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Caso Nardoni tem nova reviravolta com denúncia nos EUA

Publicada em: 30/04/2026 05:53 -

🧾 O que está acontecendo agora

O caso do assassinato de Isabella Nardoni ganhou um novo desdobramento, desta vez levado a um órgão internacional: a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

A iniciativa partiu da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, que apresentou uma denúncia com base em um novo relato.


⚖️ Nova acusação

A denúncia aponta um novo suspeito:

  • Antônio Nardoni (avô da vítima)

Segundo o documento:

  • Ele teria participado diretamente do crime, não apenas ajudado a encobrir.
  • A base disso é o depoimento de uma policial penal, que afirma ter ouvido essa versão de Anna Carolina Jatobá.

🗣️ O que diz o depoimento

De acordo com a servidora:

  • A criança ainda estaria com sinais vitais antes de ser jogada.
  • O avô teria ajudado a montar um álibi e possivelmente incentivado o crime.
  • O silêncio de Jatobá ao longo dos anos estaria ligado a apoio financeiro do sogro.

📌 Pedidos feitos ao órgão internacional

A entidade solicita:

  • Prisão de Antônio Nardoni para investigação
  • Proteção à testemunha
  • Acompanhamento internacional do caso

Também critica o Judiciário brasileiro por suposta omissão.


🧑‍⚖️ Situação atual dos condenados

  • Alexandre Nardoni e Jatobá estão em regime aberto
  • A associação afirma que isso gera sensação de “medo coletivo”

🛑 Defesa e autoridades

  • Antônio Nardoni nega qualquer envolvimento
  • A defesa da família diz que tomará medidas judiciais
  • O Ministério Público de São Paulo analisa:
    • Pedido de reabertura do caso
    • Uma carta manuscrita e novos relatos

⚠️ Ponto importante (contexto crítico)

Esse novo desdobramento:

 

  • Ainda não foi comprovado judicialmente
  • Baseia-se em relato indireto (ouvir dizer), o que costuma ter peso limitado em processos
  • Para gerar consequências reais (como prisão), precisaria de provas mais robustas

Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá em entrevista sobre novo desdobramento do caso Isabella Nardoni A batalha judicial em torno do caso Isabella Nardoni ganhou um novo desdobramento e avançou para o cenário internacional. A Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, liderada por Agripino Magalhães, decidiu levar o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Washington, após já ter questionado a atuação de juízes paulistas no Conselho Nacional de Justiça. Desta vez, a entidade apresentou uma denúncia formal que aponta a suposta participação de Antônio Nardoni, pai de Alexandre Nardoni e avô da menina, no assassinato ocorrido em 2008. O documento, protocolado nesta quarta-feira (29/4), reúne relatos que indicam que o avô não teria apenas ajudado a encobrir o crime, mas também participado diretamente da execução. A acusação se baseia no depoimento de uma policial penal que acompanhava Anna Carolina Jatobá. Segundo a servidora, a madrasta teria relatado que o sogro agiu de forma consciente, colaborando para a construção de um álibi e, possivelmente, incentivando o desfecho do caso. Ainda de acordo com o relato, a criança apresentava sinais vitais quando foi lançada da janela do edifício, e a atuação de terceiros teria sido determinante para o resultado. A funcionária do sistema penitenciário também afirmou que o silêncio de Jatobá ao longo dos anos estaria ligado ao fato de Antônio Nardoni sustentar financeiramente ela e sua família. Diante do que classifica como omissão do Judiciário brasileiro na apuração dessas novas informações, a associação, representada pelo advogado Angelo Carbone, solicitou à Comissão Interamericana a adoção de medida cautelar. Entre os pedidos estão a prisão de Antônio Nardoni para averiguação de crime hediondo, o acompanhamento presencial do caso por representantes do órgão internacional e a adoção de medidas de proteção à testemunha responsável pelas declarações. A iniciativa reforça argumentos já apresentados pela entidade em manifestações anteriores ao CNJ. A associação sustenta que a liberdade de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, atualmente em regime aberto, gera um sentimento de “medo coletivo”. O documento também menciona que Alexandre trabalha em uma empresa do pai e aponta que o padrão de vida exibido pelo casal em regiões como São Paulo e Alphaville seria incompatível com a condição de condenados, enquanto o avô, citado por testemunhas, nunca foi denunciado nem submetido a julgamento. Procurado, Antônio Nardoni negou qualquer envolvimento no crime. A defesa da família informou que pretende adotar medidas judiciais contra a autora do depoimento. Paralelamente, o Ministério Público de São Paulo analisa pedidos de reabertura das investigações com base em uma carta manuscrita e nos relatos apresentados por testemunhas.

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