardo Cappelli, enquanto o PT já anunciou Leandro Grass. Este é apontado como o único caso em que as duas siglas poderiam efetivamente lançar nomes próprios para a mesma disputa. Ainda assim, interlocutores do PSB admitem, nos bastidores, que o lançamento de Cappelli pode ser revisto. Procurado pelo Valor Econômico, ele não comentou até o fechamento da edição. O Maranhão aparece como o caso mais incerto de todos. O ambiente político local é marcado pelo racha envolvendo o governador Carlos Brandão, sem partido, e Felipe Camarão, do PT, eleito vice na chapa de Brandão em 2022. Hoje, o PSB discute a possibilidade de apoiar Eduardo Braide, do PSD, mas reconhece internamente que poderá rever essa posição caso o PT confirme apoio a Camarão. Também nesse caso, a neutralidade surge como alternativa.

A construção desse alinhamento entre PSB e PT, segundo a reportagem, não começou agora. As negociações vinham sendo feitas havia meses, antes mesmo da confirmação definitiva da permanência de Alckmin na vice. A intenção do PSB era pavimentar o terreno para consolidar a manutenção da aliança presidencial e evitar que disputas estaduais contaminassem o arranjo nacional. Esse trabalho político tem sido conduzido diretamente pelos presidentes das duas legendas, João Campos, pelo PSB, e Edinho Silva, pelo PT. As conversas ocorreram de forma contínua, semana após semana, com uma diretriz central: montar um palanque nacional sólido para Lula. Nesse processo, o PSB assumiu o compromisso de não se alinhar ao campo de Flávio Bolsonaro, do PL, apontado como o principal adversário de Lula até aqui no cenário eleitoral. Ainda segundo a reportagem, houve o reconhecimento de que poderiam existir divergências pontuais em alguns Estados. Mesmo assim, a orientação geral foi manter os apoios dentro do mesmo campo político e garantir, na maior parte do país, uma estratégia de convergência entre as duas siglas.

 Do ponto de vista do PSB, a eleição de 2026 também está diretamente ligada a objetivos partidários próprios. Além de contribuir para a reeleição do presidente Lula, a legenda quer eleger João Campos ao governo de Pernambuco e ampliar sua presença na Câmara dos Deputados. A expectativa, de acordo com a matéria, é conquistar entre 25 e 30 cadeiras na Casa. Nas diferentes regiões do país, o alinhamento entre os partidos avança em ritmos distintos. No Norte, por exemplo, ainda há maior indefinição. Até o momento, PT e PSB fecharam apoio em apenas dois Estados. No Acre, o PSB lançará candidatura própria de Dr. Thor Dantas, com apoio do PT. No Pará, as duas legendas devem apoiar Hana Ghassan, do MDB. Nos demais Estados da região, ainda não há definição sobre os nomes, mas a lógica predominante é apoiar candidaturas que atuem pela reeleição de Lula. No Nordeste, principal base eleitoral do presidente, a convergência é quase total, com exceção do Maranhão. O PSB lançará candidatura própria apenas em Pernambuco, com João Campos, presidente nacional da legenda. Embora o PT já tenha formalizado apoio ao ex-prefeito do Recife, a reportagem informa que Lula pretende manter uma espécie de palanque duplo no Estado, também com a governadora Raquel Lyra, do PSD.

 Nos demais Estados nordestinos, o alinhamento entre petistas e socialistas é mais amplo. No Piauí, o PSB deve apoiar a reeleição de Rafael Fonteles. No Ceará, a legenda caminhará com Elmano de Freitas. No Rio Grande do Norte, o apoio será a Cadu Xavier. Na Bahia, a tendência é de sustentação ao projeto de Jerônimo Rodrigues. Todos são nomes do PT. Em outras unidades da região, PSB e PT também construíram uma convergência para apoiar nomes de outras siglas. É o caso de Fábio Mitidieri, do PSD, em Sergipe; Lucas Ribeiro, do PP, na Paraíba; e Renan Filho, do MDB, em Alagoas. No Centro-Oeste, a indefinição se concentra em Goiás. Em Mato Grosso, o apoio conjunto deve ocorrer em torno de Natasha Slhessarenko, do PSD. Já em Mato Grosso do Sul, a tendência é de apoio ao nome de Fábio Trad, do PT. No Sudeste, o PSB trabalha com a expectativa de lançar Rodrigo Pacheco em Minas Gerais. A eventual candidatura do parlamentar ao governo mineiro foi costurada ao longo dos últimos meses com participação direta do presidente Lula. Apesar disso, Pacheco ainda não assumiu publicamente a condição de pré-candidato.

No Rio de Janeiro, a tendência é de alinhamento entre PSB e PT em torno de Eduardo Paes, do PSD. Em São Paulo, o cenário é de apoio ao nome de Fernando Haddad, do PT, mantendo o eixo de convergência entre os partidos em dois dos maiores colégios eleitorais do país. No Sul, o PSB deverá apoiar Juliana Brizola, do PDT, no Rio Grande do Sul, em composição com o PT. Em Santa Catarina, por sua vez, o partido de Alckmin pretende lançar Gelson Merisio, com a perspectiva de sustentar um palanque favorável à reeleição de Lula. A costura nacional entre PSB e PT, portanto, busca mais do que simples acordos regionais. O que está em jogo é a formação de uma engrenagem eleitoral capaz de sustentar a chapa presidencial, conter conflitos locais e ampliar o poder de fogo das duas legendas em 2026. Ao mesmo tempo em que o PT trabalha para consolidar a reeleição do presidente Lula, o PSB tenta transformar sua presença na vice-presidência e sua proximidade com o governo em expansão institucional, especialmente em Pernambuco e na Câmara dos Deputados.

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