NOTICIAS DE TRÊS LAGOAS E REGIÃO DO BOLSÃO - MS.
NOTICIA 01:
CAMPO GRANDE - MS
Lei de banheiros na Capital vira alvo da Defensoria por possível violação de direitos
A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul abriu um procedimento preliminar para investigar se a Lei Municipal nº 7.615/2026, de Campo Grande, pode violar direitos fundamentais da população transgênero.
O foco está em um trecho da norma que prevê o uso de banheiros exclusivos para “mulheres biológicas”, o que pode restringir o acesso de mulheres trans a esses espaços. A Defensoria quer avaliar os impactos práticos da lei e verificar possível conflito com princípios constitucionais, como dignidade da pessoa humana, igualdade e proibição de discriminação.
Segundo o órgão, também há indícios de que a legislação possa contrariar entendimentos do Supremo Tribunal Federal e tratados internacionais assinados pelo Brasil.
A apuração terá prazo inicial de 45 dias e, ao final, podem ser adotadas medidas judiciais ou extrajudiciais, caso sejam identificadas irregularidades.
A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul anunciou, na quarta-feira (29), que instaurou um procedimento preliminar para investigar possíveis violações a direitos fundamentais da população transgênero em Campo Grande. A apuração tem como foco dispositivos da Lei Municipal nº 7.615/2026, publicada no edição extra do Diário Oficial (Diogrande), no dia 23 de abril, que trata da política de proteção à mulher. Entre os pontos analisados está a previsão de uso de banheiros exclusivos para “mulheres biológicas”, o que pode impactar o acesso de mulheres trans a esses espaços. Segundo a coordenadora do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, defensora pública Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque Defante, a análise busca entender os efeitos práticos da norma. De acordo com a Defensoria, o objetivo é reunir informações, documentos e manifestações técnicas para avaliar se há violação a princípios constitucionais, como dignidade da pessoa humana, igualdade e vedação à discriminação. “A Defensoria Pública atua na defesa dos direitos humanos e na proteção de grupos vulneráveis. Sempre que houver indícios de violação a direitos fundamentais, é nosso dever institucional apurar os fatos com responsabilidade”, destacou a defensora. O órgão também aponta que normas desse tipo podem contrariar entendimentos do Supremo Tribunal Federal e tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. O procedimento tem prazo inicial de 45 dias. Após a análise, poderão ser adotadas medidas judiciais ou extrajudiciais, caso sejam identificadas irregularidades.

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NOTICIA 02:
PARANAIBA -MS.
Prefeitura destina mais de R$ 100 mil para Costelada Beneficente.





