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Lula anseia por vice do MDB e inicia articulações com Centrão para isolar Flávio Bolsonaro, diz mídia

Publicada em: 08/02/2026 09:45 -

1️⃣ O MDB como “pivô” da reeleição

O que a Folha descreve não é novidade em si, mas o timing importa muito. Lula sabe que a eleição tende a ser mais apertada e quer:

  • Isolar a direita bolsonarista no Congresso e na campanha

  • Maximizar tempo de TV

  • Criar uma frente ampla que dificulte uma candidatura competitiva do PL

O MDB entra aí como o último grande partido “anfíbio”, capaz de dialogar com direita, centro e esquerda. Trazer o MDB formalmente para a vice seria:

  • Um recado ao mercado

  • Um gesto ao Centrão

  • Uma trava política contra aventuras da oposição

Mas é uma operação de alto risco, porque o MDB não é um partido, é uma confederação de interesses estaduais.


2️⃣ O dilema Alckmin: elogiado, útil — e descartável?

Aqui está o nó político mais sensível.

  • Lula confia em Alckmin

  • O PT não tem atrito com Alckmin

  • O PSB quer mantê-lo na vice

  • Alckmin quer continuar

Mesmo assim, o nome dele entra na mesa como variável de negociação. Isso não significa que Lula queira tirá-lo, mas sim que ele usa a possibilidade como moeda.

Quando Lula diz que Alckmin “tem um papel importante em São Paulo”, ele manda dois recados ao mesmo tempo:

  • Para o MDB: “Tenho alternativas”

  • Para o próprio Alckmin: “Nada está automático”

Só que há um detalhe crucial:
👉 tirar Alckmin da vice pode desorganizar São Paulo em vez de fortalecê-lo, especialmente contra Tarcísio, que hoje larga favorito.


3️⃣ O MDB dividido (e isso pode matar a articulação)

A reportagem acerta ao destacar os obstáculos:

  • MDB-SP: majoritariamente anti-Lula

  • MDB-RS: oposição clara ao governo

  • Renan Calheiros e Eduardo Braga: governistas, mas sem controle nacional do partido

Ou seja: mesmo que Lula queira, a convenção do MDB pode simplesmente não entregar o que o Planalto espera.

E tem outro ponto pouco dito:
📌 o MDB não vai aceitar ser vice sem contrapartidas muito concretas — ministérios, protagonismo regional e espaço no pós-eleição.


Cenários possíveis (em ordem de probabilidade)

1️⃣ Alckmin permanece vice
MDB apoia informalmente ou fica dividido, como em outras eleições.

2️⃣ MDB entra na chapa, mas com um nome “neutro”
Alckmin vai para missão eleitoral em SP ou para um papel institucional forte.

3️⃣ A articulação implode
MDB não fecha, Alckmin fica, e Lula aposta numa frente ampla “de fato”, não formal.

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