A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, afirmou que a Corte vive um momento de forte tensão institucional, marcado por questionamentos públicos e repercussões de casos recentes, como o do Banco Master. Apesar disso, ela garantiu que sua atuação segue rigorosamente a legalidade, declarando que não há nenhuma decisão sua fora da lei.
Durante palestra na Fundação FHC, em São Paulo, a ministra destacou o clima de desconfiança no país e defendeu maior transparência do STF, com melhor comunicação com a sociedade. Segundo ela, é essencial que o tribunal demonstre que atua para servir à população.
Cármen Lúcia também ressaltou o excesso de processos e a complexidade do trabalho no Supremo, classificando o momento como de “agudização de crises” e intenso questionamento institucional. Ela apontou ainda o impacto das redes sociais como um fator que amplia os desafios do Judiciário, trazendo problemas novos e sem soluções prontas.
Sobre a dinâmica interna da Corte, o STF enfrenta divisões entre ministros. De um lado, nomes como Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. Do outro, estão Edson Fachin, a própria Cármen Lúcia, André Mendonça e Luiz Fux, enquanto Kassio Nunes Marques atua como um ponto de equilíbrio.
Por fim, o julgamento relacionado ao caso foi interrompido após pedido de vista de Flávio Dino, quando o placar estava em 4 a 1 a favor da realização de eleições indiretas.
