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Arminio Fraga diz que Banco Central “tomou um golaço” no caso Master

Publicada em: 30/05/2026 08:55 -

O ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga afirmou nesta sexta-feira (29) que a crise envolvendo o Banco Master representou uma “falha gritante do sistema” financeiro brasileiro e disse que o BC “tomou um golaço” diante da complexa estrutura usada no esquema de fraudes. As declarações foram dadas durante palestra no 3º Congresso Brasileiro de Direito do Mercado de Capitais, no Rio de Janeiro, segundo reportagem do jornal Valor Econômico. Fraga criticou especialmente as brechas legais que permitiram a criação de estruturas opacas envolvendo cotistas de fundos, dificultando o rastreamento de recursos e responsabilidades. “Não existe isso, um banco que tem um monte de fundos que ninguém sabe o que tem dentro, um fundo que tem outro fundo. O BC tomou um golaço, mas eles vão sair dessa”, afirmou. Para o ex-presidente do Banco Central, a legislação precisa garantir aos órgãos reguladores acesso efetivo às informações necessárias em investigações. “Uma coisa é sigilo bancário pessoal. A outra coisa é estar fazendo uma investigação e o BC ter os poderes para exigir essa informação”, disse. Fraga avaliou que a falha foi mais atribuível ao Banco Central do que à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), embora tenha indicado que já há um movimento de correção institucional. “O Banco Central tem o poder de ir à CVM e mandar pessoal próprio se a CVM não tiver estrutura para resolver.”
 

Arminio Fraga diz que caso Banco Master expôs falha grave de supervisão no sistema financeiro

O ex-presidente do Banco Central do Brasil, Arminio Fraga, afirmou nesta sexta-feira (29) que a crise envolvendo o Banco Master revelou uma “falha gritante” no sistema financeiro nacional. Segundo ele, a complexidade das estruturas utilizadas para ocultar informações dificultou a atuação dos órgãos de fiscalização.

As declarações foram feitas durante o 3º Congresso Brasileiro de Direito do Mercado de Capitais, realizado no Rio de Janeiro. Na ocasião, Fraga criticou mecanismos que permitem a criação de cadeias de fundos de investimento com baixa transparência, o que dificulta a identificação de ativos, investidores e responsabilidades.

“Não existe isso, um banco que tem um monte de fundos que ninguém sabe o que tem dentro, um fundo que tem outro fundo. O BC tomou um golaço, mas eles vão sair dessa”, declarou.

Fraga defendeu mudanças na legislação para ampliar o acesso dos órgãos reguladores a informações consideradas essenciais em processos de investigação. Segundo ele, é necessário diferenciar a proteção ao sigilo bancário individual da capacidade das autoridades de obter dados para apurar possíveis irregularidades.

“Uma coisa é sigilo bancário pessoal. A outra coisa é estar fazendo uma investigação e o BC ter os poderes para exigir essa informação”, afirmou.

Na avaliação do economista, a principal responsabilidade pela falha recaiu sobre o Banco Central, mais do que sobre a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ainda assim, ele destacou que já existem movimentos para aprimorar os mecanismos de supervisão e integração entre os órgãos reguladores.

Fraga também observou que o Banco Central possui instrumentos para atuar em conjunto com a CVM, inclusive deslocando equipes próprias para auxiliar em investigações e processos de fiscalização quando necessário.

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