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PL avalia que Flávio Bolsonaro ocultou relação com Vorcaro para evitar dar lugar a Tarcísio

Publicada em: 21/05/2026 05:58 -

O caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro ampliou tensões internas no Partido Liberal em torno da disputa presidencial de 2026. Segundo os relatos citados, integrantes da legenda avaliam que o senador evitou expor a profundidade de sua relação com Vorcaro antes do prazo de desincompatibilização para impedir o fortalecimento de alternativas dentro do campo bolsonarista, especialmente o nome de Tarcísio de Freitas.

O desgaste aumentou após a divulgação de áudios pelo The Intercept Brasil mostrando uma conversa entre Flávio e Vorcaro sobre pagamentos ligados ao filme “Dark Horse”, produção voltada à trajetória de Jair Bolsonaro. Inicialmente, o senador negou relação financeira com o empresário, mas depois confirmou a negociação, afirmando que os recursos seriam privados e sem contrapartida política.

A repercussão gerou desconforto dentro do partido porque Flávio vinha sendo tratado por aliados como possível presidenciável. Parlamentares do PL, segundo os relatos, avaliam que o silêncio sobre o tema deixou a legenda vulnerável quando as informações vieram a público pela imprensa, especialmente após o prazo eleitoral já ter expirado.

Outro ponto que intensificou o debate foi a negativa da produtora GOUP Entertainment de ter recebido recursos do empresário ou do extinto Banco Master. Isso alimentou questionamentos sobre a origem e o destino dos valores mencionados nas conversas.

O episódio também chegou ao Supremo Tribunal Federal após parlamentares ligados à base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolarem pedidos de investigação para apurar eventual uso de emendas parlamentares no financiamento do longa. Até o momento, não houve decisão do STF sobre abertura formal de investigação.

Politicamente, o caso reforçou discussões dentro da direita sobre a viabilidade eleitoral de Flávio Bolsonaro e sobre o espaço de outros nomes para 2026. Ao mesmo tempo, aliados do senador seguem afirmando publicamente que sua pré-candidatura permanece mantida e que não existe substituição em análise.

O desgaste político do senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ) tem se ampliado dentro do seu próprio partido em função das revelações envolvendo sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Segundo a coluna do jornalista Gerson Camarotti, do G1, aliados avaliam que o parlamentar evitou expor os vínculos com Vorcaro para impedir uma pressão interna pela substituição de sua candidatura presidencial. De acordo com integrantes do PL, o objetivo teria sido atravessar o prazo de desincompatibilização sem abrir espaço para o avanço do nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como alternativa eleitoral da direita em 2026. Aliados relatam desconforto no PL Após a divulgação de que Flávio Bolsonaro se encontrou com Daniel Vorcaro depois da prisão do ex-banqueiro, Jair Bolsonaro (PL) reforçou à direção do partido que a candidatura do filho está mantida e que não existe “plano B”. Parlamentares do PL afirmam que, nos bastidores, Flávio negava qualquer vulnerabilidade relacionada ao chamado “caso Master” quando o tema começou a ganhar força no Congresso Nacional após o Carnaval. Em março, o senador também negou publicamente ter relação com Vorcaro, depois que a colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, revelou que o telefone de Flávio Bolsonaro constava na agenda do ex-banqueiro. Silêncio antes do prazo eleitoral gerou críticas Segundo um deputado do PL, a situação poderia ter provocado forte pressão interna caso viesse à tona antes do prazo final de desincompatibilização, encerrado em abril. “Caso Flávio tivesse revelado esses fatos antes do prazo de desincompatibilização, em abril, a pressão seria enorme pela substituição dele pelo governador Tarcísio de Freitas. Ele deveria ter sido franco com a cúpula do partido”, declarou o parlamentar. Segundo aliados, após o encerramento do prazo eleitoral, Flávio Bolsonaro perdeu margem para tratar do assunto internamente, já que precisaria justificar por que manteve silêncio até aquele momento. “O pior cenário acabou acontecendo: os fatos foram revelados pela imprensa deixando todo o partido na defensiva”, acrescentou o deputado. Viagens ao exterior ajudaram a esfriar o tema Outro interlocutor próximo ao senador afirmou que o silêncio de Flávio Bolsonaro sobre Daniel Vorcaro chamou atenção desde a prisão do ex-banqueiro, ocorrida em novembro. Entre janeiro e fevereiro, o senador permaneceu cerca de três semanas em viagem pela França e pelo Oriente Médio, período que, segundo aliados, contribuiu para reduzir a pressão política sobre o tema. “Flávio acabou ficando muito tempo sem precisar falar de Vorcaro. Até a viagem ajudou nesse silêncio”, afirmou um aliado do parlamentar. O mesmo interlocutor relatou estranheza pelo longo período fora do país justamente após o lançamento da pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Desgaste começou após surgirem áudios entre Flávio e Vorcaro O desgaste da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganhou força após o site The Intercept Brasil divulgar um áudio de uma conversa entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Na gravação, Flávio cobra o pagamento de parcelas atrasadas que, segundo a publicação, estariam relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção autobiográfica sobre Jair Bolsonaro (PL). Ao todo, Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões para viabilizar o longa. Flávio confirmou negociação de recursos Inicialmente, Flávio Bolsonaro negou ter solicitado dinheiro ao empresário ou ao Banco Master. Horas depois, porém, confirmou a existência da negociação. O senador afirmou que “não ofereceu vantagens” em troca dos recursos e sustentou que os valores tratados eram de natureza “privada”. A divulgação do áudio provocou repercussão em Brasília, especialmente porque Flávio é apontado por aliados como possível candidato à Presidência da República em 2026. O conteúdo levantou questionamentos sobre a origem e a destinação dos recursos discutidos com Vorcaro. Produtora nega recebimento de valores A GOUP Entertainment, produtora responsável pelo longa “Dark Horse”, negou ter recebido recursos do empresário ou do Banco Master. Em nota oficial, a empresa afirmou que “não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer empresa sob o seu controle societário”. O caso ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de dados da Receita Federal indicando que os valores discutidos entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro superariam pagamentos realizados pelo Banco Master a escritórios de advocacia no mesmo período. Caso chegou ao STF Parlamentares da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram pedidos de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar eventual uso de emendas parlamentares no financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro. Os pedidos buscam esclarecer se houve utilização indevida de verbas públicas ou qualquer irregularidade relacionada aos recursos mencionados nas conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Até o momento, o STF ainda não decidiu sobre a abertura formal de investigação. O episódio, no entanto, segue repercutindo nos meios políticos e financeiros após a divulgação dos áudios e dos valores envolvidos nas negociações.

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