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Pesquisa joga custo de Flávio Bolsonaro no palanque de Moro

Publicada em: 02/06/2026 06:07 -

Principais números da pesquisa

  • Em um cenário de segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 45% das intenções de voto.
  • Flávio Bolsonaro registra 40%.
  • Brancos e nulos somam 8%.
  • Outros 7% não souberam ou não responderam.

Segundo o texto, em comparação com a rodada anterior da pesquisa, Lula teria ganhado dois pontos percentuais, enquanto Flávio Bolsonaro teria perdido quatro.

Interpretação política apresentada

O artigo argumenta que a primeira pesquisa divulgada após a repercussão do caso "Dark Horse" foi desfavorável para Flávio Bolsonaro. No entanto, o próprio texto ressalta que os números não comprovam uma relação de causa e efeito entre o episódio e a mudança nas intenções de voto.

Também é destacado que um evento realizado em Curitiba reuniu lideranças da direita, incluindo Sergio Moro, Deltan Dallagnol, Filipe Barros e Flávio Bolsonaro, e que a pesquisa teria alterado a percepção sobre o impacto político dessa aliança.

Comparação com outros nomes da direita

O levantamento citado aponta que:

  • Ronaldo Caiado empata com Lula em 43% a 43%.
  • Romeu Zema aparece com 40%, contra 43% de Lula.

O texto sugere que esses números alimentam o debate dentro da oposição sobre quem teria melhores condições de disputar a Presidência em 2026.

Sobre o encontro com Trump

A pesquisa mencionada também teria medido a percepção dos eleitores sobre uma reunião de Flávio Bolsonaro com Donald Trump:

  • 42% consideraram o encontro neutro.
  • 29% avaliaram como positivo.
  • 29% avaliaram como negativo.

Conclusão do texto

A matéria conclui que Flávio Bolsonaro continua competitivo eleitoralmente, mas teria perdido a vantagem observada na pesquisa anterior. Também argumenta que aliados paranaenses, como Moro, Deltan Dallagnol e Filipe Barros, passam a enfrentar questionamentos sobre sua associação ao projeto político nacional do senador.

 

Vale observar que a maior parte das conclusões sobre impactos políticos e eleitorais é interpretativa. A pesquisa mostra a fotografia do momento captado pelo levantamento, mas, isoladamente, não permite determinar as causas exatas das variações nas intenções de voto.

O presidente Lula (PT) aparece com 45% contra 40% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em eventual segundo turno, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada pela Veja nesta segunda-feira (1º). O número mede o custo nacional do caso Dark Horse dias depois de Curitiba receber o pré-candidato bolsonarista no palanque de Sergio Moro, Deltan Dallagnol, Filipe Barros e Paulo Martins. O levantamento ouviu 2.000 eleitores entre sexta-feira (29) e sábado (30), com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e 95% de confiança. A pesquisa está cadastrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-05864/2026 Lula cresceu dois pontos e Flávio Bolsonaro perdeu quatro em relação à rodada anterior do Real Time Big Data. A mesma pesquisa aponta 8% de votos brancos e nulos e 7% de eleitores que não souberam ou não responderam no confronto direto entre os dois. O dado não prova causalidade entre o caso Dark Horse e a queda do senador. Prova, porém, que a primeira medição divulgada depois da crise chegou ruim para quem tentou transformar Flávio Bolsonaro em trunfo presidencial da direita. Em março, Lula tinha 42% e Flávio Bolsonaro marcava 41%. Em maio, o senador aparecia numericamente à frente, com 44% contra 43% do petista. Em junho, Lula foi a 45% e Flávio Bolsonaro recuou para 40%. O problema para a direita paranaense é que Curitiba entrou nessa história como vitrine. Na sexta-feira (29), Moro lançou sua pré-candidatura ao governo do Paraná ao lado de Flávio Bolsonaro, Deltan Dallagnol e Filipe Barros, enquanto Paulo Martins, vice-prefeito de Curitiba pelo Novo, também participou do ato. A aposta era simples: usar Curitiba como selo político para juntar bolsonarismo, lavajatismo e a direita local em torno de 2026. A pesquisa muda o peso da foto. O que parecia demonstração de força passa a ser cobrado como associação com um candidato nacional sob desgaste. Flávio Bolsonaro virou centro da crise depois da divulgação de áudio envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e a busca de recursos para o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. O senador afirma que procurava patrocínio privado, nega irregularidade e sustenta que não havia suspeitas públicas contra Vorcaro quando o contato começou. A defesa política não eliminou o dano eleitoral. O Real Time Big Data mostra que Flávio Bolsonaro continua competitivo, mas perdeu a dianteira que havia aparecido em maio. Para Moro, Deltan e Filipe Barros, o recado é direto: o palanque paranaense herdou uma conta que não nasceu no Paraná. O levantamento também mostra que outros nomes da direita chegam ao segundo turno com desempenho menos ruim contra Lula. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD-GO), aparece empatado com o petista em 43% a 43%. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), marca 40% contra 43% de Lula, dentro da margem de erro. Esse contraste abre uma disputa interna na oposição. Se Flávio Bolsonaro carrega o sobrenome, Caiado e Zema oferecem à direita uma rota sem o peso imediato do caso Dark Horse. A pergunta que chega ao Paraná é se Moro vai manter sua candidatura estadual amarrada ao projeto nacional do filho zero um de Jair Bolsonaro. A pesquisa também mediu a percepção sobre o encontro de Flávio Bolsonaro com Donald Trump. De acordo com o levantamento, 42% dos eleitores viram a reunião como neutra, 29% como positiva e 29% como negativa. O dado impede a campanha bolsonarista de vender a agenda internacional como vitória majoritária no eleitorado. No Paraná, esse ponto tem consequência concreta. Moro elogiou a articulação internacional de Flávio Bolsonaro sobre PCC e Comando Vermelho, enquanto deputados da base do governo acionaram a Procuradoria-Geral da República para questionar se a ofensiva externa atingiu a soberania nacional. A pesquisa mostra que a agenda não blindou o senador. A conta política agora passa por três nomes no Paraná. Moro precisa explicar se seu projeto para o Palácio Iguaçu depende de Flávio Bolsonaro. Deltan Dallagnol precisa dizer se sua candidatura ao Senado vai carregar a crise nacional do PL. Filipe Barros terá de defender no estado uma chapa que foi atingida por pesquisa, PGR e caso Master na mesma semana. Curitiba foi escolhida para mostrar unidade da direita. A pesquisa Real Time Big Data transformou o ato em termômetro de risco. Flávio Bolsonaro ainda tem voto, partido e sobrenome, mas já não chega ao Paraná como ativo sem custo para seus aliados.

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