NOTICIAS 01:
TRÊS LAGOAS - MS.
Consulta da Anac abre debate sobre concessão do aeroporto de Três Lagoas
onsulta pública da Anac coloca futuro do Aeroporto de Três Lagoas em debate com previsão de R$ 117 milhões em investimentos
A consulta pública aberta pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para a repactuação da concessão do Aeroporto Internacional de Brasília também coloca em discussão o futuro do Aeroporto Plínio Alarcom, em Três Lagoas. Até o dia 7 de agosto, cidadãos, empresas e instituições poderão apresentar sugestões sobre o edital que prevê a inclusão do terminal sul-mato-grossense no mesmo bloco de concessão, ao lado dos aeroportos de Bonito e Dourados.
O processo integra o Programa Ampliar, do Ministério de Portos e Aeroportos, criado para ampliar e modernizar aeroportos regionais por meio da iniciativa privada. A proposta também será debatida em audiência pública virtual, marcada para o dia 29 de julho, às 14h30.
Entre os aeroportos de Mato Grosso do Sul contemplados na modelagem, Três Lagoas deverá receber o maior volume de investimentos. De acordo com estudos analisados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), estão previstos R$ 117,2 milhões para obras de ampliação e modernização do Aeroporto Plínio Alarcom. As intervenções deverão ser executadas entre 36 e 60 meses após a assinatura do contrato.
O valor destinado ao aeroporto de Três Lagoas supera os investimentos previstos para Dourados, estimados em R$ 105,5 milhões, e Bonito, com R$ 47,5 milhões.
Ao todo, o bloco de dez aeroportos incluído na repactuação deverá receber R$ 857,8 milhões em investimentos. Além dos três terminais sul-mato-grossenses, fazem parte do pacote os aeroportos de Juína, Cáceres e Tangará da Serra, em Mato Grosso; Alto Paraíso e São Miguel do Araguaia, em Goiás; Ponta Grossa, no Paraná; e Barreiras, na Bahia.
A modelagem prevê que aeroportos regionais considerados deficitários sejam administrados em conjunto com o Aeroporto Internacional de Brasília. O objetivo é permitir o chamado subsídio cruzado, mecanismo pelo qual a receita gerada pelo terminal da capital federal ajuda a financiar a operação e os investimentos nos aeroportos de menor movimentação.
A consulta pública disponibiliza a minuta do edital, seus anexos e o termo aditivo ao contrato de concessão do Aeroporto Internacional de Brasília. O procedimento foi elaborado pela Anac com acompanhamento do TCU e busca garantir maior estabilidade ao contrato e a continuidade das operações do principal aeroporto do bloco até 2037.
As contribuições poderão ser encaminhadas por meio da plataforma Brasil Participativo até o dia 7 de agosto. Os interessados também poderão participar da audiência pública virtual promovida pela Anac em 29 de julho. Após a conclusão dessa etapa e a aprovação definitiva da repactuação, o leilão para transferência do controle da concessionária deverá ocorrer em até 100 dias.
Governo de MS altera plano de concessões
A inclusão de Três Lagoas, Bonito e Dourados no bloco federal levou o Governo de Mato Grosso do Sul a revisar o projeto de concessão de nove aeroportos regionais à iniciativa privada.
Com a nova configuração, permanecerão sob administração estadual os aeroportos Santa Maria, em Campo Grande, além dos terminais de Chapadão do Sul, Coxim, Porto Murtinho, Naviraí e Nova Andradina.
Estudos realizados pelo Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE), em conjunto com a Infra S.A., apontaram que Três Lagoas, Dourados e Bonito apresentam maior potencial para atrair investimentos privados, justificando a inclusão dos três aeroportos na modelagem federal atualmente em fase de licitação.

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NOTICIA 02:
TRÊS LAGOAS - MS.
Três Lagoas vai fabricar fertilizantes
A vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Três Lagoas, acompanhado de ministros de Estado e da presidente da Petrobras, para reafirmar a retomada da construção da fábrica de fertilizantes UFN III, que utilizará o gás natural transportado pelo gasoduto vindo da Bolívia, coloca definitivamente uma pá de cal na incredulidade de muitos que não acreditavam na conclusão desse empreendimento.
