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Grupo protocola pedido de impeachment e afastamento cautelar contra Osmar Stabile do Corinthians

Publicada em: 16/04/2026 05:59 -

Um grupo de associados, conselheiros e ex-dirigentes do Sport Club Corinthians Paulista protocolou um pedido de impeachment e afastamento cautelar contra o presidente da diretoria, Osmar Stabile, junto à presidência do Conselho Deliberativo (CD) do clube. A iniciativa foi divulgada inicialmente pelo UOL Esporte e confirmada pelo portal Meu Timão.

No documento, os autores alegam que a atual gestão cometeu irregularidades administrativas e adotou práticas consideradas temerárias, em desacordo com o Estatuto do clube e com a legislação esportiva. Entre os principais pontos levantados estão a suposta violação de normas internas, o uso indevido do patrimônio do clube como garantia financeira e o descumprimento de exigências legais, incluindo dispositivos da Lei Geral do Esporte (LGE).

O grupo é composto por nomes com histórico na administração corintiana, como o conselheiro vitalício Antonio Roque Citadini, além de ex-diretores e associados. Ao longo de 15 páginas, o pedido destaca o acordo firmado entre o Corinthians e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para renegociação de uma dívida estimada em R$ 1,2 bilhão.

Segundo os signatários, o clube teria utilizado o Parque São Jorge, sede social da agremiação, como garantia no acordo, com avaliação aproximada de R$ 602,2 milhões. Eles argumentam que a decisão não respeitou os trâmites previstos no Estatuto, que exigem aprovação por quórum qualificado do Conselho Deliberativo e participação do Conselho de Orientação (Cori).

O documento sustenta ainda que a medida configura oneração patrimonial, uma vez que o imóvel pode ser alvo de execução judicial em caso de inadimplência, levantando o risco de perda da sede do clube. Os autores também mencionam uma declaração atribuída a Osmar Stabile, na qual ele teria afirmado que, caso sua gestão não fosse bem-sucedida, o local poderia ser transformado em empreendimentos imobiliários.

Além disso, o pedido aponta possível violação do artigo 3º do Estatuto do Corinthians, que determina que bens imóveis e marcas só podem ser utilizados como garantia mediante autorização expressa do CD. Na avaliação do grupo, a ausência dessa comprovação expõe o clube a riscos elevados e contraria princípios do Código Civil e da própria LGE.

 

Por fim, o documento cita os artigos 66 e 67 da Lei Geral do Esporte, que preveem responsabilização pessoal de dirigentes por atos de gestão irregular ou temerária. Os autores entendem que tais dispositivos podem ser aplicados ao caso, reforçando o pedido de afastamento do presidente.

Pedido de impeachment contra presidente do Corinthians aponta falta de transparência e supostas irregularidades

Um grupo formado por associados e conselheiros do Corinthians formalizou um pedido de impeachment e afastamento cautelar do presidente Osmar Stabile, alegando uma série de irregularidades administrativas, omissões e falta de transparência na gestão do clube.

Segundo o documento encaminhado ao Conselho Deliberativo, a diretoria tem ignorado diversos requerimentos apresentados por conselheiros, associados e órgãos internos, que solicitam esclarecimentos sobre questões consideradas críticas para o funcionamento do clube. Para os autores, a ausência de respostas compromete a fiscalização e a participação dos associados na vida institucional do Corinthians.

Entre os pontos levantados estão dúvidas sobre a manutenção da Neo Química Arena, que, segundo o grupo, estaria sofrendo deterioração por falta de cuidados adequados, colocando em risco a segurança e a imagem do patrimônio do clube. Também são questionadas a substituição da administradora do fundo imobiliário do estádio, a estrutura de cargos e salários diante de denúncias de funcionários fantasmas, além da política de distribuição de ingressos e credenciais.

