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PGR pede a André Mendonça para manter prisão de ex-presidente e ex-diretores do INSS

Publicada em: 07/05/2026 05:44 -

BRASÍLIA - A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça para manter a prisão preventiva de ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) acusados de envolvimento em um esquema de desvios de aposentadorias. Dentre eles está o ex-presidente da autarquia, Alessandro Stefanutto, preso em novembro pela Polícia Federal em uma das fases da Operação Sem Desconto. Na manifestação, assinada pelo vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand, a PGR argumenta que o quadro para decretar as prisões permanece o mesmo e, por isso, não há motivos para a revogação. A Procuradoria diz que eles favoreceram desvios envolvendo descontos ilegais de aposentadorias dos filiados à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares (Conafer), uma das entidades sob investigação. Com isso, a PGR pediu a manutenção da prisão de Stefanutto e de outros dois ex-dirigentes, o ex-procurador Virgílio Antônio Ribeiro e o ex-diretor de benefícios André Paulo Fidélis. Os três foram presos em novembro do ano passado. “Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, valendo-se do cargo de Procurador-Chefe do INSS, foi quem legitimou, do ponto de vista jurídico, os interesses ilícitos da CONAFER. E obteve, por isso, os favores financeiros do grupo liderado por Carlos Roberto Ferreira Lopes. Também integrante da estrutura da autarquia, André Paulo Félix Fidélis foi Diretor de Benefícios e, no exercício dessa função, viabilizou a perpetuação das fraudes em favor da CONAFER, recebendo reiterados pagamentos da organização criminosa. Os indícios são igualmente consistentes para Alessandro Antônio Stefanutto, inicialmente Procurador-Chefe e, depois, Presidente do Órgão, além de figura essencial do núcleo institucional da organização que, em posição de liderança, recebia pagamentos ilícitos para garantir a manutenção da engrenagem dos descontos indevido que beneficiaram aquela entidade associativa”, escreveu a PGR. A defesa de Stefanutto negou, em petição apresentada ao STF, que ele tenha recebido pagamentos de propina do esquema do INSS e argumentou que não há motivos para a manutenção da sua prisão. As defesas de Virgílio e Fidelis também afirmaram ao STF que as prisões não se justificam. Caberá agora ao ministro do STF André Mendonça, relator do caso, decidir sobre os pedidos de revogação das prisões preventivas.
 

A Procuradoria-Geral da República pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a manutenção da prisão preventiva de três ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social investigados por suposto envolvimento em um esquema de descontos ilegais em aposentadorias.

Entre os citados está o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, preso em novembro durante uma fase da Operação Sem Desconto. Também tiveram a prisão defendida pela PGR o ex-procurador-chefe Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e o ex-diretor de benefícios André Paulo Félix Fidélis.

Na manifestação assinada pelo vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand, a PGR sustenta que permanecem os fundamentos que justificaram as prisões preventivas. Segundo o órgão, os investigados teriam atuado para favorecer desvios relacionados a descontos indevidos aplicados a aposentados filiados à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares.

A Procuradoria afirma que Virgílio teria dado respaldo jurídico aos interesses da Conafer dentro do INSS, enquanto Fidélis teria contribuído para manter o esquema funcionando na diretoria de benefícios. Já Stefanutto é apontado como integrante do núcleo institucional da organização investigada, ocupando cargos estratégicos dentro da autarquia.

As defesas dos três investigados contestam as acusações e alegam que não existem motivos para a continuidade das prisões preventivas. A defesa de Stefanutto negou o recebimento de propina.

Agora, caberá ao ministro André Mendonça decidir sobre os pedidos de revogação das prisões.

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