Lucas Paquetá comentou neste domingo (21) sobre a forma como os jogadores da Seleção Brasileira lidam com críticas externas. A declaração foi dada durante entrevista coletiva após um jornalista citar uma recente provocação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao atacante Neymar.
Na pergunta, o repórter Gabriel Reis, da revista Placar, mencionou que figuras públicas deveriam apoiar mais a equipe e questionou como os atletas conseguem se blindar diante de comentários negativos.
Sem citar diretamente a fala do presidente, Paquetá afirmou que o grupo procura manter o foco nos objetivos e filtrar apenas aquilo que pode contribuir de forma positiva.
“Todos nós, cada um na sua vida, passamos por momentos difíceis, que só você e sua família viveram, e que vocês passaram por isso juntos. A gente aprende desde cedo a blindar o que vem de fora, porque não é isso que nos move, que vai nos fazer alcançar um objetivo ou realizar um sonho”, declarou.
O meio-campista acrescentou que as críticas podem servir como motivação quando analisadas de forma construtiva.
“A gente tenta filtrar o que pode servir de bom, de combustível, e seguir adiante com o nosso trabalho”, completou.
A repercussão teve origem em uma declaração feita por Lula na última sexta-feira (19), durante um evento em Belo Horizonte. Ao conversar com uma criança e perguntar quem seria o melhor jogador brasileiro da atualidade, ouviu como resposta o nome de Neymar.
Em tom de brincadeira, o presidente respondeu que o atacante não estava atuando e fez referência a um comentário que circulava nas redes sociais. “O Neymar é o primeiro convocado home office do mundo”, afirmou, arrancando risadas do público presente. Lula ainda brincou que, diante da situação, seria necessário montar uma Seleção Brasileira com inteligência artificial.
Neymar não respondeu diretamente às declarações do presidente. No entanto, integrantes de sua equipe publicaram nas redes sociais imagens do jogador treinando com a Seleção acompanhadas da frase “No day off” (“Sem dia de folga”, em tradução livre), mensagem interpretada por muitos como uma resposta indireta às críticas.
