🧾 O que está acontecendo agora
O caso do assassinato de Isabella Nardoni ganhou um novo desdobramento, desta vez levado a um órgão internacional: a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
A iniciativa partiu da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, que apresentou uma denúncia com base em um novo relato.
⚖️ Nova acusação
A denúncia aponta um novo suspeito:
- Antônio Nardoni (avô da vítima)
Segundo o documento:
- Ele teria participado diretamente do crime, não apenas ajudado a encobrir.
- A base disso é o depoimento de uma policial penal, que afirma ter ouvido essa versão de Anna Carolina Jatobá.
🗣️ O que diz o depoimento
De acordo com a servidora:
- A criança ainda estaria com sinais vitais antes de ser jogada.
- O avô teria ajudado a montar um álibi e possivelmente incentivado o crime.
- O silêncio de Jatobá ao longo dos anos estaria ligado a apoio financeiro do sogro.
📌 Pedidos feitos ao órgão internacional
A entidade solicita:
- Prisão de Antônio Nardoni para investigação
- Proteção à testemunha
- Acompanhamento internacional do caso
Também critica o Judiciário brasileiro por suposta omissão.
🧑⚖️ Situação atual dos condenados
- Alexandre Nardoni e Jatobá estão em regime aberto
- A associação afirma que isso gera sensação de “medo coletivo”
🛑 Defesa e autoridades
- Antônio Nardoni nega qualquer envolvimento
- A defesa da família diz que tomará medidas judiciais
- O Ministério Público de São Paulo analisa:
- Pedido de reabertura do caso
- Uma carta manuscrita e novos relatos
⚠️ Ponto importante (contexto crítico)
Esse novo desdobramento:
- Ainda não foi comprovado judicialmente
- Baseia-se em relato indireto (ouvir dizer), o que costuma ter peso limitado em processos
- Para gerar consequências reais (como prisão), precisaria de provas mais robustas
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá em entrevista sobre novo desdobramento do caso Isabella Nardoni A batalha judicial em torno do caso Isabella Nardoni ganhou um novo desdobramento e avançou para o cenário internacional. A Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, liderada por Agripino Magalhães, decidiu levar o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Washington, após já ter questionado a atuação de juízes paulistas no Conselho Nacional de Justiça. Desta vez, a entidade apresentou uma denúncia formal que aponta a suposta participação de Antônio Nardoni, pai de Alexandre Nardoni e avô da menina, no assassinato ocorrido em 2008. O documento, protocolado nesta quarta-feira (29/4), reúne relatos que indicam que o avô não teria apenas ajudado a encobrir o crime, mas também participado diretamente da execução. A acusação se baseia no depoimento de uma policial penal que acompanhava Anna Carolina Jatobá. Segundo a servidora, a madrasta teria relatado que o sogro agiu de forma consciente, colaborando para a construção de um álibi e, possivelmente, incentivando o desfecho do caso. Ainda de acordo com o relato, a criança apresentava sinais vitais quando foi lançada da janela do edifício, e a atuação de terceiros teria sido determinante para o resultado. A funcionária do sistema penitenciário também afirmou que o silêncio de Jatobá ao longo dos anos estaria ligado ao fato de Antônio Nardoni sustentar financeiramente ela e sua família. Diante do que classifica como omissão do Judiciário brasileiro na apuração dessas novas informações, a associação, representada pelo advogado Angelo Carbone, solicitou à Comissão Interamericana a adoção de medida cautelar. Entre os pedidos estão a prisão de Antônio Nardoni para averiguação de crime hediondo, o acompanhamento presencial do caso por representantes do órgão internacional e a adoção de medidas de proteção à testemunha responsável pelas declarações. A iniciativa reforça argumentos já apresentados pela entidade em manifestações anteriores ao CNJ. A associação sustenta que a liberdade de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, atualmente em regime aberto, gera um sentimento de “medo coletivo”. O documento também menciona que Alexandre trabalha em uma empresa do pai e aponta que o padrão de vida exibido pelo casal em regiões como São Paulo e Alphaville seria incompatível com a condição de condenados, enquanto o avô, citado por testemunhas, nunca foi denunciado nem submetido a julgamento. Procurado, Antônio Nardoni negou qualquer envolvimento no crime. A defesa da família informou que pretende adotar medidas judiciais contra a autora do depoimento. Paralelamente, o Ministério Público de São Paulo analisa pedidos de reabertura das investigações com base em uma carta manuscrita e nos relatos apresentados por testemunhas.
