O governador interino Ricardo Couto iniciou um forte processo de reorganização administrativa no estado. Em poucos dias, ele promoveu um “pente-fino” na estrutura do governo e já exonerou mais de 450 cargos comissionados, sendo quase 100 apenas na última sexta-feira (17).
Essas demissões atingem principalmente a Secretaria de Governo e a Casa Civil — áreas estratégicas — e fazem parte de uma auditoria interna para reduzir gastos e o tamanho da máquina pública.
Principais medidas tomadas
- Exonerações em massa: foco em cargos comissionados ligados à gestão anterior.
- Reestruturação da Casa Civil: extinção de três subsecretarias (Projetos Especiais, Gastronomia e Ações Comunitárias e Empreendedorismo).
- Suspensão de gastos: paralisação por 30 dias de licitações e contratações em áreas como infraestrutura e obras.
- Levantamento geral: órgãos foram obrigados a informar contratos, despesas e número de servidores.
Mudanças políticas importantes
- Nomeação de Flávio de Araújo Willeman como secretário da Casa Civil, com a missão de enxugar a estrutura do governo.
- Saída de aliados do governador afastado Cláudio Castro, como:
- Rodrigo Abel
- Agnaldo Ballon
- Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso
Essas exonerações também têm ligação com investigações e recomendações de órgãos de controle, especialmente envolvendo investimentos considerados de risco.
Contexto geral
Com aval do STF para exercer plenamente o cargo, Couto está promovendo uma espécie de “choque de gestão”, focado em:
- reduzir despesas
- revisar contratos
- reorganizar a estrutura administrativa
Na prática, isso indica uma mudança de rumo dentro do governo estadual, com impacto tanto técnico (gestão e finanças) quanto político (rompimento com grupos ligados à gestão anterior).
O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, exonerou na última sexta-feira (17) quase 100 pessoas da estrutura do governo. De acordo com publicação no Diário Oficial, os nomes estavam vinculados principalmente à Secretaria de Governo, pasta que concentra o foco de um "pente-fino" anunciado por Couto em contratos, serviços e folhas salariais do Palácio Guanabara. As exonerações foram feitas com o aval do novo secretário da Casa Civil, Flávio de Araújo Willeman, anunciado por Couto na última terça-feira (14). Willeman é procurador-geral do Estado e vice-presidente do Flamengo. Segundo apuração da CNN, ele foi escolhido com a missão de reduzir o inchaço da máquina pública fluminense. A Secretaria de Governo também passou por mudança recente. O delegado Roberto Lisandro Leão foi nomeado secretário de Governo interino no dia 6 de abril, após a exoneração de Jair Bittencourt.
Só na última semana, o governador interino exonerou mais de 450 cargos comissionados das secretarias de Governo e Casa Civil. As medidas são consequência de uma auditoria nas duas pastas, consideradas estratégicas para o governo. Couto extingue subsecretarias e suspende contratações No Diário Oficial da última sexta-feira (17), o governo fluminense também extinguiu três subsecretarias da estrutura da Casa Civil: Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais Subsecretaria de Gastronomia Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo De acordo com a publicação, as pastas foram criadas ou alteradas entre 2024 e 2025, e a medida tem como objetivo a reorganização da estrutura do Palácio Guanabara.
Na mesma edição, Couto também determinou a suspensão, por 30 dias, de todos os procedimentos de contratações e licitações em curso na Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras Públicas, na Secretaria de Estado das Cidades e no Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ). Segundo o documento, a medida busca racionalizar as despesas públicas e adequar a execução orçamentária à realidade financeira do estado. "Pente-fino" no Palácio Guanabara Com o aval do STF para exercer plenos poderes, Ricardo Couto iniciou um pente-fino na estrutura do governo e promoveu mudanças nas principais pastas do Palácio Guanabara. Na segunda-feira (13), ele exonerou Rodrigo Abel, secretário-chefe de Gabinete e um dos principais aliados de Cláudio Castro (PL). Além de comandar uma pasta estratégica, Abel era um dos principais articuladores políticos de Castro, atuando em temas sensíveis e na interlocução com deputados da Alerj. Couto também exonerou o presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso. A decisão ocorre após recomendação do Ministério Público do Rio de Janeiro pelo afastamento imediato do gestor, em meio a investigações sobre investimentos de alto risco no Banco Master.
O presidente da Cedae, Agnaldo Ballon, também foi exonerado. Assim como Abel, ele integrava o grupo político de Castro. Em fevereiro deste ano, o Tribunal de Contas do Estado abriu investigação sobre aplicações feitas pela companhia no Banco Master. Segundo dados, a empresa investiu R$ 200 milhões na instituição. Couto publicou ainda um ato normativo determinando que os órgãos informem contratos em vigor, prazos, serviços prestados e valores. Também foi solicitado o detalhamento do número de servidores e dos quadros extras de todas as secretarias, autarquias e empresas estaduais. O prazo para envio das informações é de 15 dias. https://www.youtube.com/watch?v=4F1oASBgD00