A conclusão da fábrica contribuirá para reduzir em aproximadamente 30% a dependência brasileira da importação de fertilizantes, especialmente da ureia. A retomada dessa obra, que permaneceu paralisada por mais de doze anos, demonstra de forma inequívoca que é preciso acreditar nas boas iniciativas e reconhecer que grandes projetos são possíveis quando há vontade política e planejamento.
Esse momento também mostra que o pessimismo e a crítica excessiva, sobretudo quando desacreditam daquilo que pode ser realizado, não fazem bem nem para a cidade nem para aqueles que insistem em acreditar que boas notícias jamais chegarão.
A fábrica de fertilizantes potencializará a oferta de insumos indispensáveis ao agronegócio, setor que impulsiona a economia nacional, gera empregos, oportunidades e riqueza. Na esteira desse empreendimento, deverão surgir outras indústrias de menor porte voltadas à produção de fertilizantes nitrogenados, cada uma com suas especificidades, ampliando a produtividade agrícola e fortalecendo ainda mais a economia regional.
A relevância econômica desse investimento coloca Três Lagoas em posição de destaque no cenário nacional, beneficiando especialmente as regiões produtoras do Centro-Oeste e parte do Sudeste brasileiro. O município deverá sentir ainda mais intensamente os efeitos do desenvolvimento econômico que já vem experimentando nos últimos anos, favorecido também por sua localização geográfica estratégica, que reduz distâncias em relação aos principais centros consumidores.
Com o fornecimento de gás natural, a unidade terá capacidade para produzir, de forma contínua, cerca de 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia por dia, consumindo aproximadamente 2,2 milhões de metros cúbicos diários de gás natural.
O escoamento dessa produção exigirá um significativo incremento no transporte rodoviário, com previsão da utilização de aproximadamente 200 carretas para abastecer mercados de curta e média distância.
Da mesma forma, o transporte ferroviário deverá ser reativado para integrar as rotas que ligam os grandes polos agrícolas do Centro-Oeste. Além disso, Três Lagoas conta com a hidrovia Tietê-Paraná, uma alternativa logística de menor custo e grande potencial para o transporte de cargas.
Paralelamente, empresas misturadoras de fertilizantes deverão se instalar no município. A expectativa é de que entre dez e quinze empresas implantem suas unidades nas proximidades da fábrica, em área já prevista no Plano Diretor de Três Lagoas para receber esse tipo de atividade industrial.
Em síntese, Três Lagoas não será apenas uma produtora de fertilizantes. O município viverá um expressivo ciclo de crescimento econômico, com a geração de novos negócios, empregos, oportunidades e renda. A conclusão da UFN III consolida a cidade como um importante polo de desenvolvimento industrial e logístico do Brasil.
Com esse novo cenário, haverá crescimento populacional e aumento da demanda por serviços públicos. Por isso, será fundamental acelerar os investimentos em educação, saúde, habitação, mobilidade urbana e segurança pública, entre outras áreas essenciais.
E quem sabe? Apostando no futuro, essa unidade da Petrobras poderá, inclusive, ser ampliada, consolidando definitivamente Três Lagoas como um dos principais polos da indústria de fertilizantes do país.

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NOTICIA 03:
TRÊS LAGOAS - MS.
Novo PAC prevê R$ 860 milhões em investimentos em Três Lagoas
Novo PAC destina R$ 860 milhões para obras em Três Lagoas além da retomada da UFN-3
A retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-3), oficializada nesta quinta-feira (25), também evidenciou o volume de investimentos do Governo Federal previstos para Três Lagoas por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Além dos cerca de R$ 5 bilhões destinados à conclusão da fábrica de fertilizantes, o município será contemplado com aproximadamente R$ 860 milhões em obras de infraestrutura urbana, saúde e mobilidade.
Durante a cerimônia de assinatura dos contratos para a retomada da UFN-3, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que a unidade integra o Novo PAC, criado para ampliar os investimentos em infraestrutura em todo o país.
"Essa é uma obra do Novo PAC. Para que serve o Novo PAC? Para aumentar o investimento em infraestrutura do país. É importante porque gera emprego, gera crescimento, é bom para todo mundo, reúne o setor público, reúne o setor privado e as nossas estatais", afirmou.
Responsável pela coordenação do programa, a ministra ressaltou que os investimentos destinados a Três Lagoas vão além da conclusão da fábrica de fertilizantes.
"O Novo PAC projeta a grande infraestrutura nacional, com obras como esta da UFN-3, que é importantíssima para o Brasil, mas também lida com a infraestrutura das cidades. Só aqui em Três Lagoas, o Novo PAC tem investimentos de R$ 860 milhões", destacou.
