O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve anunciar um aumento da contribuição brasileira ao Focem (Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul), principal mecanismo financeiro do bloco destinado à redução das desigualdades econômicas entre os países-membros.
O anúncio está previsto para a 64ª Cúpula do Mercosul, que será realizada na próxima terça-feira (30), em Assunção, no Paraguai. Segundo o Itamaraty, a medida será oficializada pelo presidente e pelo ministro das Relações Exteriores. Os novos valores da contribuição, no entanto, ainda não foram divulgados.
Criado em 2004, o Focem tem como objetivo financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento, priorizando os países com economias menores do bloco, como Paraguai e Uruguai.
Na primeira fase do fundo, foram destinados cerca de US$ 1 bilhão para investimentos. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, os recursos permitiram a execução de aproximadamente 1 mil quilômetros de rodovias, 680 quilômetros de ferrovias e 750 quilômetros de linhas de transmissão de energia, além de obras de saneamento, construção de escolas, moradias e laboratórios nos países integrantes do Mercosul.
Atualmente, o Focem I ainda dispõe de cerca de US$ 200 milhões, recursos que estão sendo destinados a projetos em fase de aprovação pelo bloco.
A proposta em discussão prevê a criação do Focem II, já com a participação da Bolívia como membro pleno do Mercosul.
A iniciativa deverá ser acompanhada por um aumento da contribuição brasileira, hoje fixada em US$ 70 milhões por ano, durante um período de dez anos. O Brasil responde por cerca de 70% do orçamento total da primeira fase do fundo, consolidando-se como o principal financiador do mecanismo.
