A reunião da Executiva Nacional do PT consolidou três eixos estratégicos para 2026: manutenção da chapa presidencial, definição do cenário em São Paulo e articulação de alianças nacionais e regionais.
1️⃣ Chapa presidencial: defesa firme de Lula-Alckmin
O ponto de maior tensão foi a eventual troca do vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ex-ministro José Dirceu fez a defesa mais contundente da permanência de Geraldo Alckmin:
“Tirar o Alckmin da chapa do Lula irá custar a eleição!”
A avaliação predominante foi pragmática: Alckmin amplia o espectro eleitoral, reduz resistências no centro político e ajuda na estabilidade da aliança nacional. Apesar de correntes internas defenderem reavaliações, prevaleceu a cautela.
2️⃣ São Paulo como peça-chave
O estado é visto como decisivo para o desempenho nacional do partido, especialmente diante do governo de Tarcísio de Freitas.
O presidente do PT, Edinho Silva, relatou articulações em curso e mencionou a influência de:
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Simone Tebet
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Marina Silva
O principal impasse envolve Fernando Haddad. Segundo Jilmar Tatto, Haddad precisa definir rapidamente se será candidato, pois a indefinição compromete alianças e narrativa eleitoral.
3️⃣ Federação com o PSOL: expansão ou risco?
A possível federação com o Partido Socialismo e Liberdade dividiu opiniões.
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Tatto defendeu a união como forma de fortalecer a bancada progressista.
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Carlos Zarattini apontou críticas recentes do PSOL ao PT.
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Dirceu mencionou resistências internas no PSOL, citando o grupo ligado a Valério Arcary.
O debate revelou o dilema: ampliar musculatura parlamentar ou evitar conflitos regionais que fragilizem a estratégia nacional.
4️⃣ Autocrítica em São Paulo
Edinho reconheceu perda de base social na Região Metropolitana paulista e criticou a comunicação do partido:
“É um erro primário não mencionar o governo Lula nas entregas.”
Foram citadas políticas como o Minha Casa, Minha Vida e financiamentos do BNDES, que, segundo avaliação interna, não estariam sendo adequadamente associados ao governo federal na percepção popular.
5️⃣ Alianças regionais
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Rio de Janeiro: tendência de apoio a Eduardo Paes ao governo estadual e lançamento de Benedita da Silva ao Senado.
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Espírito Santo: expectativa positiva em torno de Helder Salomão e Fabiano Contarato.
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Região Norte: alerta para fragilidade organizativa que pode comprometer a pauta ambiental.
📌 Síntese política
A Executiva deixou claro que a prioridade é:
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Manter a unidade nacional
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Consolidar São Paulo como eixo estratégico
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Definir alianças até o início de março
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Preservar a chapa Lula-Alckmin como pilar central
O encontro revelou que, apesar das divergências internas, prevalece uma linha pragmática e eleitoralmente cautelosa na construção do projeto para 2026.
A Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) se reuniu nesta segunda-feira (23), na sede do diretório estadual, na Lapa, em São Paulo, para discutir a estratégia eleitoral da legenda para 2026. O principal ponto de tensão foi a manutenção da chapa presidencial com o presidente Lula e Geraldo Alckmin, tema que revelou divergências internas sobre os rumos da aliança nacional. As informações foram reveladas pelo jornal O Globo, que teve acesso aos principais pontos debatidos no encontro. Participaram da reunião lideranças como o ex-ministro José Dirceu, o presidente do partido, Edinho Silva, o vice-presidente Jilmar Tatto e o deputado Carlos Zarattini. Defesa enfática da chapa Lula-Alckmin O momento mais marcante da reunião foi a intervenção de José Dirceu, que fez um alerta direto sobre os riscos de alterar a composição da chapa presidencial.
“Tirar o Alckmin da chapa do Lula irá custar a eleição!”, afirmou Dirceu, segundo o relato do encontro. A declaração reforça a posição de setores do PT que consideram estratégica a manutenção da aliança com Alckmin para 2026. Para essa ala, a composição atual amplia o espectro político da candidatura do presidente Lula e reduz resistências em segmentos mais amplos do eleitorado. Embora existam correntes internas que defendam reavaliações, o tom da reunião indicou predominância da cautela. A avaliação de parte da direção é que mudanças abruptas na engenharia da aliança poderiam gerar instabilidade política e custo eleitoral elevado. São Paulo no centro do tabuleiro Outro eixo central do encontro foi a disputa ao Senado em São Paulo, considerada peça-chave para o desempenho nacional do partido. Edinho Silva informou que as articulações estão em andamento e mencionou as ministras Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede) como nomes influentes no cenário eleitoral paulista.
A definição, no entanto, depende de pesquisas e, sobretudo, da decisão do ministro Fernando Haddad sobre seu futuro político. O impasse foi tratado como estratégico para o desenho da candidatura em São Paulo. “Haddad precisa resolver se será ou não candidato urgente”, declarou Jilmar Tatto, explicitando a pressão para que o ministro anuncie sua posição até 10 de março. A leitura interna é que a indefinição compromete a organização das alianças e a consolidação de uma narrativa competitiva no estado, atualmente governado por Tarcísio de Freitas. Federação com o PSOL divide opiniões A possibilidade de formação de uma federação com o PSOL também gerou debate intenso. Jilmar Tatto classificou a proposta como um “sonho”, defendendo que a união poderia ampliar a bancada e fortalecer o campo progressista no Congresso.
Já Carlos Zarattini apresentou reservas, lembrando críticas recentes do PSOL ao PT em disputas regionais, como no caso da Hidrovia do Tapajós. José Dirceu também apontou resistências internas no PSOL, citando o grupo de Valério Arcary como possível foco de tensão e avaliando que pode “atrapalhar mais do que ajudar”. Edinho Silva confirmou que novas reuniões com o PSOL devem ocorrer ainda nesta semana para tratar da formação do bloco e minimizou divergências internas da legenda aliada, que enfrenta desafios para superar a cláusula de barreira. O debate revelou uma divisão entre a busca por maior musculatura parlamentar e o receio de conflitos políticos regionais que possam fragilizar a estratégia nacional.
Autocrítica e comunicação das entregas A reunião também incluiu uma análise crítica do desempenho do PT em São Paulo. Edinho reconheceu perda de base social na Região Metropolitana desde 2024 e avaliou que o partido não tem capitalizado adequadamente as ações do governo federal. “É um erro primário não mencionar o governo Lula nas entregas”, afirmou, citando obras do programa Minha Casa, Minha Vida e financiamentos do BNDES. A avaliação interna é que o partido precisa reforçar a associação entre políticas públicas federais e seus resultados concretos na vida da população, especialmente nas grandes massas urbanas paulistas. Pauta social e renovação política Questões econômicas e sociais também entraram na pauta, incluindo o debate sobre a jornada de trabalho 6 por 1. Segundo o que foi discutido, a legenda busca equilibrar o discurso sobre produtividade e tecnologia sem afastar o pequeno comércio, além de dialogar com trabalhadores e juventudes.