O documento ainda cobra explicações sobre a contratação de empresa de segurança armada e levanta preocupações sobre o Censo Timão, especialmente quanto ao possível descumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Outro ponto considerado grave é a própria admissão do presidente, em entrevista, sobre a existência de funcionários que constavam na folha de pagamento, mas não exerciam funções efetivas. A redução recente do quadro de funcionários, de 1.300 para 1.080, é apontada como indício de uma estrutura administrativa inflada. Para o grupo, a situação pode configurar má gestão de recursos e até possível desvio de verbas.

A falta de divulgação das demonstrações financeiras também é alvo de críticas. De acordo com o documento, o último balanço disponível no site do clube refere-se a novembro de 2025, contrariando normas que determinam a publicação até o fim de março. A omissão, segundo os autores, compromete a transparência, dificulta a fiscalização e pode gerar desconfiança entre associados, patrocinadores e credores.

Além disso, há a suspeita de inconsistências nas contas, como a ausência de R$ 294 mil em “valores não conciliados” no caixa do clube em 2025, o que teria motivado a intenção da diretoria de reavaliar as demonstrações financeiras de 2024.

Diante do conjunto de denúncias, o grupo solicita a abertura imediata do processo de impeachment, o afastamento cautelar do presidente e a apuração rigorosa das irregularidades, com eventual responsabilização dos envolvidos.

O pedido agora será analisado pelo presidente em exercício do Conselho Deliberativo, Leonardo Pantaleão, que deverá encaminhá-lo à Comissão de Ética e Disciplina no prazo de até cinco dias. Após a emissão de parecer, o Conselho Deliberativo decidirá sobre o prosseguimento do processo. Caso avance, a decisão final caberá à Assembleia Geral dos associados.

Em caso de afastamento de Osmar Stabile, a presidência do Corinthians poderá ser assumida pelo segundo vice-presidente, Armando Mendonça.

