A Prefeitura de Três Lagoas intensificou a fiscalização de calçadas em imóveis localizados em ruas asfaltadas, e proprietários que não estiverem com os passeios pavimentados ou em boas condições de conservação podem ser multados em quase R$ 400.
Segundo o fiscal de Obras e Posturas, Tiago Toshio, o Código de Posturas do município determina que todo imóvel com asfalto deve possuir calçada adequada para circulação de pedestres. De acordo com ele, a responsabilidade é exclusivamente do proprietário e a legislação não obriga a prefeitura a emitir notificação antes da aplicação da multa.
“O fiscal vai até o local e, verificando que não existe calçada em uma rua asfaltada, já precisa fazer a lavratura do auto. A legislação não prevê primeiro uma notificação”, explicou.
Conforme o fiscal, nos bairros recém-pavimentados a prefeitura costuma realizar inicialmente um trabalho de conscientização com os moradores antes de iniciar as autuações. Já em regiões antigas da cidade, onde o asfalto existe há anos, os proprietários podem ser multados a qualquer momento.
A multa aplicada é de 200 UFIM (Unidade Fiscal do Município) de Três Lagoas por imóvel, valor que atualmente se aproxima de R$ 400.
Além da ausência de calçadas, a fiscalização também observa problemas como mato alto, entulho, passeios deteriorados e obstáculos que dificultam a circulação de pedestres e cadeirantes.
Segundo a prefeitura, o Código de Posturas exige uma faixa pavimentada mínima de 1,5 metro para passagem de pedestres e uma faixa de 1 metro de área permeável. O restante da calçada pode ser pavimentado ou não, conforme decisão do proprietário.

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NOTICIA 04:
DOURADOS - MS.
Tempestade cancela show de Natanzinho na Expoagro de Dourados
O show do cantor Natanzinho na Expoagro de Dourados foi cancelado na madrugada deste domingo após um forte temporal atingir a estrutura do evento. Segundo relato do artista nas redes sociais, a equipe já se preparava para subir ao palco quando um painel de LED caiu próximo à estrutura principal, provocando tensão nos bastidores.
Apesar do susto, ninguém ficou gravemente ferido. Um integrante da banda sofreu um ferimento leve na perna durante o tumulto e precisou de atendimento médico, mas o caso foi tratado como sem gravidade. A decisão pelo cancelamento priorizou a segurança do público, músicos e trabalhadores envolvidos na apresentação.
Temporal atingiu a estrutura da Expoagro
De acordo com o cantor, além da queda do painel, houve falta de energia e infiltrações nos camarins. A estrutura do palco também teria sido comprometida pelas fortes rajadas de vento e pela chuva intensa que atingiram Dourados durante a noite de sábado.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram momentos da ventania e da chuva forte na área da Expoagro Dourados. Em alguns bairros da cidade, moradores também relataram queda de granizo.
O cancelamento aconteceu poucas horas após a realização do show de Murilo Huff no mesmo espaço. No entanto, a mudança repentina nas condições climáticas alterou completamente o cenário da programação.
Cantor prometeu retorno
Nas redes sociais, Natanzinho apareceu emocionado ao explicar a situação e pediu desculpas ao público. Segundo ele, até mesmo o voo da equipe para Dourados sofreu atraso por causa do temporal, obrigando a aeronave a desviar da área de instabilidade antes do pouso.
Mesmo com a chegada à cidade e os preparativos para o espetáculo, os problemas estruturais impediram a realização da apresentação. O cantor afirmou que pretende retornar ao município em uma nova data.
“Vamos voltar”, declarou o artista em vídeo publicado após o cancelamento.
Segurança foi determinante
A suspensão do show ocorreu após avaliação das condições da estrutura diante dos danos provocados pela tempestade. Em situações como essa, a continuidade do evento depende de garantias técnicas mínimas para evitar riscos ao público e às equipes de trabalho.
Com isso, uma das apresentações mais aguardadas da programação da Expoagro acabou adiada, transformando a madrugada em um momento de apreensão para quem acompanhava o evento em Dourados.

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NOTICIA 05:
ÁGUA CLARA - MS.
Rota da Celulose recupera 705 km de rodovias em 100 dias
A concessionária Caminhos da Celulose informou ter realizado 705 quilômetros de reparos emergenciais nas rodovias que integram a chamada Rota da Celulose nos primeiros 100 dias de operação da concessão em Mato Grosso do Sul. No mesmo período, foram recolhidas cerca de 21 toneladas de lixo ao longo do corredor logístico estadual.
Segundo a empresa, o volume de recuperação executado superou em quase cinco vezes a previsão inicial do contrato, que estimava aproximadamente 150 quilômetros de intervenções emergenciais no início da concessão.
As ações ocorreram em trechos das rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267, que somam cerca de 870 quilômetros concedidos à iniciativa privada. O corredor é considerado estratégico para o escoamento da produção industrial e agropecuária do Estado, especialmente para o setor de celulose.
Entre os serviços executados estão tapa-buracos, recuperação de pavimento, reforço da sinalização, roçada, drenagem e limpeza das faixas de domínio. A concessionária também informou ter instalado dispositivos de segurança viária e intensificado a retirada de resíduos acumulados às margens das rodovias.
De acordo com a empresa, as próximas etapas do cronograma devem ampliar o número de equipes operacionais e acelerar os serviços estruturais previstos no contrato de concessão.
A malha rodoviária atendida pela concessão ganhou relevância com a expansão da indústria de celulose em municípios como Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e Inocência.
O contrato da Rota da Celulose prevê investimentos estimados em R$ 10,1 bilhões ao longo de 30 anos. Entre as futuras intervenções estão obras de duplicação, implantação de terceiras faixas, acostamentos, contornos urbanos e sistemas tecnológicos de monitoramento rodoviário.
Outro destaque do projeto é a previsão de implantação do sistema de pedágio eletrônico free flow, modelo que permite cobrança automática sem necessidade de parada dos veículos.
Os primeiros 100 dias de operação marcam o início das intervenções em um dos principais corredores logísticos de Mato Grosso do Sul, com expectativa de redução de gargalos históricos de infraestrutura e ampliação da capacidade de transporte na região.

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