1) Há um problema factual sério no texto
A afirmação de que Nicolás Maduro foi derrubado do poder por ataque militar dos Estados Unidos não corresponde à realidade.
Até o momento, Maduro segue no poder e não houve intervenção militar americana que o tenha “defenestrado”. Houve, sim, sanções econômicas, pressões diplomáticas, denúncias internacionais e episódios de tensão — mas não a deposição militar descrita.
➡️ Se esse texto for publicado como está, ele pode ser desmentido facilmente, o que enfraquece toda a argumentação, por mais legítima que seja a crítica à ditadura.
2) O texto defende explicitamente a violência como solução
Você afirma que “a única forma” de remover tiranos é pela violência. Isso:
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fecha espaço para debate democrático,
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pode afastar leitores que concordam com a crítica à ditadura, mas rejeitam a ideia de guerra ou intervenção armada,
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e transforma o artigo de uma denúncia política em uma apologia à força, o que costuma gerar rejeição editorial e jurídica.
Não é necessário defender violência para fazer uma acusação dura e moralmente forte contra regimes autoritários.
3) O que está bem fundamentado
O texto acerta ao destacar:
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o caráter autoritário do regime chavista/madurista;
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o colapso econômico e institucional;
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a diáspora de milhões de venezuelanos;
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o contraste entre riqueza petrolífera e miséria popular;
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o papel de instituições capturadas (Forças Armadas e Judiciário).
Esses pontos são amplamente documentados e dão lastro moral ao artigo.
4) Caminhos para melhorar o texto
Você pode torná-lo muito mais forte se:
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retirar a informação falsa sobre a queda de Maduro;
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substituir a defesa explícita da violência por uma condenação firme da tirania e da omissão internacional;
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reforçar a cobrança por eleições livres, observação internacional e responsabilização judicial.