Entre os principais empreendimentos contemplados está a conclusão do Contorno Rodoviário de Três Lagoas, que já atingiu cerca de 50% de execução. Segundo Miriam Belchior, a empresa responsável pela obra abandonou o contrato, mas uma nova construtora assumirá os serviços, com assinatura prevista nos próximos dias.
Outro destaque é a construção de uma policlínica, que ampliará a oferta de atendimentos especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O município também receberá investimentos para a macrodrenagem do Córrego da Onça, considerada uma intervenção estratégica para reduzir os recorrentes alagamentos em diversos bairros da cidade.
A ministra reforçou que o Novo PAC busca fortalecer tanto a infraestrutura nacional quanto os investimentos voltados diretamente aos municípios.
"Isso é importante porque gera emprego, gera crescimento, é bom para todo mundo, reúne o setor público, reúne o setor privado e as nossas estatais", reiterou.
Ao recepcionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a comitiva federal, o prefeito de Três Lagoas, Cassiano Maia, destacou a importância da retomada da UFN-3 para o desenvolvimento econômico do município e agradeceu os investimentos destinados à cidade por meio do Novo PAC.
Entre as obras citadas pelo prefeito estão a construção da Escola de Tempo Integral no bairro Montanini, um Centro de Educação Infantil (CEI), a macrodrenagem do Córrego da Onça e a retomada das obras do Contorno Rodoviário.
"Nós tivemos dificuldades com a primeira empresa responsável pelo anel viário, mas o Governo Federal nos ajudou e agora teremos a retomada da obra com uma nova empresa. Nós só temos a agradecer", afirmou.
Cassiano Maia também ressaltou que a parceria entre os governos municipal, estadual e federal será fundamental para viabilizar novos investimentos e ampliar as entregas de obras e serviços para a população de Três Lagoas.

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NOTICIA 04
APARECIDO DO TABOADO - MS.
MS amplia investimentos em rodovias e prevê quase 6 mil km pavimentados até o fim do ano
Mato Grosso do Sul amplia investimentos e deve chegar a quase 6 mil quilômetros de rodovias pavimentadas até o fim de 2026
O Governo de Mato Grosso do Sul intensifica os investimentos em infraestrutura rodoviária e prevê alcançar 5.988 quilômetros de rodovias estaduais pavimentadas até o final de 2026. O objetivo é modernizar a logística, aumentar a segurança no trânsito e acompanhar o crescimento econômico do Estado.
Segundo o governador Eduardo Riedel, a estratégia busca preparar Mato Grosso do Sul para atender à expansão da produção agrícola, industrial e do setor de serviços, além de melhorar a mobilidade da população.
"Nosso objetivo é preparar o Estado com uma infraestrutura e logística moderna, que estará pronta para acompanhar o desenvolvimento e o crescimento econômico. Ao mesmo tempo levar segurança para quem trafega pelas rodovias estaduais, interligando regiões, reduzindo distâncias e melhorando a vida do cidadão", afirmou.
Expansão da malha rodoviária
Entre 2023 e 2026, a previsão é de pavimentação de 857 quilômetros de novas rodovias estaduais. No início deste ano, a malha pavimentada já alcançava 5.662 quilômetros.
O planejamento estadual também projeta mais de 1.500 quilômetros de novas pavimentações entre 2023 e 2030, ampliando a integração entre municípios e criando novas rotas para o transporte de pessoas e mercadorias.
O secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, destacou que o conjunto de obras representa uma das maiores transformações da infraestrutura viária do Estado nas últimas décadas.
"Estamos promovendo a maior transformação da malha rodoviária estadual das últimas décadas. Estradas pavimentadas reduzem custos logísticos, atraem investimentos privados e, acima de tudo, mudam a vida das pessoas", afirmou.
Benefícios para economia e população
Além de reduzir o custo do transporte de cargas, a melhoria das rodovias facilita o deslocamento das comunidades, especialmente em regiões que enfrentavam dificuldades durante o período chuvoso.
Os investimentos acompanham o crescimento de setores estratégicos como o agronegócio, a indústria da celulose e o turismo.