Para além do acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o grupo aponta que o presidente Osmar Stabile tem ignorado diversos requerimentos de conselheiros, associados e órgãos internos que solicitam esclarecimentos e soluções para problemas que afetam diretamente o dia a dia do clube. Segundo o documento, a ausência de respostas a questionamentos considerados cruciais impede a fiscalização e a participação dos associados na vida do Corinthians, configurando uma grave omissão. Entre os requerimentos não respondidos, o grupo lista alguns exemplos: Manutenção da Neo Química Arena: pedidos de esclarecimento sobre a deterioração do estádio por falta de manutenção adequada, o que comprometeria a segurança e a imagem do patrimônio do clube; Substituição da REAG: questionamentos sobre a troca da administradora do FII Arena, responsável pelas finanças da Neo Química Arena, que está em liquidação extrajudicial por suposta ligação com o crime organizado, gerando incertezas na gestão financeira; Cargos e salários: dúvidas sobre a estrutura administrativa, especialmente diante de denúncias de funcionários fantasmas; Distribuição de ingressos e credenciais: pedidos de maior transparência na política de distribuição, sobretudo em jogos de grande apelo; Contratação de empresa de segurança armada: solicitações de esclarecimentos sobre a regularidade da contratação; Esclarecimentos sobre o Censo Timão: questionamentos sobre os dados coletados e possíveis descumprimentos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Com base nesses pontos, o grupo volta a citar o Estatuto do clube, que prevê a obrigação de transparência e prestação de contas por parte da diretoria, além da Lei Geral do Esporte (LGE), que impõe responsabilidade e transparência na gestão esportiva. Outro ponto destacado é a suposta existência de funcionários fantasmas no quadro do clube, mencionada pelo próprio presidente em entrevista, na qual Osmar Stabile afirmou que havia “pessoas que estavam no centro de custo do futebol que nunca tinham aparecido no futebol” e “pessoas que estavam no centro de custo da base que nunca apareceram na base”. A redução do quadro de funcionários de 1.300 para 1.080, citada na mesma ocasião, reforçaria a existência de uma estrutura administrativa inchada. Para o grupo, a situação é considerada grave, pois pode configurar má gestão de recursos e possível desvio de verbas, impactando diretamente a saúde financeira do clube. Os autores defendem que a diretoria deve investigar e responsabilizar os envolvidos nas contratações e na manutenção desses vínculos. Por fim, o documento cobra a divulgação dos balanços e demonstrações financeiras do Corinthians, apontando que a transparência é essencial para a boa governança. Apesar de ser uma associação sem fins lucrativos, o clube possui estrutura comparável à de grandes empresas e deve seguir parâmetros da Lei das Sociedades Anônimas, segundo o grupo. Atualmente, o último balanço financeiro disponibilizado pelo clube em seu site se refere ao mês de novembro de 2025. Desde então, não houve atualizações. Pelas normas aplicáveis, as demonstrações financeiras devem ser publicadas até o fim de março, permitindo a realização da assembleia de aprovação de contas até abril. A não divulgação no prazo compromete a transparência, dificulta a fiscalização e pode gerar desconfiança entre associados, patrocinadores e credores. O texto aponta que essa omissão pode caracterizar falha grave de gestão, nos termos da Lei Geral do Esporte, além de violar o Estatuto. Também ressalta que o presidente pode ser responsabilizado pessoalmente pelo descumprimento dessas obrigações. O grupo ainda destaca que a falta de transparência cria um ambiente propício a irregularidades e pode motivar medidas como uma intervenção judicial, já que a jurisprudência reconhece o direito dos associados de exigir prestação de contas e a publicação dos balanços. Conforme publicado pelo Meu Timão, a diretoria alvinegra planeja reanalisar as demonstrações financeiras de 2024, que teriam impactado diretamente nas contas de 2025. O clube cogita a possibilidade de novas irregularidades após a ausência de R$ 294 mil em “valores não conciliados” no caixa do clube, referentes ao período entre 17 de janeiro e 11 de julho de 2025. Conclusão do pedido e próximos passos Pantaleão detalha andamento de processos contra Andrés e Duílio no Corinthians Pantaleão detalha andamento de processos contra Andrés e Duílio no Corinthians Com base nos pontos apresentados no requerimento encaminhado a Leonardo Pantaleão, presidente em exercício do Conselho Deliberativo (CD), o grupo afirma que a gravidade das supostas violações estatutárias e legais praticadas por Osmar Stabile, presidente do Corinthians, compromete a imagem, o patrimônio e a credibilidade do clube. Dessa forma, os autores solicitam a instauração imediata do processo de impeachment contra o mandatário, além do afastamento cautelar de Osmar Stabile de suas funções, a fim de garantir a lisura da apuração e evitar a continuidade de atos considerados lesivos. Também pedem a apuração rigorosa das irregularidades apontadas, com a devida responsabilização dos envolvidos, a aplicação das sanções cabíveis conforme o Estatuto e a legislação vigente, além da intimação do presidente para apresentação de defesa no prazo legal. “As condutas do presidente, conforme detalhadas neste pedido, demonstram uma gestão que se afastou dos princípios de legalidade, transparência e responsabilidade, essenciais para a administração de uma instituição do porte e da importância do Sport Club Corinthians Paulista. A inércia diante de tais violações seria um desserviço à história do clube e aos milhões de associados e torcedores. Este Conselho Deliberativo, zeloso por suas atribuições e pela defesa dos interesses do Sport Club Corinthians Paulista, tomará as medidas necessárias para restabelecer a ordem estatutária e legal, garantindo a integridade e o futuro da nossa instituição”, detalha um trecho do documento. Agora, Leonardo Pantaleão deverá encaminhar o pedido à Comissão de Ética e Disciplina (CE) em até cinco dias. Após a emissão do parecer, caberá ao presidente do CD convocar uma reunião do Conselho Deliberativo para deliberar sobre o andamento do processo. Em caso de aprovação, será convocada, também em até cinco dias, a Assembleia Geral (AG) dos associados, responsável pela decisão final sobre uma eventual destituição. Em caso de eventual afastamento cautelar ou definitivo de Osmar Stabile, a presidência do clube seria assumida pelo segundo vice-presidente, Armando Mendonça.  

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