O ex-presidente Michel Temer (MDB) criticou o desfile da Acadêmicos de Niterói que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo (15), na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
Em nota divulgada nesta segunda-feira (16), Temer afirmou que a escola teria trocado a crítica social por “bajulação na Sapucaí”. Ele também contestou a forma como foi retratado no enredo: durante a apresentação, um personagem caracterizado como articulador do impeachment de 2016 aparece retirando a faixa presidencial de Dilma Rousseff.
Segundo Temer, o carnaval é historicamente um espaço de sátira política, mas avaliou que houve mudança de tom na abordagem. Ele também mencionou realizações de seu governo, classificadas por ele como “conquistas”, em referência a reformas implementadas após o impeachment, como o teto de gastos e mudanças na legislação trabalhista — medidas que foram alvo de críticas por parte de setores que apontam cortes em políticas sociais e restrição de direitos.
A homenagem ao presidente Lula também provocou reação de setores da oposição ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Parlamentares anunciaram a intenção de acionar a Justiça Eleitoral sob a alegação de possível propaganda eleitoral antecipada.
Dentro do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o episódio também reacendeu debates sobre o cenário para 2026. O presidente da legenda, Baleia Rossi, afirmou que uma eventual candidatura de Temer poderia “qualificar o debate” e permitir a defesa dos avanços de sua gestão. Dirigentes avaliam ainda que a definição de um nome próprio poderia ajudar a reduzir divisões internas entre alas mais próximas ao governo Lula e setores alinhados à oposição, criando um eixo comum de articulação para a próxima disputa presidencial.
Michel Temer (MDB), que ocupou a presidência da República após o golpe de Estado contra a ex-presidenta Dilma Rousseff, criticou o desfile da Acadêmicos de Niterói que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em nota divulgada nesta segunda-feira (16), Temer afirmou que a escola teria trocado a crítica social por "bajulação na Sapucaí".
Temer também criticou a forma como foi retratado na apresentação. No desfile, um personagem caracterizado como o político arquiteto do golpe de 2016 aparece retirando a faixa presidencial de Dilma Rousseff. Segundo ele, o carnaval é tradicionalmente espaço de sátira política, mas criticou o que chamou de mudança de tom no desfile.
Reação à homenagem e defesa do governo golpista "Como o samba é o espaço da criatividade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí", afirmou Temer. O desfile da Acadêmicos de Niterói ocorreu na noite de domingo (15), na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
Na mesma nota, Temer afirmou que há problemas quando o desfile, segundo ele, adota o que chamou de "ilusionismo na Esplanada". O ex-mandatário também mencionou reformas realizadas durante seu governo, que classificou como "conquistas", responsáveis por cortes em políticas sociais, retirada de direitos trabalhistas e imposição de um teto prolongado aos gastos públicos.
O desfile também gerou reação de setores da oposição bolsonarista. Partidos e parlamentares direitistas anunciaram que pretendem acionar a Justiça Eleitoral sob alegação de suposta propaganda eleitoral antecipada relacionada à homenagem ao presidente. Baleia Rossi destacou que “uma candidatura eventual do presidente Temer qualificaria o debate e nos daria oportunidade de falar dos grandes avanços da sua gestão”.
Outro ponto considerado pela direção do MDB é o efeito de uma candidatura própria sobre as divisões internas da legenda. A avaliação é que a definição de um nome poderia contribuir para reduzir as tensões entre os setores do partido que mantêm proximidade com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aqueles alinhados à oposição, criando um eixo comum de articulação política para a campanha de 2026.