Em Bonito, por exemplo, a pavimentação da Estrada do 21 criou uma nova ligação com Anastácio e reduziu em cerca de 40 quilômetros a distância até Campo Grande. O município também recebeu melhorias na Rodovia do Turismo, facilitando o acesso aos principais atrativos da região.
Para o presidente do Sindicato Rural de Bonito, Leôncio de Souza Brito Neto, a infraestrutura é essencial para a competitividade do setor produtivo.
"Sem estradas em boas condições nossos negócios ficam inviabilizados. Quando temos estes investimentos em pavimentação e manutenção das rodovias é essencial para escoamento da produção, principalmente quando coincide na época de safra, onde temos muita carga pesada na estrada", ressaltou.
Obras em andamento
O programa estadual inclui obras de restauração e melhorias em rodovias já existentes, como os trechos das MS-436, MS-180, MS-156, MS-295, MS-276 e MS-377.
Também estão em execução projetos de pavimentação nas rodovias MS-040, MS-134, MS-244, MS-245, MS-289, MS-316, MS-320, MS-324, MS-347, MS-355, MS-380 e MS-444.
Concessões reforçam investimentos
Além dos recursos públicos, o Governo do Estado aposta no modelo de concessões para ampliar os investimentos em infraestrutura.
Um dos principais projetos é a Rota da Celulose, que prevê R$ 10,1 bilhões em investimentos destinados à recuperação, manutenção e ampliação de rodovias estaduais e federais. O contrato contempla intervenções nas rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267, incluindo duplicações, implantação de acostamentos, terceiras faixas, contornos urbanos e novos dispositivos de segurança.
Com o avanço das obras e das concessões, a expectativa é fortalecer a integração regional, reduzir os custos logísticos e criar melhores condições para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul nos próximos anos.

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NOTICIA 05:
CAMPO GRANDE - MS.
Professores mantêm mobilização e aguardam proposta da Prefeitura antes de decidir novos atos
Professores mantêm mobilização e aguardam proposta da Prefeitura sobre reajuste de 5,4% em Campo Grande
Os professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande decidiram aguardar a proposta oficial da Prefeitura sobre a reposição salarial de 5,4%, prevista na política do Piso 20 horas, antes de definir novas mobilizações. A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária realizada na noite de quinta-feira (25), quando a categoria aprovou a continuidade das negociações e marcou uma nova assembleia para depois da reunião entre a Associação Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) e o Executivo, prevista para 1º de julho.
Segundo a direção da ACP, a assembleia não deliberou por uma nova paralisação. A categoria optou por manter o diálogo aberto com a administração municipal enquanto aguarda a apresentação de uma proposta oficial.
A decisão ocorreu após reunião realizada na quarta-feira (24) entre representantes da ACP, da Prefeitura de Campo Grande e da Comissão de Educação da Câmara Municipal. Durante o encontro, foram apresentados informes sobre o andamento das negociações e discutidos os próximos passos da campanha pelo cumprimento da política do Piso 20 horas.
O presidente da ACP, Gilvano Bronzoni, afirmou que a mobilização dos professores foi decisiva para manter as negociações com o Executivo.
"Estamos no caminho da luta e da valorização. Luta, valorização, insistência e garra. É assim, na prática, cotidianamente, sem desistir e sem se cansar", declarou.
Bronzoni também ressaltou que a união da categoria será fundamental para garantir o cumprimento da política salarial.
"Debatemos os pontos da negociação, ouvimos a base e reafirmamos a força da categoria para lutar sempre pelo cumprimento da Lei do Piso 20 horas, pela reposição de 5,4% referente ao Piso Nacional e, principalmente, por continuarmos caminhando juntos como uma categoria unida, forte e que sabe onde quer chegar: a valorização da educação", afirmou.
A Comissão Mista de Negociação voltará a se reunir na próxima quarta-feira, 1º de julho, quando a Prefeitura deverá apresentar uma proposta oficial para a reposição salarial. Após esse encontro, o conteúdo será submetido à avaliação dos professores em uma nova Assembleia Geral da ACP.
De acordo com o sindicato, os avanços obtidos até o momento são resultado da mobilização da categoria, que nas últimas semanas promoveu assembleias, paralisações e atos públicos para cobrar o cumprimento do acordo firmado durante a repactuação da carreira do magistério.
Embora novas paralisações estejam suspensas neste momento para permitir o avanço das negociações, os professores permanecem em estado de mobilização e aguardam o resultado da próxima rodada de diálogo com a administração municipal.

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