O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que considera “necessário” discutir o fim da escala de trabalho 6x1, mas sinalizou que qualquer mudança será negociada com setores econômicos e categorias profissionais, sem imposição imediata.
Durante evento da construção civil em São Paulo, Lula defendeu que os avanços tecnológicos e as transformações no mercado de trabalho justificam a revisão do modelo atual de jornada. Segundo ele, trabalhadores buscam mais tempo para lazer, estudos e convivência familiar.
O presidente também mencionou o avanço da automação industrial ao falar sobre a necessidade de preservar direitos trabalhistas mesmo com o crescimento do uso de robôs e sistemas automatizados nas empresas.
A discussão sobre o fim da escala 6x1 tem provocado reações distintas entre trabalhadores e empresários. Representantes do setor produtivo demonstram preocupação com possíveis aumentos de custos operacionais e impactos na competitividade, enquanto defensores da proposta argumentam que jornadas menores podem melhorar qualidade de vida e produtividade.
Lula afirmou que eventuais mudanças precisarão respeitar as diferenças entre categorias e setores da economia:
“A jornada de trabalho vai ser implementada respeitando a realidade de cada categoria e profissão, ninguém vai impor na marra.”
Além do tema trabalhista, o presidente destacou números do setor habitacional e do crédito imobiliário. Segundo ele, a Caixa Econômica Federal alcançou carteira de crédito imobiliário de R$ 976,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026, equivalente a 7,2% do PIB e a 68% do mercado imobiliário nacional.
Lula também afirmou que foram assinados 2,84 milhões de contratos imobiliários desde 2023 e citou crescimento de 93% nos contratos do programa Minha Casa Minha Vida na modalidade FGTS em comparação com o mesmo período de 2023.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (19) que o fim da escala de trabalho 6x1 é uma “coisa necessária” e apontou que eventuais mudanças na jornada serão implementadas “respeitando a realidade de cada categoria e profissão” e que “ninguém vai impor na marra” alterações no modelo atual. A declaração foi feita durante a abertura de um evento internacional da indústria da construção civil, diante de empresários do setor, em São Paulo. No discurso, Lula defendeu que a redução da jornada de trabalho acompanha mudanças no comportamento da sociedade e a busca por mais tempo livre. “Não fiquem assustados. A escala 6x1 é uma coisa necessária, porque hoje o povo quer mais tempo pra ficar em casa, pra lazer, pra estudar, pra namorar. É normal que a sociedade tenha avançado muito, com os avanços tecnológicos”, afirmou. O presidente também citou o avanço da automação e do uso de robôs na indústria ao defender melhores condições para os trabalhadores. “Eu vi agora uma casa industrializada que o cara fica lá só vendo o robô trabalhar. Imagina que o robô não vai fazer greve, não vai pedir aumento de salário. Imagina que beleza pra vocês, mas enquanto tiver trabalhador a gente precisa respeitá-los”, disse aos empresários. Lula afirmou ainda que mudanças na jornada de trabalho terão de considerar as particularidades de cada setor econômico. “Nós sabemos, a jornada de trabalho vai ser alterada levando em conta a realidade de cada categoria, de cada profissão, de cada setor econômico, pra que as coisas resultem no benefício que queremos resultar, e trazer mais benefício pra sociedade brasileira”, declarou. Debate sobre custos e produtividade A discussão sobre o fim da escala 6x1 tem gerado preocupação em setores empresariais, que argumentam que uma eventual redução da jornada pode elevar custos de contratação e afetar a competitividade das empresas. Economistas defendem que o debate seja acompanhado de medidas para aumento de produtividade, como maior qualificação profissional, inovação tecnológica e investimentos em infraestrutura e logística. Durante o evento, Lula procurou sinalizar ao empresariado que o governo pretende discutir o tema de forma negociada. “A jornada de trabalho vai ser implementada respeitando a realidade de cada categoria e profissão, ninguém vai impor na marra”, afirmou. Moradia e construção civil Apesar do destaque dado à discussão sobre jornada de trabalho, Lula também usou o discurso para defender investimentos em habitação e reforçar a parceria do governo com a construção civil. O presidente afirmou que a Caixa Econômica Federal atingiu uma carteira de crédito imobiliário de R$ 976,2 bilhões até o primeiro trimestre de 2026, o equivalente a 7,2% do PIB brasileiro e 68% do mercado imobiliário nacional. Segundo ele, foram assinados 2,84 milhões de contratos imobiliários entre 2023 e o primeiro trimestre deste ano. Lula destacou ainda o crescimento de 93% nos contratos do Minha Casa Minha Vida na modalidade FGTS no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2023
