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Advogado preso no caso do Banco Master controla R$ 893 milhões em empresas

Publicada em: 22/04/2026 05:53 -

O caso envolvendo o advogado Daniel Monteiro ganhou dimensão após a revelação de uma rede empresarial avaliada em cerca de R$ 893 milhões, formada por empresas e fundos de investimento supostamente usados para ocultar patrimônio e movimentar recursos de forma indireta.

Segundo a apuração publicada por Demétrio Vecchioli no portal Metrópoles, foram identificadas ao menos três estruturas empresariais com características semelhantes, reunindo:

  • 21 empresas
  • 6 fundos de investimento
  • aproximadamente R$ 893 milhões em valores declarados

A investigação aponta que Daniel Monteiro teria atuado além da assessoria jurídica. De acordo com a decisão do ministro do STF André Mendonça, o advogado teria “domínio prático” sobre mecanismos usados para esconder a titularidade de bens e a origem de recursos.

Como funcionaria o esquema

As autoridades suspeitam que empresas eram criadas ou utilizadas para:

  1. receber recursos de fundos de investimento;
  2. comprar imóveis de alto padrão;
  3. transferir esses bens a terceiros;
  4. dificultar o rastreamento do dinheiro.

Entre os beneficiários citados na investigação está Paulo Henrique Costa, presidente do Banco de Brasília, que teria recebido imóveis como suposto pagamento de propina.

Participação de familiares

A apuração também cita familiares em posições estratégicas:

  • Hamilton Suaki, cunhado, como diretor em várias companhias;
  • David Monteiro, irmão, ligado à gestão de outras estruturas.

Esse uso de familiares é visto por investigadores como uma forma de pulverizar responsabilidades formais.

Modelo repetido

Os investigadores identificaram um padrão replicado:

  • criação de empresas em sequência;
  • fundos como acionistas únicos;
  • uso de “empresas de prateleira”;
  • administração por pessoas ligadas ao mesmo núcleo familiar.

Uma das estruturas mais recentes teria concentrado cerca de R$ 492 milhões em ativos, enquanto outra mais antiga somava cerca de R$ 52 milhões.

Impacto da investigação

O caso amplia as suspeitas sobre lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e possível corrupção envolvendo agentes públicos e estruturas financeiras sofisticadas.

 

Se confirmadas as irregularidades, o esquema pode revelar um modelo de engenharia societária usado para movimentar grandes volumes de recursos sem identificação imediata dos beneficiários finais.

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