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Aliados de Ciro Nogueira veem ação da PF como retaliação de Mendonça

Publicada em: 08/05/2026 05:52 -

Políticos do "Centrão", que apoiam o senador Ciro Nogueira, interpretam a operação da Polícia Federal (PF) realizada nesta quinta-feira (7/5) como uma retaliação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a ação. Eles acreditam que a motivação está ligada ao papel de Nogueira na rejeição de Jorge Messias, atual chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), para uma vaga no STF. Os aliados de Nogueira destacam que a solicitação da PF foi feita em 10 de abril, bem antes da votação sobre Messias. No entanto, a decisão de Mendonça e a execução da operação aconteceram após o Senado rejeitar o nome de Messias. Dentro do STF, André Mendonça era um dos principais apoiadores da candidatura de Messias. Ciro Nogueira havia manifestado apoio ao indicado de Luiz Inácio Lula da Silva em abril, e seu voto era considerado certo pelo Planalto — mas a expectativa não se confirmou. Nesta quinta-feira, Nogueira foi alvo de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero, da PF. A operação investiga a relação do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. De acordo com a PF, Vorcaro pagava uma "mesada" entre R$ 300 mil e R$ 500 mil a Ciro Nogueira. Em troca, o senador prestaria serviços ao grupo de Vorcaro, incluindo a apresentação de projetos de lei e emendas que teriam sido elaborados pela consultoria jurídica do Master.
 

A operação da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira intensificou a tensão política entre integrantes do chamado Centrão e setores do Supremo Tribunal Federal. Aliados do parlamentar passaram a interpretar a decisão do ministro André Mendonça, que autorizou a ação, como uma possível reação ao episódio envolvendo a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no STF.

Segundo essa leitura política, a cronologia dos fatos alimenta suspeitas dentro do grupo de apoio de Nogueira. A solicitação da PF teria sido apresentada em 10 de abril, antes da votação relacionada à indicação de Messias. Entretanto, a autorização judicial e a deflagração da operação ocorreram somente após a derrota do chefe da AGU no Senado. Nos bastidores do STF, André Mendonça era visto como um dos principais defensores da candidatura de Messias.

Apesar de inicialmente demonstrar apoio ao nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Nogueira acabou não entregando o respaldo esperado pelo Palácio do Planalto, segundo relatos políticos divulgados nos bastidores de Brasília.

A quinta fase da Operação Compliance Zero investiga supostas relações entre Ciro Nogueira e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. De acordo com a Polícia Federal, Vorcaro teria pago valores mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil ao senador.

Em troca, conforme a investigação, o parlamentar atuaria em favor de interesses do grupo financeiro, incluindo a apresentação de projetos de lei e emendas parlamentares supostamente elaborados pela consultoria jurídica ligada ao banco.

Até o momento, nem André Mendonça nem Jorge Messias se manifestaram publicamente sobre as acusações de motivação política atribuídas à operação. Já Ciro Nogueira nega irregularidades e afirma que sua atuação parlamentar ocorreu dentro da legalidade.

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