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Eduardo Bolsonaro será preso, mas pedirá asilo político, prevê Lindbergh

Publicada em: 08/06/2026 06:00 -

 

O deputado federal Lindbergh Farias afirmou que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro poderá solicitar asilo político caso seja condenado pelo Supremo Tribunal Federal no inquérito que apura suposta coação no curso do processo. A declaração foi feita neste domingo (7), por meio de publicação na rede social X.

Segundo Lindbergh, Eduardo Bolsonaro deverá responder judicialmente pelas acusações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República. O parlamentar também associou a atuação da família Bolsonaro a iniciativas que, em sua avaliação, representam ataques à soberania nacional e às instituições democráticas brasileiras.

A investigação em tramitação no STF tem como base denúncia da PGR que aponta supostas articulações de Eduardo Bolsonaro junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de pressionar autoridades brasileiras em processos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a condenados por atos antidemocráticos.

Lindbergh também citou temas como sanções externas, tarifas comerciais e críticas ao sistema de pagamentos instantâneos Pix, afirmando que essas iniciativas fariam parte de uma estratégia política contrária aos interesses do país.

De acordo com o cronograma do STF, o julgamento de Eduardo Bolsonaro no Inquérito 4995 está previsto para começar em 16 de junho. O ex-parlamentar teve o mandato cassado pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2025 por excesso de faltas e reside atualmente nos Estados Unidos.

A defesa de Eduardo Bolsonaro nega irregularidades e contesta as acusações apresentadas no processo. O mérito das alegações será analisado pelo STF durante o julgamento.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) deve pedir asilo político caso o Supremo Tribunal Federal o condene e determine sua prisão no processo sobre coação judicial, com julgamento marcado para começar em 16 de junho. O parlamentar publicou um vídeo neste domingo (7), na rede social X, para comentar a situação de Eduardo Bolsonaro, que mora atualmente nos Estados Unidos. A denúncia da Procuradoria-Geral da República aponta articulações do ex-parlamentar com o governo do atual presidente dos EUA, Donald Trump, com o objetivo de pressionar autoridades brasileiras a soltarem Jair Bolsonaro (PL), políticos e eleitores condenados em investigações sobre ações golpistas no Brasil. "Ele vai pedir asilo", escreveu Lindbergh. O parlamentar do PT afirmou que Eduardo Bolsonaro deve enfrentar condenação no Supremo. Lindbergh associou o caso às iniciativas externas da família Bolsonaro contra instituições brasileiras e contra instrumentos estratégicos do país, como o Pix. "Tenho convicção de que Eduardo será julgado, condenado e preso", continuou Lindbergh. "Até porque a família Bolsonaro segue atacando o Brasil, pedindo mais tarifaço, ataques ao Pix e interferência dos EUA nas eleições deste ano. Ou seja, eles seguem no projeto de golpe continuado contra a nossa soberania e democracia", afirmou. O caso tramita no STF no contexto das investigações sobre ações de pressão contra autoridades brasileiras. A acusação da PGR afirma que Eduardo Bolsonaro atuou junto ao governo de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, para estimular medidas contra o Brasil e interferir em processos ligados à responsabilidade de Jair Bolsonaro e de aliados. Lindbergh também relacionou a conduta da família Bolsonaro ao que classificou como ataque continuado à soberania nacional. Para o deputado, a busca por sanções externas, a defesa de tarifaço e as críticas ao Pix integram uma estratégia política contra o Brasil. A menção ao Pix ocorre em meio a pressões dos Estados Unidos contra o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. O tema entrou no debate político após críticas do governo norte-americano e declarações de aliados bolsonaristas em defesa de maior aproximação com interesses externos. O STF já condenou 29 pessoas no inquérito da trama golpista. Jair Bolsonaro recebeu a maior pena, de 27 anos de prisão. Na investigação sobre os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, a Corte anunciou mais de 1,4 mil condenações. O julgamento de Eduardo Bolsonaro está previsto para começar em 16 de junho. Em 18 de dezembro de 2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados cassou o mandato dele por excesso de faltas. O ex-parlamentar reside nos EUA desde o começo do ano passado. O Supremo marcou julgamento de Eduardo Bolsonaro para o próximo dia 16 de junho, no inquérito 4995, de coação no curso do processo, cuja origem foi a denúncia que nós fizemos ao STF.

 
 
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