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Lula desaprova investigação da PF sobre Toffoli e contato direto com o STF

Publicada em: 19/02/2026 06:38 -

🔎 O que aconteceu

No chamado “caso Master”, mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, continham menções a Toffoli. A PF elaborou um relatório com essas referências e o diretor-geral Andrei Rodrigues entregou pessoalmente o documento ao presidente do STF, Edson Fachin.

Segundo aliados, Lula teria ficado “surpreso” com o método adotado pela PF — especialmente pelo fato de o material mencionar um ministro do STF sem autorização prévia da própria Corte.


⚖️ Qual foi o incômodo de Lula?

De acordo com relatos de bastidores:

  • Lula avaliou que a PF deveria ter produzido apenas um relatório informativo, sem aprofundar cruzamentos envolvendo Toffoli.

  • Defendeu que o caso deveria seguir um trâmite institucional, possivelmente via Ministério da Justiça ou pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

  • Considerou inadequado o envio direto do relatório ao comando do STF, sem passar antes pela PGR.

Um aliado próximo teria resumido a visão do presidente dizendo que se tratava de uma “questão institucional, e nunca criminal”.


🏛️ Impacto no STF

Apesar da discordância quanto ao procedimento da PF, Lula teria considerado adequada a decisão de Toffoli de deixar a relatoria do caso.

A avaliação dentro do governo é que a situação poderia afetar a imagem do Supremo como instituição.

Por outro lado, ministros do STF teriam interpretado que a cúpula da PF dificilmente teria agido sem respaldo político do Planalto, já que Andrei Rodrigues é visto como próximo ao presidente.


🔥 O pano de fundo institucional

Esse episódio toca em três pontos sensíveis:

  1. Autonomia da Polícia Federal

  2. Prerrogativas e foro de ministros do STF

  3. Relação entre Executivo e Judiciário

 

Quando há menções a ministros da Suprema Corte, o procedimento costuma exigir cautela redobrada por envolver autoridades com foro e prerrogativas específicas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou incômodo, nos bastidores, com o método adotado pela Polícia Federal (PF) ao tratar de menções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli no caso Master. Segundo aliados, Lula teria ficado “surpreso” com o fato de a corporação ter investigado o magistrado sem autorização do STF, a partir de mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master, relata Igor Gadelha, do Metrópoles. Lula avaliou em conversas reservadas que a PF não deveria ter cruzado informações sobre Toffoli, mas apenas produzido um relatório informativo com base no material extraído do aparelho. O presidente também teria defendido que a condução do tema deveria ter ocorrido de maneira institucional, por meio do Ministério da Justiça, ao qual a Polícia Federal é subordinada. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou pessoalmente o relatório com referências a Toffoli ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, na segunda-feira (9). Dentro do governo, porém, a avaliação é de que o documento deveria ter sido encaminhado primeiro à Procuradoria-Geral da República (PGR), e não diretamente ao comando do Supremo. “O presidente ficou surpreso com o método. A PF não pode confundir uma questão institucional com ambiente criminal. A discussão era institucional, e nunca criminal”, afirmou, sob reserva, um aliado próximo de Lula.

Apesar da discordância em relação ao procedimento adotado pela Polícia Federal, auxiliares do presidente relataram que Lula considerou adequada a decisão de Toffoli de deixar a relatoria do caso, o que ocorreu na quinta-feira (12). A avaliação atribuída ao presidente é de que a situação do ministro se agravou e passou a afetar a imagem do Supremo como instituição. A atuação da PF também acabou gerando reflexos políticos sobre o próprio presidente da República. Segundo ministros do STF, a percepção dentro da Corte é de que a cúpula da Polícia Federal dificilmente teria agido dessa maneira sem respaldo de Lula, já que o atual diretor-geral da corporação é visto como alguém muito próximo ao chefe do Executivo. Toffoli deixou o posto depois que Andrei entregou pessoalmente ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório indicando a existência de menções ao ministro no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Master.

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